Crime organizado cria a “Manzuá dos bandidos” e MPPB quer investigação

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O promotor de Justiça da Promotoria Criminal de João Pessoa, Arlan Costa Barbosa, requisitou que a Secretaria de Segurança e Defesa Social do Estado abra inquérito policial para investigar a ação de criminosos em comunidades e bairros da capital paraibana. Eles criaram uma espécie de “Manzuá”, neste caso, a do bandidos.

Na prática, é o crime organizado dominando as comunidades, controlando a entrada e saída de pessoas, a circulação e criando uma poder paralelo; submetendo pessoas às regras estabelecidas por eles.

De acordo com o promotor Arlan Costa, um oficial de Justiça informou que, ao intimar um réu na Comunidade Patrícia Tomaz, conhecida como Comunidade Iraque, situada após o Bairro Valentina Figueiredo, foi abordado por criminosos, no que o promotor chamou de “manzuá feita por meliantes”.

Os homens solicitaram toda a documentação do oficial de Justiça e realizaram uma revista nele. “Por sorte, o funcionário público conseguiu fugir do local”, disse o promotor.

Oficiais de Justiça estão sendo intimidados 

Arlan Costa relatou que outro oficial de Justiça, ao realizar uma intimação no Bairro do Alto do Mateus, foi abordado por homens que colocaram uma arma em sua cabeça. “O território onde o oficial foi era domínio do tráfico de drogas. Por sorte, o funcionário público conseguiu fugir do local”, acrescentou.

Seria de bom alvitre que a polícia diligenciasse visando dar mais segurança para as áreas citadas, a Comunidade Patrícia Tomaz e o Bairro do Alto do Mateus, haja vista que os meliantes, ao meu ver, estão controlando as citadas comunidades”, destaca o promotor no ofício.

A “Operação Manzuá” eram barreiras permanentes da Polícia Militar da PB que eram feitas nas entradas e saídas das cidades do Estado para combater ação ilegal de bandidos.

Foto: Internet 

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