Alguém ainda acredita no que o PMDB “fala” ou decide antes da última convenção?

Alguém ainda acredita no que o PMDB da Paraíba “fala” ou decide antes da última convenção partidária? Não dá para levar a sério, né? A mais de um ano de uma eleição é brincadeira. No máximo, vale uma manchete num dia de poucos fatos políticos, ou para agradar A ou B.

O PMDB já provou que faz isso para negociar o passe, para se valorizar e pedir mais.

É um partido ainda forte, mas continua sem rumo. Um senador manda e na frente dele ninguém contesta. O outro sabe o que quer, mas talvez não queira. O vice-prefeito se decidiu, mas tem apoios duvidosos. O deputado federal se frustrou com o dono da legenda, mas não tem coragem de sair do partido. Outras lideranças tentam apaziguar com frases prontas e amenas. Outros estão preocupados, mesmo, é com seus currais eleitorais.

No fundo, o PMDB não terá candidatura própria e, se tiver, será num primeiro turno para garantir a negociação na segunda etapa.

Essa história de candidatura própria não cola mais. Principalmente quando o candidato “escolhido” é o senador José Maranhão. Nem os peemedebistas querem mais o senador como candidato. Não é uma questão de idade, como querem rebater alguns. É uma questão de perfil. O momento é outro. Maranhão já deu sua contribuição como governador e insistir só faz apagar a possibilidade de outras lideranças do próprio partido conquistarem seus espaços.

O PMDB paraibano tem sido um bom coadjuvante nos últimos tempos e não sabe ainda quando poderá, mais um vez, ser um protagonista. Pelo andar da carruagem, pode esperar sentado nas várias reuniões midiáticas e sem futuro que seus integrantes fazem de tempos em tempos.

Governo parece preparar terreno para privatizar Correios

E meio aos debates polêmicos e complexos sobre a reforma da Previdência, Trabalhista e terceirização, o Governo Federal corre com seu rolo compressor.

Quer aproveitar a base ainda coesa e distante das pressões eleitorais. Lá na frente tudo ficará mais difícil.

O pior, não dá tempo refletir, discutir, nem argumentar. A sensação que se tem é que a ideia é correr para fazer as “reformas” antes a oposição ganhe força nas ruas.

Debater as mudanças na previdência, na relação trabalhista, discutir maneiras de tornar empresas públicas eficientes são iniciativas importantes e necessárias, mas o que estamos vendo é o governo querer empurrar tudo goela abaixo e daqui a pouco vai dar refluxo.

Desta vez, quem mandou recado foi o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab. Ele disse hoje (28) que a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) terá que fazer “cortes radicais” de gastos para evitar a privatização.

A estatal, segundo ele, teve prejuízos de R$ 2,1 bilhões em 2015 e R$ 2 bilhões no ano passado. O ministro disse ainda que o governo não socorrerá a empresa financeiramente. De fato, não dá para “viver” com um rombo desses e nenhum brasileiro quer ficar pagando essa conta permanentemente.

O detalhe: a empresa sempre foi comandada por um político ou indicado de um político. Aliás, a política partidária e seus tentáculos sempre estiveram sugando o trabalho da estatal. O nosso dinheiro que está lá.

A “deixa”, o recado, para lançar a ideia da privatização foi:“O governo não tem recursos. Não haverá injeção de recursos do governo nos Correios. Isso é uma definição de governo, que conta com nosso apoio. Ou rapidamente os Correios cortam gastos, além daqueles que foram feitos, devemos continuar cortando mais. Não há saída, senão vamos rumar para a privatização”, disse Kassab.

Em dezembro do ano passado, foi anunciado um plano de demissão voluntária para aliviar os cofres da empresa.

Para o ministro, os Correios sofreram com má gestão e corrupção.“Concordo que houve má gestão. Má gestão é corrupção, é loteamento, é não ter capacidade de encontrar receitas adicionais e não fazer os cortes se não encontra mais receita. A empresa está correndo contra o relógio”.

O ministro esquece que a mudança na gestão pode começar por ele, nomeando gente competente e acompanhando o loteamento que ele e os partidos da base já devem ter feito. Difícil sair do vermelho com tantos sanguessugas. O rombo autofágico é um argumento frágil, afinal a solução depende do próprio governo.

Correria para levar água para CG adianta transposição e escancara “remendos”

Açude Camalaú: abertura feita para acelerar a passagem da água para o leito do rio Paraíba. Foto: Laerte Cerqueira

O ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, prometeu que a água chegaria à Paraíba nos primeiros dias de março; e assim foi feito. Com menos “bombas” do que o previsto nos reservatórios em Pernambuco, com remendo na barragem que se rompeu, felizmente, ela chegou.

Correram para deixar o canal até Monteiro pronto. Mas está lá, pra todo mundo ver: paredes desmoronando. Em pelo menos dois trechos, antes de chegar na área urbana. Bastou uma chuva e a terra desceu. Já retiram o barro, mas as marcas da fragilidade estão lá.

O governo Federal promete que a água vai chegar em Campina Grande em abril e num esforço concentrado move-se terra, pedras, leitos, montanhas. O governo Estadual é responsável pela execução. É questão de honra. É agenda política. É pressão. As consequências naturais? Veremos no futuro.

Deixaram CG ficar refém da transposição e ela está com corda no pescoço. O racionamento veio tarde. Apostaram na chuva. Agora, para evitar que culpados se multipliquem, o esforço é concentrado e até, dizem especialistas, inconsequente.

Os responsáveis pelas ações negam. Devem fazer isso, mas não podem exigir cegueira crítica.

Abertura no açude Poções para a água passar mais rapidamente, “rasgo” pela serra em Camalaú para que ela siga seu curso. As obras são, claramente, necessárias nas condições atuais de desespero, mas são “emendas”.

Mostram que se Campina Grande não tivesse na iminência de um colapso, o caminho deveria ser o mais natural  possível e não da forma que está sendo.

Em, Monteiro a população reclama que o racionamento ainda é severo mesmo com a água chegando a Poções, açude que abastece a cidade.

Em Camalaú, pescadores estão com medo da água “ir embora” quando atingir o nível do “rasgo” feito para lançar o rio São Francisco no PB.

Tem tudo para dar certo e a torcida é coletiva, mas é inegável que são remendos para salvar a Rainha da Borborema.  Como os obstáculos visíveis no meio do caminho, a água, talvez, chegará em CG em abril, mas não espere um “mar salvador”.

A região metropolitana da Rainha da Borborema vai penar por muito meses ainda. Estamos falando de 19 municípios com racionamento severo.

A correria é tanta que esqueceram de planejar como vão atender a população da zona rural da cidades onde a água já passou. Os trabalhadores rurais ainda estão respeitando e ainda não colocaram bombas clandestinas. A maioria tem até consciência disso, mas muitos estão com “sede”. O que fazer? Os poços secaram. Os carros-pipa foram cancelados.

A Aesa – Agência Estadual de Gestão das Águas está cadastrando a população ribeirinha do “novo” rio. Mas por lá, tudo é uma incógnita. Não sabem quando serão efetivamente beneficiados. Campina é a prioridade.

A obra impressionante, inacreditável. Mas desconfiados como somos da cultura da emenda, da nossa incapacidade de gestão, dá até medo que vai acontecer com essa água.

De qualquer forma, a felicidade é tão grande no Cariri que é difícil não se contaminar com o otimismo.

 

Mesmo a alguns passos do canal da transposição, agricultores de Monteiro estão sem água

Uma contradição sem tamanho. Que tem gerado revolta na zona rural de Monteiro. É que muitos agricultores que tiveram parte de terras desapropriadas para que fosse construído o canal da transposição de águas do Rio São Francisco estão sem receber nenhuma gota d’água. É isso.

Estão penando a 100 metros do canal. Eles fazem parte do grupo que não precisou deixar as casas na zona rural por causa da obra.

Quarenta açudes da região estão secos e assim que a obra foi “entregue”, em Monteiro, as empresas construtoras, que forneciam água por meio de carros-pipa, “entenderam que obra estava entregue” e cancelaram o abastecimento dos moradores da zona rural.

Muitos acreditaram que bombas seriam instaladas para substituir o abastecimento por “pipa”, mas não aconteceu nada. Não recebem água, não têm poços e não conseguem retirar um pouco do canal para consumo humano e animal.

Vem Michel Temer e faz a festa. Vem Lula faz do mesmo jeito. E por que não pegou esse dinheiro – o que gastou para eles virem para cá, falar meia dúzia de palavras e ir simbora – e usou para encanar essa água para nóis?“, desabafou Robson da Silva Rodrigues, morador do sítio Pau D’arco. Ele vive com a mulher e três filhos e está comprando água “amarelada” para beber.

Os moradores também reclamam da “qualidade” da obra do canal que passa em Monteiro. Em pelo menos dois trechos, antes de chegar na zona urbana, paredes desabaram por causa de uma chuva. A terra entupiu a passagem da água e a terra teve que ser retirada.

Técnicos do Ministério da Integração disseram aos agricultores que estão providenciando a solução, em Brasília, mas não deram prazos, nem apresentaram nenhum perspectiva de solução.

Em alguns sítios, foram abertas valas para tubulação, mas os agricultores não sabem se é para levar água para alguma caixa coletiva.

Na região, pairam muitas dúvidas. Quando poderão receber um pouco da água se a prioridade é levar água para Campina Grande? Quem vai realizar a tubulação e como será a execução e pagamento disso? Vão ter direito? Como? Por que não mantiveram o bastecimento por pipa?

“Fizeram a maior festa, maior moído, e a gente está aqui sem água, penando a 100 metros do canal”, desabafou outro agricultor.

Vilas produtivas 

Os que foram para as casas nas vilas produtivas (tiveram as casas derrubadas em locais onde a obra passou) também não têm expectativa de receber o lote com toda estrutura para cultivar na terra. Ou seja, não produzem nada. Por enquanto, recebem um auxílio do governo Federal.

Percurso da água 

A água que passou por Monteiro, desceu pelo leito do rio Paraíba, chegou ao açude Poções e segue o seu curso depois que foi feita uma abertura em uma das paredes do reservatório.

Foi a forma encontrada para adiantar o processo, já que, se esperasse o açude encher até sangrar”naturalmente”, a água iria demorar mais ainda para chegar ao principal destino: Campina.

O mesmo está sendo feito no açude Camalaú, na cidade do mesmo nome, onde a água chegou, mas ainda não saiu. Nesse caso, o açude ainda não atingiu um volume suficiente para sangrar pelo “rasgo” (veja vídeo abaixo) feito nas rochas. A abertura interliga o reservatório ao rio PB.

Veja no blog do Rubão: Canais que tiram água do Cariri para Boqueirão seriam ilegais e podem ser embargados

Romero decreta luto oficial por três dias por causa de mortes de Dom Marcelo e “Maroca”

Ainda na noite deste sábado (25), o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB) decretou luto oficial por três dias após anuncio oficial das mortes do Arcebispo Emérito da Paraíba, Dom Marcelo Carvalheira, e a cantora e compositora Maroca, uma das “Ceguinhas de Campina Grande”.

De acordo com o prefeito de CG, Dom Marcelo sempre foi um exemplo de firmeza na fé, retidão na postura e compromisso com os mais necessitados. Ele destacou o jeito discreto, engajado e nunca se omitindo de participar das lutas pelos elevados valores do cristianismo, o líder religioso se mostrou digno da confiança da comunidade católica do Estado.

Sobre a cantora e compositora Maroca, uma das “Ceguinhas de Campina Grande”, ressaltou o simbolismo de resistência cultural que a artista e suas irmãs sempre representaram para a cidade e sua gente.

Aos 72 anos de idade, Maroca deixa um legado de humildade e amor à arte. E sempre teve orgulho de ser reconhecida como integrante do trio que formava com suas irmãs, até porque a vaidade entre elas nunca teve espaço, muito pelo contrário, segundo o prefeito.

Corpo de Dom Marcelo será velado em Olinda, Guarabira e João Pessoa

De acordo com a Arquidiocese da Paraíba, o corpo de Dom Marcelo Pinto Carvalheira será velado neste domingo, dia 26, a partir das 10h, na Catedral da Sé em Olinda (PE). A Missa de Corpo Presente será às 16h.

Depois, o corpo será levado para a Catedral da Luz, em Guarabira (PB), onde será velado durante a noite.

Na segunda-feira, dia 27, pela manhã, haverá uma Missa em Guarabira, e logo após o corpo será levado para João Pessoa, com chegada prevista para às 9h30.

O velório será na Catedral Basílica de Nossa Senhora das Neves. A Missa de Exéquias, seguida do sepultamento, está marcada para às 16h.

Passagem marcante em JP e no Brejo 

No dia 29 de outubro de 1975, o jovem padre Marcelo Pinto Carvalheira foi nomeado pelo Papa Paulo VI o Bispo Auxiliar da Arquidiocese da Paraíba, ficando sob sua responsabilidade a organização de uma nova Diocese no Brejo paraibano. Em 1980 foi criada a caçula das Dioceses paraibanas: Guarabira. Dom Marcelo foi, então, o seu primeiro Bispo. Ele foi ordenado bispo no dia 27 de dezembro de 1975, pelas mãos de Dom Helder Câmara, Dom Aloísio Lorscheider e Dom José Maria Pires.

O 4º Arcebispo da Paraíba, Dom José Maria Pires, teve sua renúncia acolhida, conforme as normas canônicas, no dia 29 de novembro de 1995. Dom Marcelo, então, foi nomeado para substituí-lo, tornando-se o 5º Arcebispo Metropolitano da Paraíba. Dom Marcelo tomou posse em janeiro de 1996 e solicitou da Sé Apostólica a concessão do título de Basílica Menor à Catedral Metropolitana de Nossa Senhora das Neves. Em 1997, após reforma do templo, o título é concedido pelo Papa João Paulo II.

Com informações da Arquidiocese da PB

Políticos lamentam a morte de Dom Marcelo

Admirado por muitos, Dom Marcelo era uma espécie de unanimidade. Referência de amor, compaixão e paz. Ontem (25), o Arcebispo Emérito morreu no Recife, cidade onde estava morando.

De acordo com Arquidiocese, na manhã de deste domingo (26), ainda não havia informação oficial sobre a causa da morte. Mas se sabe que Dom Marcelo vinha bastante doente – já estava com a saúde muito debilitada, também por causa da idade. Ele morreu indo para o hospital, ainda no carro que o conduzia.

“Agora, no dia da Anunciação, do Martírio de Dom Oscar Romero, Dom Marcelo faz sua Páscoa e no céu vai encontrar Dom Helder, Pe. Ibiapina e muita gente do Povo de Deus!”, diz o Vigário Geral da Arquidiocese da Paraíba, Mons. Virgílio Bezerra de Almeida, expressando o sentimento de todos que fazem a Arquidiocese da Paraíba.

Na manhã de hoje, políticos de vários partidos, correntes e “ideologias”, por meio de notas ou mensagens nas redes sociais, lamentaram a morte de Dom Marcelo. Alguns relataram experiências pessoais com o religioso. Outros destacaram seu exemplo de bondade, humildade e carinho com quem precisava de apoio.

O deputado estadual Raniery Paulino disse “Dom Marcelo Carvalheira, foi o 1º Bispo da minha cidade #Guarabira. Deixou um legado a ser seguido. Homem de Fé e coragem, sempre em busca de justiça social. Seus postulados Inspirará muitas gerações”.

Na rede social, o deputado Raoni Mendes lembrou de viagem feita com o Arcebispo. “Dom Marcelo, de fato um dom de vida e amor vivenciado por mim, porém, por toda humanidade que teve a honra. Simplicidade, caráter e afeto são algumas de muitas coisas que aprendi com ele. Por ti, fui crismado. No ano 2000, viajamos juntos para I Congresso das Novas Comunidades em Assis na Itália, onde rezamos, choramos, me confessei, escutei da boca dele profecias pra minha vida, definitivamente, um homem de Deus. Obrigado Dom Marcelo por todo exemplo ofertado. Muito do pouco que sou tem também sua marca”.

A vice governadora, Lígia Feliciano, também lembrou da morte de Maroca, uma da “ceguinhas de CG”. “Manifesto meus sentimentos de pesar pelas mortes do bispo emérito da Paraíba, Dom Marcelo Carvalheira, e da cantora Maria das Neves Barbosa, a Maroca, uma das integrantes do grupo Ceguinhas de Campina Grande. Dom Marcelo será sempre lembrado como exemplo de fé, humildade e pelo amor que sentia pelo próximo. E Campina Grande perde uma das artistas que mais representou a cultura e a resistência. Que Deus conforte o coração das famílias.”

Cida Ramos, ex-candidata a prefeita da João Pessoa, escreveu: “Dom Marcelo Pinto Carvalheira, bom coração, muito humilde e respeitava o próximo sem distinção de cor, sexo e religião. Um ser humano comprometido com a causa dos mais pobres. Que a vida e o exemplo de Dom Marcelo, nos anime na luta por uma sociedade mais justa e fraterna. Vai com Deus Dom Marcelo !”

Por meio de nota, o deputado estadual Tovar Correia Lima destacou a relação do religioso às questões sociais. “Dom Marcelo nos deu lições de humildade e de coragem. Mostrou que a igreja tem uma grande função social e que precisa sempre estar do lado do povo em suas lutas (…) O bispo da ternura sempre esteve ao lado do povo, acolhia os pobres e defendia a inclusão das famílias mais humildes. Foi um intransigente defensor da vida”.

A mesa de diretora da CMJP também emitiu nota da pesar, assinada pelo presidente Marcus Vinícius. “Dom Marcelo viveu pelos mais pobres e pelos que clamam por Justiça”, destacou o presidente da CMJP.

O deputado federal Rômulo Gouveia lembrou o último reencontro com Dom Marcelo. “Manifesto o meu pesar pelo falecimento do ex-arcebispo da Paraíba, Dom Marcelo Cavalheira. Dom Marcelo além de Arcebispo da PB, foi Bispo de Guarabira. Em 2012 reencontrei Dom Marcelo em visita que fiz ao Mosteiro de São Bento (PE). Aos familiares e amigos a minha solidariedade neste momento de dor”.

PT da PB

Assinada pelo presidente, Charliton Machado, o PT da Paraíba emitiu nota de pesar registrou que Dom Marcelo foi um exemplo de simplicidade e de luta contra as desigualdades. “Dom Marcelo dedicou a sua vida defendendo os excluídos e, durante o regime militar no Brasil, foi um dos mais importantes colaboradores de Dom Hélder Câmara, e esteve ao lado dos líderes católicos perseguidos, sendo ele mesmo preso e torturado”, registrou.

O deputado estadual Anísio Maia (PT) afirmou que o religioso escolheu ficar ao lado daqueles que tem fome, sede e sofrem todo e qualquer tipo de injustiça e opressão. “Nosso povo hoje está triste porque tinha em Dom Marcelo um irmão e companheiro na caminhada por uma sociedade onde todos possam viver dignamente. Só os bons deixem saudades”, lamentou.

Assembleia Legislativa 

“Dom Marcelo foi um dos grandes líderes da Igreja Católica, sempre dedicando sua vida aos pobres e à defesa dos direitos humanos. Um homem do povo, que sempre esteve ao lado dos mais necessitados, um pastor símbolo da fidelidade à Palavra de Cristo e aos ensinamentos da Igreja”, registrou, por meio de nota, o presidente da AL, Gervásio Maia.

Prefeitura de JP

Também por meio de nota, o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, lamentou a morte do religioso. “Ele agigantava quando saía em defesa dos mais pobres e contras as injustiças sociais, merece todo o nosso respeito, além de ser referenciado pela sua fé, pelo incansável trabalho em prol de uma Igreja libertadora e pela sua luta em defesa das liberdades democráticas e Justiça Social”, registra.

Senador Cássio 

Para o senador Cássio Cunha Lima (PSDB), Dom Marcelo “sempre foi um homem a frente do seu tempo, seja na luta pela liberdade, seja na batalha pela igualdade entre as pessoas. Com a sua fé e firmeza, ajudou as pessoas, principalmente as mais necessitadas, sempre com palavras de apoio e ação evangelizadora permanente”, registrou em nota.

Atualizado às 13h10

Projeto que proíbe algemas em presas durante o parto vai à sanção

O Plenário aprovou nesta quarta-feira (22) projeto que proíbe o uso de algemas em presas grávidas durante os atos médicos e hospitalares preparatórios para a realização do parto. O texto também proíbe a prática durante e logo após a presa dar à luz. Agora, o projeto segue para a sanção presidencial.

O Projeto de Lei da Câmara torna lei uma medida já prevista em um decreto presidencial editado em setembro de 2016, pelo presidente Michel Temer. A inclusão da medida no Código de Processo Penal torna o decreto uma política de Estado. A limitação no uso de algemas também estava prevista na Súmula Vinculante 11, editada em 2008 pelo Supremo Tribunal Federal.

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Especialistas criticam equiparação da idade para aposentadoria de homens e mulheres

A equiparação da idade mínima para aposentadoria de homens e mulheres, presente na proposta de reforma da Previdência enviada ao Congresso pelo governo, é apenas uma dos pontos polêmicos. Só esse item gerou um debate intenso nesta quinta-feira (23) na comissão especial da Câmara dos Deputados que discute  o tema.

Mulheres de diferentes instituições argumentaram sobre a necessidade de manter ou mudar a diferença de idade que vigora atualmente.

A proposta de emenda à Constituição  prevê que tanto homens quanto mulheres se aposentem quando atingirem 65 anos de idade. Hoje as mulheres podem se aposentar aos 60 anos (cinco a menos que os homens), ou quando completarem 30 anos de contribuição. Não há idade mínima para se aposentar.

Desigualdade de contextos

Para a juíza Noêmia Aparecida Garcia Porto, secretária-geral da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), igualar a idade mínima para ambos os sexos é inconstitucional. “A diferenciação entre homens e mulheres está prevista na Constituição brasileira para fins de aposentadoria. É uma desigualdade que está condicionada a um cenário, para que a igualdade efetiva seja considerada”, argumentou.

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5×4: veja como votaram os paraibanos no projeto de “terceirização total” nas empresas

A Câmara aprovou na noite desta quarta-feira (22) o projeto de lei que permite às empresas a terceirização de todas suas atividades. Nove paraibanos estavam presentes e votaram.

A modificação na lei, uma das prioridades do governo Michel Temer (PMDB), foi confirmada com a aprovação do relatório do deputado Laercio Oliveira (SD-SE), que apresentou parecer favorável ao projeto.

A aprovação foi por 231 votos a favor e 188 contra. Apenas PT, PDT, PCdoB, PSOL, Rede e PMB orientaram voto contra a terceirização total. Todos os partidos da base aliada de Temer votaram a favor do texto.

Porém, mesmo com orientação para aprovar, Veneziano Vital (PMDB) e Wilson Filho (PTB) votaram contra. Hugo Motta (PMDB), Wellington Roberto (PR) e Efraim Filho (DEM) não votaram. Veja a lista.

Votaram a favor da terceirização total

Aguinaldo Ribeiro PP 

Benjamin Maranhão  SDD  

André Amaral PMDB 

Rômulo Gouveia  PSD

Pedro Cunha Lima  PSDB

Votaram contra a terceirização total

Luiz Couto  PT

Veneziano Vital do Rêgo  PMDB  

Damião Feliciano  PDT

Wilson Filho  PTB 

Acordo Um acordo entre os presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) permitiu a votação. Atendendo aos pedidos de Temer, eles decidiram priorizar o projeto de 1998, aprovado no Senado ainda no governo FHC, para facilitar a aprovação. Foi deixado de lado o texto de 2015, bancado pelo então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Aprovado pela Câmara, este projeto está no Senado, mas ainda não foi discutido.