Vários desafios, agradecimentos e um até breve

Em junho de 2014, assumi uma coluna política na versão impressa do Jornal da Paraíba. Recebi com muita surpresa e entusiasmo o convite da direção da Rede Paraíba de Comunicação.

Era uma aposta, um desafio, um passo importante na minha carreira de repórter e apresentador da TV Cabo Branco. Acompanhar os fatos políticos diários, os bastidores, as entrelinhas dessa seara, interpretar movimentos e consolidar fontes eram os desafios.

Passear entre opinião, informação e interpretação exigiu fôlego e força que só fazendo, praticando, percebi que possuía.  Claro que não faltaram amigos, críticas, alertas e diálogos para buscar o melhor todos os dias. Nem sempre ele vinha, mas a certeza de que era preciso seguir em frente acertando e errando.

Em 2016, outro desafio, também enriquecedor: trocar a coluna diária do impresso, com notas e análise, por um blog na rede. Não havia mais deadline, fechamento de página. A facilidade para escrever, postar e ver a repercussão foi, nesse meio, muito surpreendente. Mas também um trabalho incrivelmente desafiador.

Somos escravos da rapidez, do desejo de escrever e postar a qualquer hora, de opinar e interpretar para o agora. Cabeça e coração não se contentam com um “post frio”. A internet nos exige algo da hora. O leitor nos exige capacidade de ser o melhor em um espaço de tempo cada vez menor.

Apesar da vontade de continuar, é hora de dar uma parada.

A partir desta segunda-feira (24),  as postagens no blog ficarão suspensas temporariamente. Por enquanto, o prazo é indeterminado. Vou precisar me afastar para fazer uma parte do doutorado em Comunicação da UFPE no exterior (6 meses) e não terei condições de acompanhar com afinco a política paraibana e a nacional e, aqui, noticiar, analisar ou opinar.

É hora de mergulhar num projeto acadêmico e concluir essa fase.

Agradeço aos leitores assíduos, àqueles que davam uma passadinha, os que concordavam e discordavam com meu olhar. Que bom que pude ser respeitado e respeitei opiniões nesse processo de escrita e de interpretação do mundo da política.

Agradeço ao diretor-presidente da Rede Paraíba de Comunicação, Eduardo Carlos, e a Guilherme Lima, meu único superintendente em nove anos de casa,  pela confiança e várias oportunidades. Pude fazer o melhor, com a liberdade editorial que todo jornalista/colunista luta e deseja, com a possibilidade de ser plural, justo, crítico e responsável.

Agradeço ainda aos vários editores e colegas com quem compartilhei a angústia e a alegria da escrita.  Muito obrigado.

Um novo desafio está posto, depois de outros tantos que enfrentamos juntos. Eu aqui, escrevendo, e vocês aí, exigindo-me sempre o melhor. Deixo meu obrigado e um até breve.

Deputados cobram de companhias aéreas o desconto para passageiro sem bagagem

Deputados da Comissão de Defesa do Consumidor defenderam a adoção, por companhias aéreas, da prática de descontos para passageiros sem bagagem.

A sugestão foi apresentada durante audiência pública na Câmara que discutiu medida da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), revogada em março pela Justiça Federal, que acabava com franquias de bagagem garantidas a passageiros.

Na opinião dos parlamentares, o fim das franquias não garante a redução dos preços das passagens, conforme argumentam a Anac e as companhias aéreas. Atualmente, cada passageiro tem direito a uma bagagem de 23 kg nos voos domésticos e duas de 32 kg nos voos internacionais.

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Vital negociou “caixa 2” no gabinete do Senado, diz delator

O ex-executivo da Odebrecht, José Carlos Filho, um dos delatores que têm ajudado a provocar uma “tempestade” no meio político, afirmou aos procuradores da Lava Jato que negociou “Caixa 2”, no gabinete do então senador peemedebista Vital do Rêgo Filho.

Vital, que hoje é Ministro do Tribunal de Contas da União, teria recebido, segundo ele, R$ 350 mil  para a campanha ao governo do Estado, em 2014.

No gabinete dele (Vital do Rêgo). Ele me apresentou uma pessoa do gabinete. Essa pessoa, tratei com ele, pedi o endereço, coloquei lá o endereço e eu passei a sena pra ele”, disse  José Carlos Filho.

Vejem vídeo da reportagem do BOM DIA BRASIL em: Motoboys entregavam propina em casa, revelam delatores da Odebrecht

Ministro está à disposição.

O ministro Vital do Rêgo disse que está à disposição das autoridades e que confia que qualquer dúvida sobre a sua conduta será devidamente esclarecida.

 

Parecer sobre reforma da Previdência deve ser lido hoje na comissão especial

O parecer sobre a reforma da Previdência, elaborado pelo deputado Arthur Maia (PPS-BA), deve ser lido hoje (18) na comissão especial que analisa a proposta na Câmara. Antes, o relator apresentará o teor do relatório ao presidente Michel Temer e parlamentares da base aliada em café da manhã no Palácio da Alvorada.

A previsão é de que Maia protocole o relatório na Câmara no período da manhã e, por volta das 13h, a comissão abra a reunião de apresentação do parecer. A leitura do relatório antecede a etapa de votação da proposta pelos membros da comissão e a apreciação pelo plenário.

Para garantir a aprovação, o relator obteve o aval de Temer para fazer alterações nos pontos considerados mais polêmicos e que receberam número significativo de emendas e críticas. Os pontos alterados, até o momento, são os que tratam das regras de transição, pensões, trabalhadores rurais, Benefício de Prestação Continuada e aposentadorias especiais para professores e policiais.

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Odebrechet fez tucanos e petistas “afinarem” discurso

 

As delações da Odebrechet colocaram luz no submundo da nossa política. Muitos de nós sabíamos que era assim. Mas tudo sempre esteve circulando às escuras, naturalizando-se para perpetuação de mandatos e enriquecimento com dinheiro de impostos.

Surpreende mais assistir em horário nobre os detalhes dos esquemas do que o próprio esquema. Afinal, o ditado “não tem almoço de graça é conhecido”.

Com um pouquinho de consciência dá para saber que nenhuma empresa doa R$ 2 milhões, R$ 800 mil ou 300 de graça para uma campanha eleitoral. E mais, um montante como esse não sai da margem de lucro, mas da margem do superfaturamento, do sobrepreço para pelo cidadão.

As delações da Odebrechet “afinaram” os discursos de petistas e tucanos. Eles falam do mesmo jeito, usando as mesmas palavras. Para os tucanos, a vergonha é ainda maior porque eles estavam até um dia desses se proclamando baluartes da moralidade.

Agora, dizem como petistas: “todas as doações foram legais e declaradas a Justiça Eleitoral”. Ou: ” as delações são uma peça de ficção”. E ainda : “A Justiça irá irá estabelecer a verdade”. Ou: “eu não conheço, não encontrei ou pedi dinheiro ilegal”.

O nome na lista não torna ninguém culpado antes do tempo. Mas de fato mancha e muito a imagem para as próximas eleições. Até que saia uma decisão que inocente algum envolvido, ele terá que ser habilidoso para encarar seu eleitor. Separar o joio do trigo é necessário, mas não será fácil fazê-lo agora.

Aqui na Paraíba quem mais vai sofrer é o senador Cássio Cunha Lima, que está ativo na vida pública e política; vai para reeleição ano que vem.

Veja também:  Delação: Odebrecht doou para Cássio, mas esperava a Cagepa de bandeja
Lista de Fachin: veja no gráfico como PMDB, PT e PSDB lideram denúncias
Saiba o que os delatores da Odebrecht disseram de Cássio, Vital e Lindbergh

Sua margem de movimento é pequena e terá que ser pragmático, certeiro numa aliança que lhe permita ter fôlego diante de adversários raivosos e fazendo questão de colocar holofotes nas suspeitas.

Se inocente, terá problemas com a demora natural da investigação no STF. Um definição só sairá em no mínimo 3 anos.Até lá, se inocente, ou se o delator não tiver prova, terá dificuldade de estancar a “sangria”.

Cássio e os tucanos de primeira linhagem foram pedreira na vidraça petista. Ganharam projeção nacional como acusadores puros e, não tenha dúvida, vão pagar o preço agora.

Ilustração: NB Brasil

Leitura de relatório da PEC do foro privilegiado deve ocorrer quarta-feira

Apesar de resistências, a leitura do relatório do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) à proposta de emenda à Constituição que extingue o foro especial por prerrogativa de função, o foro privilegiado, para autoridades brasileiras será na próxima quarta-feira (19).

A PEC do senador Alvaro Dias (PV-PR) retira todos os trechos da Constituição que concedem foro especial de julgamento em casos de crimes comuns para políticos, ministros, desembargadores, juízes, procuradores, promotores e comandantes militares. 

A PEC não modifica a situação dos crimes de responsabilidade (aqueles que levam ao impeachment de autoridades), que, por possuírem teor político, permanecem nas instâncias superiores.

Além disso, o restabelecimento do foro privilegiado passa a ser vedado pelo texto constitucional.

O senador Randolfe Rodrigues defende a aprovação do texto sob o argumento de que o foro, que foi concebido pela Constituição como uma garantia de estabilidade institucional e contra arbitrariedades tem sido distorcido por aqueles privilegiados por ele.

Muitas pessoas buscam o mandato eletivo justamente para fugir das instâncias ordinárias da Justiça, conduta francamente reprovável. O foro tornou-se, sob o pretexto de assegurar a independência das autoridades, sinônimo de impunidade”, argumenta o senador em seu relatório.

Favoráveis ao projeto argumentam ainda que os tribunais superiores sofrem com sobrecarga de processos por serem obrigados a lidar com denúncias criminais enquanto, ao mesmo tempo, cumprem suas demais atribuições jurídicas.

O relatório traz a estimativa de que o Brasil tem 34 mil autoridades com algum privilégio de foro garantido pela Constituição. Elas estão espalhadas por todos os três poderes e o Ministério Público, e se distribuem entre STF, Superior Tribunal de Justiça (STJ), Tribunais Regionais Federais (TRFs) e tribunais estaduais de Justiça.

Caso seja aprovada a proposta, todas as autoridades públicas do país, incluindo parlamentares, ministros e o presidente da República, teriam seus processos judiciais comuns iniciados na primeira instância e poderiam ser presos a partir de uma condenação na segunda instância.

 

 

“Causa repulsa”, diz Temer sobre delação de executivo da Odebrecht: veja vídeo

O presidente Michel Temer saiu da defensiva para tentar evitar a sangria no governo. Tratou logo de defender-se. Uma tarefa que por si só não basta. Afinal, ele é só a cabeça de um corpo com sinais de contaminação, de acordo com decisão do STF que decidiu autorizar a investigação de 98 políticos, toda cúpula do governo.

O presidente gravou um vídeo hoje (13) negando qualquer participação no acerto de pagamento de propina da Odebrecht ao PMDB. Temer disse que a mentira “causa repulsa” e que “jamais colocaria em risco” sua biografia. O vídeo foi divulgado pela assessoria do Palácio do Planalto na tarde de hoje e publicado na conta de Temer no Twitter.

A manifestação ocorre após a divulgação da delação premiada do ex-executivo da empreiteira Márcio Faria. Ele afirmou que em uma reunião com Eduardo Cunha, Henrique Eduardo Alves e Michel Temer, no escritório particular do presidente, foi acertado o pagamento de R$ 40 milhões ao PMDB para garantir a vitória da Odebrecht em um processo licitatório da Petrobras.

“A mentira é que nessa reunião eu teria ouvido referência a valores financeiros ou a negócios escusos da empresa com políticos. Isso jamais aconteceu, nessa reunião, nem em qualquer outra que eu tenha feito ao longo de minha carreira pública, com qualquer pessoa física ou jurídica”, disse o presidente no vídeo.

Na noite de ontem (12), o presidente já havia divulgado uma nota comentando as denúncias. “Jamais colocaria a minha biografia em risco. O verdadeiro homem público tem de estar à altura dos seus desafios que envolvem bons momentos e momentos de profundo desconforto. A minha maior aliada é a verdade, matéria prima do Judiciário, que revelará toda a verdade dos fatos”, defendeu-se.

Delação

A reunião citada por Faria na delação ocorreu em 2010. Na época, Temer era deputado federal e candidato a vice-presidente na chapa com Dilma Rousseff. Cunha e Alves tentavam a  reeleição para a Câmara dos Deputados. Márcio Faria disse que a Odebrecht negociou um valor de R$ 40 milhões para o “projeto voar”, ou seja, sacramentar a participação da empreiteira em empreendimentos da Petrobras.

Segundo Faria, a Odebrecht já oferecia o melhor preço no processo licitatório e os R$ 40 milhões eram para garantir a entrada da empresa no projeto da estatal. A participação do então executivo era para confirmar que a Odebrecht pagaria ao PMDB a quantia informada. “Eu fui lá para abençoar esse compromisso. Eu simplesmente confirmei que honraria os compromissos”.

Além de Temer, seis ministros, incluindo Eliseu Padilha, da Casa Civil, e Moreira Franco, da Secretaria-Geral da Presidência da República, foram citados em delações da Odebrecht e serão investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Por ser presidente da República, Michel Temer não pode ser investigado por atos anteriores ao mandato em exercício.

Inquéritos abertos por Fachin atingem cerca de 30% do Senado; principais partidos estão na mira

Os inquéritos abertos ontem (11) pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra políticos citados em depoimentos de delação premiada de ex-diretores da empreiteira Odebrecht, no âmbito da Operação Lava Jato, atingem cerca de 30% do Senado, entre eles, o presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE).

Com sete nomes na lista, o PMDB é o partido com maior número de parlamentares que serão investigados, seguido do PSDB, com seis, e PT, com quatro. O PP tem dois senadores na lista de investigados e PCdoB, PTC e PSD um cada.

Os senadores peemedebistas na lista são: Eunício Oliveira (CE); o presidente do partido Romero Jucá (RR); Renan Calheiros (AL), ex-presidente da Casa e atual líder do PMDB no Senado; Edison Lobão (MA); Eduardo Braga (AM); Valdir Raupp (RO) e Kátia Abreu (TO).

No PSDB, Fachin autorizou investigações contra o presidente do partido Aécio Neves (MG); Cássio Cunha Lima (PB); Dalírio Beber (SC); José Serra (SP); Ricardo Ferraço (ES) e Antonio Anastasia (MG).

No PT serão investigados Jorge Viana (AC), Lindbergh Farias (RJ), Humberto Costa (PE) e Paulo Rocha (PA).

Foram abertos inquéritos contra os senadores do PSB Fernando Bezerra Coelho (PE) e Lídice da Mata (BA). Os senadores do PP são Ciro Nogueira (PI), presidente do partido, e Ivo Cassol (RO).

O ex-presidente Fernando Collor de Mello (PCT-AL) também será investigado, assim como Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Omar Aziz (PSD-AM).

Com a abertura da investigação, os processos devem seguir para a Procuradoria-Geral da República (PGR) e para a Polícia Federal (PF) para que sejam cumpridas as primeiras diligências contra os citados. Ao longo da investigação, podem ser solicitadas quebras de sigilo telefônico e fiscal, além da oitiva dos próprios acusados.

Veja: Cássio fala sobre investigação 

Com AB

 

Não perca a conta: STF vai investigar 8 ministros, 24 senadores e 42 deputados; veja lista

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin autorizou abertura de investigação contra oito ministros do governo federal, três governadores, 24 senadores e 42 deputados federais. No grupo, está TODA cúpula do governo Temer.

Todos foram citados nos depoimentos de delação premiada de ex-diretores da empreiteira Odebrecht, no âmbito da Operação Lava Jato. O ministro Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rêgo Filho também será investigado

Com a abertura da investigação, os processos devem seguir para a Procuradoria-Geral da República (PGR) e para a Polícia Federal (PF) para que sejam cumpridas as primeiras diligências contra os citados. Ao longo da investigação, podem ser solicitadas quebras de sigilo telefônico e fiscal, além da oitiva dos próprios acusados.

Veja a lista dos ministros, senadores e deputados que serão investigados.

Ministros

1. Moreira Franco, ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República
2 – Bruno Araújo, ministro das Cidades
3 – Aloysio Nunes, ministro das Relações Exteriores
4 – Marcos Antônio Pereira, ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços
5 – Blairo Maggi, Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
6 – Helder Barbalho, ministro da Integração Nacional
7 – Eliseu Padilha , ministro da Casa Civil Eliseu Padilha
8 – Gilberto Kassab, ministro da Ciência e Tecnologia

Governadores

1 – Renan Filho, governador de Alagoas
2 – Robinson Faria, governador do Rio Grande do Norte
3 – Tião Viana, governador do Estado do Acre

Senadores

1. Romero Jucá (PMDB-RR)
2. Aécio Neves (PSDB-MG)
3. Renan Calheiros (PMDB-AL)
4. Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE)
5. Paulo Rocha (PT-PA)
6. Humberto Costa (PT-PE)
7. Edison Lobão (PMDB-MA)
8. Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
9. Jorge Viana (PT-AC)
10. Lidice da Mata (PSB-BA)
11. Ciro Nogueira (PP-PI)
12. Dalírio Beber (PSDB-SC)
13. Ivo Cassol (PP-RO)
14. Lindbergh Farias (PT-RJ)
15. Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)
16. Kátia Abreu (PMDB-TO)
17. Fernando Collor (PTC-AL)
18. José Serra (PSDB-SP)
19. Eduardo Braga (PMDB-AM)
20. Omar Aziz (PSD-AM)
21. Valdir Raupp (PMDB-RN)
22. Eunício Oliveira (PMDB-CE)
23. Ricardo Ferraço (PSDB-ES)

24. Antonio Anastasia (PSDB-MG)

Deputados Federais

1 – Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara
2. Marco Maia (PT-RS)
3. Carlos Zarattini (PT-SP)
4. Paulinho da Força (SD-SP)
5. João Carlos Bacelar (PR-BA)
6. Milton Monti (PR-SP)
7. José Carlos Aleluia (DEM-BA)
8. Daniel Almeida (PCdoB-BA)
9. Mário Negromonte Jr. (PP-BA)
10. Nelson Pellegrino (PT-BA)
11. Jutahy Júnior (PSDB-BA)
12. Maria do Rosário (PT-RS)
13. Felipe Maia (DEM-RN)
14. Ônix Lorenzoni (DEM-RS)
15. Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE)
16. Vicentinho (PT-SP)
17. Arthur Oliveira Maia (PPS-BA)
18. Yeda Crusius (PSDB-RS)
19. Paulo Henrique Lustosa (PP-CE)
20. José Reinaldo (PSB-MA)
21. João Paulo Papa (PSDB-SP)
22. Vander Loubet (PT-MS)
23. Rodrigo Garcia (DEM-SP)
24. Cacá Leão (PP-BA)
25. Celso Russomano (PRB-SP)
26. Dimas Fabiano Toledo (PP-MG)
27. Pedro Paulo (PMDB-RJ)
28. Lúcio Vieira Lima (PDMB-BA)
29. Paes Landim (PTB-PI)
30. Daniel Vilela (PMDB-GO)
31. Alfredo Nascimento (PR-AM)
32. Zeca Dirceu (PT-SP)
33. Betinho Gomes (PSDB-PE)
34. Zeca do PT (PT-MS)
35. Vicente Cândido (PT-SP)
36. Júlio Lopes (PP-RJ)
37. Fábio Faria (PSD-RN)
38. Heráclito Fortes (PSB-PI)
39. Beto Mansur (PRB-SP)
40. Antônio Brito (PSD-BA)
41. Décio Lima (PT-SC)
42. Arlindo Chinaglia (PT-SP)

Governo discute forma de alterar regra de transição da reforma da Previdência

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, e parlamentares da base envolvidos nas negociações da reforma da Previdência se reuniram ontem (10) por quase três horas no Palácio do Planalto. O tema do encontro foi como suavizar as regras de transição previstas na proposta. “A questão dos cinco pontos [que serão alterados] já foi negociada. Agora, como fazer para evitar o abismo, o modelo disso, é que está sendo discutido, qual é o melhor formato”, disse o líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), na saída da reunião.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Reforma da Previdência considera a idade mínima de 65 anos para aposentadoria e inclui nas regras de transição apenas os trabalhadores que estão acima dos 50 anos, no caso dos homens, e de 45 anos, no caso das mulheres. O projeto prevê um pedágio de 50% para cada ano que falta para a aposentadoria pelas regras atuais. O governo aceitou negociar esse e outros quatro pontos no texto da reforma para facilitar sua aprovação.

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