Governo peemedebista não terá vida fácil e protestos tendem a aumentar

evaristo sá michel temer

O governo de Michel Temer (PMDB) não vai ter vida fácil. Além de enfrentar todos os obstáculos da economia, tentando trazer estabilidade e resultados rápidos, terá de administrar os protestos que ganham as ruas. E eles não têm “cara” de que vão diminuir. Alguns motivos alicerçam esta previsão.

Atualmente, as manifestações são lideradas pelos movimentos sociais, sindicais, partidos de esquerda, servidores públicos e estudantes. Porém em breve essa “massa” pode aumentar. Crescerá junto com as medidas impopulares que serão tomadas.

Reforma da previdência, trabalhista, cortes em áreas sociais e de benefícios. Além da Proposta de Emenda Constitucional que vai congelar salários dos servidores, evitar realização de concursos públicos; e mais, aumento do salário do judiciário. Elas estão vindo e irão trazer muita revolta.

As medidas sinalizam bem para o empresariado e para o mercado, que comandam os números de investimento e confiança, mas será que a população vai aceitar que o governo peemedebista faça isso?

Muitos entendem que há necessidade de reformas, mas questionam se esse governo, eivado  de políticos citados e evolvidos em investigações, tem legitimidade para realizar mudanças tão profundas.

O presidente está rodeado de aliados nos quais a população não confia, não acredita. As pesquisas mostram que desconfiança é grande e ela só coloca ainda mais em risco as mudanças que serão propostas. Falta “moral” para condutores da política do governo.

Para fortalecer esse cenário, a Folha São Paulo trouxe reportagem que revela a relação de figurões do PMDB, com recebimento de propinas de empresas que participaram da construção de Belo Monte. Entre eles, Renan, Jader Barbalho, Jucá, Waldir Raupp. Um total de R$ 159 milhões nas campanhas de 2010, 2012 e 2014. Mais da metade do que Dilma recebeu das empresas nas campanhas de 2010 e 2014.

Enfim, o governo Temer vai penar muito ainda. E arrisco dizer que só começará bem se a primeira medida for diminuir a desconfiança de quem ainda não foi à ruas. Uma boa sinalização é, com uma reforma, retirar as laranjas podres do governo. Será difícil propor mudanças “duras” com uma população insegura com a gestão e uma outra parte nas ruas protestando.

Por enquanto, é rebordosa do impeachment, mas se continuar como está, não vai demorar para a chamada “voz popular”, a mesma que derrubou Dilma, começar a gritar contra Temer, pedindo novas eleições. Medida impossível por enquanto, mas combustível de mais instabilidade.

Foto: Evaristo Sá/AFP 

 

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  1. Fernando E. Santos Disse:

    Acredito que realmente fazer reforma impopular com ele rodeado de pessoas que nao tem moral vai ser dificil se nao dizer impossivel.

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