Padre afastado pela Igreja e investigado por exploração sexual é nomeado para cargo no Estado

Os episódios que envolvem a Igreja Católica da Paraíba têm surpreendido até os adeptos de São Tomé. Aqueles que só acreditam vendo. São denúncias de pedofilia, exploração sexual de menores e de prática de relações sexuais dentro de prédios instituição.

Desta vez, a novidade está na nomeação de um dos padres da Arquidiocese, que foi afastado pela administração da Igreja e é investigado por exploração sexual de menores, para assumir um cargo no governo do Estado.  Severino dos Santos Melo, foi nomeado, no último dia 10 de outubro, como Assessor de Gabinete do Governador. O ato foi publicado no diário oficial dia 11.

São vários sacerdotes investigados, entre eles o ex-arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Pagotto, que renunciou ao cargo em julho em meio a várias denúncias de envolvimento sexual com menores e acobertamento de atos com religiosos. Dom Aldo nega todas as acusações.

No fim de setembro, a administração da Igreja na PB afastou ainda o Monsenhor Jaelson de Andrade e Monsenhor Ednaldo Araújo. Eles estão sendo investigados pelo MPT e MPPB por “supostas práticas incompatíveis com o exercício do sacerdócio”. Entre elas, relacionamento com menores em prédios da Igreja.

Todos negam a conduta e disseram que vão provar a inocência.

O que diz o padre e o Estado 

De acordo com o Secretário de Comunicação do governo do Estado, Luis Torres, o padre Severino Melo desempenha o cargo para o qual foi nomeado de assessor de gabinete. Sobre a investigação, o secretário disse que o governo não irá se pronunciar porque a investigação não impede, nem há conflitos com o cargo desempenhado por ele no governo.

O padre Severino Melo disse que não vai comentar até que a investigação seja concluída. Abaixo, cópia do DOE.

diario-oficial

 

Suspensão 

A suspensão é por tempo indeterminado e afastamento foi assinado por Dom Genival Saraiva, administrador apostólico. Por isso, os religiosos ficam impedidos de celebrar missas, realizar batizados e de fazer qualquer outra atividade inerente ao cargo de padre ou monsenhor.

Em setembro do ano passado, o Jornal da Paraíba publicou reportagem na qual um grupo de padres denunciava relações sexuais dentro do Mosteiro de São Bento, em Itatuba, fundado por Monsenhor Jaelson, pároco da Igreja Santo Antônio do Menino Deus, no bairro dos Bancários, em João Pessoa.

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