Nabor recorre contra impugnação de candidatura e diz que Justiça cometeu erro

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Os advogados do candidato a prefeito de Patos, Nabor Wanderley (PMDB), recorrem ao Tribunal Regional Eleitoral, neste sábado (10), contra decisão que barrou sua candidatura nesta sexta-feira (11). O juiz da 28ª Zona Eleitoral, José Milton Barros, depois de pedido do MPE, entendeu que ele não poderia ser candidato porque teve contas reprovadas quando foi prefeito.

Em nota, ele nega e diz que não há nenhuma reprovação, tendo em vista que as contas dos anos de 2005 a 2011 foram aprovadas, sem ressalvas, pelo Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB), estando apenas o ano de 2012 em análise.

Nós respeitamos o Poder Judiciário como um todo, mas, dizemos claramente que esta decisão está eivada de erros e, principalmente, de injustiça”, explicou o advogado Alexandre Nunes.

Para Alexandre Nunes, o juiz entendeu que houve uma tomada de contas especiais, o que não é o caso, segundo ele. O advogado afirma ainda que verdade é que houve um ato de gestão, uma licitação considerada irregular por uma Câmara do Tribunal de Contas do Estado. “A Câmara é um órgão fracionado, uma parte que enviou esse mesmo julgamento para o plenário (…). Portanto, o equívoco da sentença é confundir um ato de gestão e não entender que esse ato de gestão deva passar pela Câmara municipal de Patos”, disse.

Inferno astral
A decisão de recorrer não diminui o tamanho do inferno astral que vive a família Motta, às vésperas da eleição. Nesta sexta-feira, uma Operação prendeu, temporariamente, Ilana Motta, ex-mulher de Nabor e chefe de Gabinete da prefeitura de Patos.

A mãe dela, a prefeita Francisca Motta, foi afastada do cargo. Ambos apoiam candidatura de Nabor. A polícia investiga esquema de licitações fraudadas e superfaturamento de obras, em convênios com o governo Federal, em Patos, Emas e São José de Espinharas.

Cenário nebuloso

Nabor, que é deputado estadual, terá que fazer uma campanha para prefeito sub judice, dar explicações sobre supostas irregularidades da gestão que o apoia e ainda enfrentar dois adversários: um competitivo, Dinaldo Wanderley (PSDB), e um outro que assume a prefeitura no meio da confusão, Lenildo Morais (PT), beneficiando-se com ela.

O petista deve, para potencializar a candidatura, tomar medidas que enfraquecem o adversário peemedebista e o fortalecem. Afinal, tem as “senhas”, vai conhecer possíveis irregularidades e, inevitavelmente, se tiver tempo, usufruir do poder da “máquina”.

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