Corpo do cineasta paraibano Manfredo Caldas será velado neste domingo em Brasília

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O corpo do cineasta e documentarista paraibano Manfredo Caldas vai ser velado neste domingo, na capela 7, do Cemitério da Boa Esperança, das 14h30 às 18h30, em Brasília. Ele morreu nesta sexta-feira (25), na capital federal, onde residia com a família. De acordo com os familiares, ele estava sozinho em casa e quando a esposa chegou, por volta das 21 horas, Manfredo estava caído próximo à mesa do escritório.

A ambulância foi acionada, mas a médica informou que o cineasta já estava morto há pelo menos cinco horas. O motivo da morte ainda não foi divulgado, mas a suspeita é de infarto fulminante.  Amigos lamentaram muito a morte do cineasta. Segundo eles, o cinema está de luto.

“É um pessoa que tenho uma relação afetiva de amizade; um irmão e companheiro nesse campo de cinema. Uma pessoa que admiro muito e vai deixar uma lacuna imensurável”, disse Neta Trigueiro.

O cineasta João de Lima a acredita que mais do que nunca é hora de estudar a obra do paraibano. “Deixa obras que vamos, já estamos trabalhando; e vamos trabalhar mais, principalmente os jovens que pesquisam, estudam  o mundo do cinema, audiovisual, televisão e da cultura do Nordeste, principalmente a cultura da Paraíba, que onde ele ia, ele fazia questão realçar esse traço”, comenta.

O organizador do Fest Aruanda, Lúcio Vilar, conclamou produtores, realizadores e cineastas para que realizem um tributo coletivo ao cineasta na próxima edição do festival, que começa no próximo dia 08 e vai até dia 14. “A gente está nesse momento empenhado a redirecionar  a curadoria do festival tendo em vista esse fato lamentável, essa perda que vamos sentir muita falta”, registrou.

Nudoc

O cineasta Manfredo Caldas era natural da cidade de João Pessoa e tinha 69 anos. Ele foi roteirista e diretor de várias produções cinematográficas, além de ajudar a fundar a Associação Brasileira de Documentaristas e o Núcleo de Documentação Cinematográfica da UFPB (Nudoc). O último filme produzido por Manfredo, Vaqueiro Voador, foi também roteirizado e dirigido por ele, com a protagonização de Luis Carlos Vasconcelos.

A revista Metrópoles, em postagem hoje (26) lembrou que Manfredo era amigo de longa data do cineasta e documentarista Vladimir Carvalho e dirigiu o filme “Negros de Cedro” (1998) – escrito por Vladimir. Além dessa película, os dois produziram o longa-metragem “Barra 68 – Sem Perder a Ternura” (2001).

A obra relata a luta de Darcy Ribeiro no início dos anos 1960 para criar a Universidade de Brasília (UnB) e as repetidas agressões que a instituição sofreu, desde o golpe militar de 1964 até os acontecimentos de 1968, quando foram detidos cerca de 500 estudantes.

Mais recentemente, o documentarista trabalhou na montagem e edição do filme “Campo Santo”, do cineasta Marcio Curi, amigo e conterrâneo, que também faleceu nesta semana. Ainda inédito no circuito, a obra narra uma crônica sobre a juventude brasiliense no final dos anos 1980.

Repercussão
Na página pessoal de Manfredo Caldas, no Facebook, amigos e artistas lamentaram a morte do cineasta. Os posts celebram a generosidade e a genialidade do diretor.

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Com informações do G1/TV Cabo Branco e Revista Metrópoles 

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