Campanha de São Bento esquenta com “roubo” de material de campanha e panfletos “apócrifos”

A Coligação “Pra Seguir em Frente”, encabeçada pelo candidato a prefeito de São Bento, Gemilton Souza (PSB), emitiu nota oficial na manha de hoje (30) afirmando que materiais de campanha foram roubados na noite de ontem (29), no aeroporto de Patos.

De acordo com o documento, dois homens chegaram em um veículo Corola, de cor preta, com placas do estado do Amazonas, abordaram o piloto do helicóptero, que iria transportar os panfletos do candidato à reeleição.

A nota afirma ainda que:

Além do roubo do material de campanha, os ladrões forjaram notícias de que se tratava de uma operação da Polícia Federal que teria apreendido material ilegal. Vale lembrar que os panfletos possuem nota fiscal e em todos constava o nosso CNPJ.

O coligação negou que havia panfletos apócrifos contra o adversário do socialista, como circulou nas redes sociais. A equipe de Gemilton disse que diante do roubo do material e a simulação de uma operação da PF, foi registrada uma ocorrência policial.

A versão de Jarques Lúcio
img-20160930-wa0130

Do outro lado,  a equipe de campanha de Jarques Lúcio (DEM) afirmou que no helicóptero, pronto para decolar, havia material “apócrifo” contra o Democrata.

Também em nota, a coligação “Uma chance para mudar” disse que recebeu denúncia de que estava sendo confeccionado em Recife, 200.000 panfletos apócrifos e difamatórios contra a candidatura de Dr. Jarques, e que seriam entregues em São Bento na noite de ontem (29), durante seu comício de encerramento.

Uma Representação Eleitoral perante a Justiça Eleitoral de São Bento, segundo a coligação, foi protocolada, pedindo a busca e apreensão do suposto material criminoso e apuração do crime eleitoral. O Juiz Eleitoral ( o nome não foi divulgado pela coligação) deferiu a liminar de busca e apreensão e determinou sigilo nas investigações.

Ao diligenciar para captura no aeroporto, deparou-se com uma Hilux, com placas não identificadas, retirando o material e repassando para a aeronave, conforme a denúncia tinha relatado. Ao ver a movimentação de veículos chegando os entregadores se apavoraram e evadiram do local, abandonando o material, que foi apreendido e entregue a JE em São Bento para apuração do crime eleitoral e continuidade das investigações” diz a nota.

Um dos materiais traz recortes de manchetes de jornal e de portais dizendo que o candidato recebeu salário sem trabalhar em João Pessoa, após iniciar a campanha em São Bento. Os panfletos teriam sido impressos pela equipe de campanha do principal adversário: Gemilton (40).

Justiça Eleitoral de São Bento e Patos

Durante a manhã, entramos em contato com a Justiça Eleitoral de Patos para confirmar se houve operação que apreendeu suposto material. Ninguém tinha a informação ou confirmou.

Em São Bento, no início da tarde, a chefe do cartório, Iuska Kyvia Dantas, confirmou que “uma coligação” entregou material de campanha, mas ele não foi aberto, nem analisado. Segundo ela, o material só será verificado pelo juiz eleitoral substituto Bernardo Antônio da Silva Lacerda, que deve fazer a análise na tarde desta sexta-feira (30).

Na Polícia Federal de Patos, o plantonista informou que somente depois das 13 horas teria alguém para confirmar se houve ou não apreensão de material de campanha, panfletos apócrifos,  ou algo do tipo.

O que diz a lei sobre material apócrifo 

Considerando as normas jurídicas, um documento apócrifo é aquele que não tem origem conhecida, que não traz identificação ou assinatura, ou que não está autenticado.

 

img-20160930-wa0127

 

Comente

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *