OLX e Mercado Livre ignoram legislação e permitem venda de “cachaça” clandestina

As duas plataformas apresentam fortes indícios de que se tornaram um campo fértil à clandestinidade e sonegação de impostos

Reprodução de tela do site Mercado Livre, consultado em 16/06/2019

Procurando repor a minha coleção de cachaças – constantemente sabotada por este que vos escreve -, fui fazer uma pesquisa no Mercado Livre (ML), para adquirir algumas garrafas da minha bebida preferida. Após alguns minutos de busca, comecei a perceber algo estranho: “cachaças” ditas “artesanais” sendo oferecidas a granel em garrafas plásticas de refrigerante ou em botijões de 5 e 20 litros .

– Pode isso?

– Não!!!!!

Teriam que ter a sua comercialização vedada. A legislação vigente proíbe a venda de cachaça para o consumidor final em embalagem contendo mais de 1 litro de bebida. Pior, percebi sinais de que a lei estava sendo transgredida de vários modos por um sem-número de pessoas.

No Mercado Livre, vale tudo?

Com surpresa e tristeza, eu concluí que o ML, supostamente, funciona como ambiente propício para o comércio de aguardentes clandestinas. Aparenta ser um verdadeiro território sem lei, dando a impressão de que vale tudo.

Apesar de ser uma exigência legal, vários são os anunciantes que ofertam aguardentes e que, claramente, não possuem registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Esta é uma situação totalmente inadequada. A venda teria que ser barrada desde o seu nascedouro.

A comercialização desses produtos representa flagrante crime de natureza sanitária, contra a saúde pública, além de possíveis irregularidades por fraude e sonegação fiscal.

Pesquisando mais a fundo, concluí que a prática, além de ser proibida pela legislação brasileira, é vedada pelos próprios termos de uso do ML, que estabelecem:

Não é permitido anunciar e/ou solicitar produtos que não são homologados, aprovados ou registrados pelos órgãos nacionais correspondentes, por exemplo: ANVISAANATELINMETROMAPA ou ANS

É um caso clássico em que a prática passa longe do discurso.

OLX

Indo mais além, constatei que o mesmo ocorre com outra grande plataforma de comércio eletrônico, a OLX. Lá, eu encontrei várias indícios do mesmo desrespeito à Lei: aguardentes sendo comercializadas ilegalmente.

Após a publicação desta matéria, a OLX se manifestou sobre o assunto, confira no final do texto.

Reprodução de tela do site OLX, consultado em 16/06/2019

A OLX, formalmente, também proíbe a comercialização desses produtos, mas não foi isso que encontrei. Nos seus termos de uso, ela determina que, ao cadastrar um anúncio, o usuário deve verificar a listagem de produtos proibidos na OLX. Transcrevo a parte que toca a bebidas alcoólicas:

[…] É proibida a venda de produtos sem a homologação, aprovação e registro de órgãos governamentais como, por exemplo, ANVISA, INMETRO, MAPA, ANATEL […] Proibida, também, a venda de bebidas alcoólicas artesanais, massas alimentícias e fermentos em geral.

Toda cachaça comercializada no país deve (ou deveria) ser registrada junto ao MAPA. Os produtos ofertados nessas plataformas, aparentemente, não apresentam nenhum tipo de controle sanitário, o que denota um problema de saúde pública. O fato é que não há a menor garantia de que as aguardentes colocadas à venda no OLX e ML seguem padrões mínimos de qualidade química ou sanitária. Trata-se de bebidas potencialmente nocivas à saúde humana.

 

Comercialização ilegal

 

Reprodução de tela do site Mercado Livre, consultado em 16/06/2019

Eu me passei por comprador interessado em revender a granel e enviei mensagem para vários anunciantes dessas tais bebidas, perguntando se os produtos eram registrados no MAPA. As respostas que recebi, além de lacônicos NÃO, eram que se tratava de produto “artesanal” e que não precisava de registro (mentira !). Um deles me informou que não tinha registro, mas que havia um “acompanhamento sanitário” da produção, seja lá o que isso signifique.

A verdade é que todos sabem que estão incorrendo em ilegalidade e se aproveitam da leniência desses meios de comercialização para burlar a lei e enganar o consumidor. Some-se a isso a inoperância do poder público em fazer uma fiscalização mais séria e efetiva.

Denunciei ao próprio ML e à OLX essas práticas de comercialização ilegal, mas não obtive nenhuma resposta (já era esperado). A surpresa foi que, quando tentei fazer novas perguntas aos tais anunciantes, percebi  que havia sido bloqueado. O ML me retornou dizendo: Você não pode mais fazer perguntas a esse anunciante, tente com outro. Felizmente as evidências ficaram arquivadas no meu e-mail.

 

A regra é clara

Eu embaso tudo aqui relatado com o que estabelece o Decreto 6871 de 2009, que regulamenta a Lei no 8.918, de 14 de julho de 1994, que dispõe sobre a padronização, a classificação, o registro, a inspeção, a produção e a fiscalização de bebidas. Determina o Cap. XVIII da referida Lei (grifo meu):

DAS PROIBIÇÕES E INFRAÇÕES

Art. 99.  É proibida e constitui infração a prática isolada ou cumulativa do disposto abaixo:

III – produzir ou fabricar, acondicionar, padronizar, envasilhar ou engarrafar e comercializar bebida e demais produtos nacionais abrangidos por este Regulamento sem o prévio registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento;

IV – transportar, armazenar, expor à venda ou comercializar bebida desprovida de comprovação de procedência, por meio de documento fiscal, bem como sem registro junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento […].

 

As plataformas sabem que agem ilegalmente

Posteriormente à decisão de escrever esta postagem, descobri que o problema já é de conhecimento formal do ML, conforme nos esclarece os colegas do site Devotos da Cachaça. Segundo o site, em matéria de maio deste ano, desde 2018 que os responsáveis pela plataforma foram alertados e até agora não foram tomadas medidas efetivas. Leia a reportagem clicando aqui.

É importante salientar que OLX e ML também são utilizados para o comércio de várias marcas legais, que atuam com seriedade e acatam a Lei. Produzem dentro das especificações definidas nas normas pertinentes ao setor da cachaça.

O que não é razoável é que, num mesmo ambiente, concorram pelo consumidor as empresas formais, que pagam impostos e se adequam às exigências legais, e produtores clandestinos, sonegadores de tributos e que fornecem um produto sem nenhum controle sanitário nem o mínimo de respeito com o consumidor final. Dizer que isso é concorrência desleal é querer fazer piada sobre um assunto tão sério.

 

A cachaça merece respeito

Num mercado, literalmente, inundado pela informalidade e clandestinidade, caso os indícios sejam comprovados, a OLX e o ML prestam um verdadeiro desserviço à cachaça de qualidade, produzida dentro da lei. Ao dar abrigo à comercialização de produtos ilegais (o que parece ser o caso), reforçam e fomentam a sonegação, atentam contra a saúde pública, denigrem a imagem do nosso destilado nacional e zombam de todos os que produzem e trabalham legalmente na cadeia produtiva da cachaça, de forma regular, gerando emprego e renda.

Por se tratar de indícios de crime federal, este este editor enviará denúncia à Polícia Federal e ao Ministério Público, juntamente com esta matéria e outras evidências das possíveis ilicitudes encontradas. Vamos solicitar as medidas cabíveis. É uma luta difícil e às vezes inglória, mas a cachaça merece o devido respeito: por quem produz, por quem comercializa e por quem fiscaliza.

CONFIRA O POSICIONAMENTO DA OLX

 

Coluna Confraria do Copo: Premiações da Paraíba na Expocachaça 2019

Na coluna de hoje a gente falou sobre a participação e premiação das cachaças paraibanas na Expocachaça

 

Como eu falei algumas colunas atrás, aconteceu neste final de semana, do dia 06 à 09 de junho, o maior evento de cachaça em nível nacional, foi a 29° EXPOCACHAÇA,  em Belo Horizonte MG. Além da exposição e degustação dos produtos, houve também um concurso com as cachaças participantes, foram mais de 200.

A Paraíba foi representada pela APCA  (Associação dos Produtores de Cachaça de Areia), e teve as suas cachaças submetidas à avaliação dos jurados.

 

Como funciona

A organização do evento passa em cada stand coletando uma amostra de cada marca interessada em participar .

As cachaças são avaliadas por  22 jurados e eles fazem a degustação às cegas dessas cachaças, ou seja, eles não sabem qual a marca estão degustando e assim atribuem uma nota para cada uma. São 9 categorias (branca pura, descansada, carvalho francês, carvalho americano, madeiras brasileiras, blends de madeiras, outros destilados produzidos no Brasil, etc.)  Para cada categoria é dada a premiação de ouro, prata ou bronze.

Para a premiação ouro é necessário obter mais de 90 pontos, Prata de 80 a 89 e Bronze de 70 a 79.

Matuta é ouro

Imagem relacionada

A Cachaçaria Matuta trouxe ouro este ano

No ano Passado a cachaça Matuta Cristal ganhou medalha de prata, na categoria Branca Pura e este ano, voltou a vencer, dessa vez com medalha de Ouro, só que na categoria Madeiras Brasileiras –foram 5 cachaças que obtiveram pontuação para Ouro. Mas….. essa cachaça ainda não está no mercado.

Fizeram uma produção limitada com a embalagem e rótulo para o concurso, mas só será lançada oficialmente na segunda quinzena de junho deste ano, na Cidade de  Areia. Essa é uma prática comum entre os produtores: testar sua cachaça nos concursos e depois fazer o lançamento, reforçando a qualidade e a premiação, então, é uma cachaça que já vai nascer premiada e eu não estou autorizado a dar maiores detalhes. Por uma questão mercadológica e de marketing a empresa me pediu que eu não fizesse nenhuma divulgação além do que eu estou falando aqui. De qualquer modo, os “matuteiros” de plantão têm muito o que comemorar, e todos os paraibanos também.

Ipueira Carvalho: medalha de prata com brilho de ouro

Ipueira: A melhor em sua categoria

Seguindo com os premiados, na categoria Carvalho Francês, a Cachaça Ipueira também de Areia, ganhou a medalha de Prata –foram 9 cachaças que obtiveram pontuação para a prata e a Ipueira foi a melhor colocada dentre todas as concorrentes. Não houve premiação com medalha de ouro para essa categoria.

Esta é a primeira edição da Cachaça Ipueira em carvalho francês, é uma edição limitada, armazenada por 5 anos. Ela vem numa bela garrafa quadrada e com um rótulo também muito bonito. Uma ótima opção para presente e claro, pra se deliciar. Pena que a gente só encontra no comércio de Areia ou na lojinha do engenho Ipueira.

Um excelente produto que demonstra e bem representa o refinamento da produção cachaceira da Paraíba.

UEPB: Laboratório desenvolverá pesquisas para melhoria da cachaça paraibana

Medida agrada aos produtores e deverá aumentar a qualidade das cachaças fabricadas no Estado

A Paraíba é referência nacional na produção de cachaças de qualidade, mas ainda carece de uma estrutura laboratorial que permita fazer análises químicas do destilado. Atualmente, todas as análises para avaliar o perfil químico das cachaças fabricadas por aqui são feitas fora do Estado (ganham com isso os laboratórios sudestinos e o  Instituto de Tecnologia de Pernambuco (ITEP), endereço preferencial dos produtores paraibanos).  Os laudos de análises são fundamentais para a comprovação, junto ao Ministério da Agricultura, de que o produto atende aos parâmetros químicos de qualidade exigidos pela legislação federal, estando apto ao consumo humano.

É importante frisar que cada exame tem um custo aproximado de R$ 600, valor esse que “afugenta” quem quer se legalizar e reforça a informalidade.

O mesmo problema ocorre com as leveduras utilizadas na fermentação do caldo da cana-de-açúcar que será destilado. Essas leveduras, na maioria das vezes, ou são adquiridas comercialmente a altos preços, ou são desenvolvidas no próprio engenho, sem um mínimo de tecnologia, o que não assegura a qualidade do produto final. Leia a importância das leveduras na produção de cachaças nesse meu post.

Laboratório de Microbiologia e Fermentação

Sensível a essa necessidade e buscando minorar nossa carência técnica,  o Centro de Ciências Agrárias e Ambientais (CCAA) da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Campus de Lagoa Seca, criou o Laboratório de Microbiologia para Fermentação.

Construído dentro do Complexo Agroindustrial do Campus II, o laboratório vai realizar pesquisas com leveduras para fermentação alcoólica. O objetivo final é isolar cepas específicas usadas na fabricação da cachaça nos engenhos de alambique do Estado.

Conforme explicou o diretor do Campus, professor José Félix, o laboratório dará suporte às pesquisas realizadas com fermentação alcoólica para melhorar a qualidade da cachaça produzida na região. A maioria dos produtores de cachaças do Estado, segundo ele, ainda trabalham de forma artesanal e isolados, necessitando de tecnologias e pesquisas no que diz respeito à fermentação do produto.

“Com esse laboratório, vamos poder realizar pesquisas importantes de algumas leveduras específicas que, porventura, possam ocorrer na região, sobretudo no Brejo, isolar e trabalhar com melhorias de leveduras através da biotecnologia”, explica o professor.

O Laboratório, em convênio com a Fapesq, ainda receberá mais R$ 187 mil em equipamentos

O laboratório vai operar em sintonia com o engenho de alambique do CCAA, que já produz licor, vinho e a cachaça Serra da Borborema. Professor Félix ressaltou que a ideia não é comercializar a cachaça, mas criar uma identidade com o produto. Em breve, o laboratório receberá outros equipamentos modernos, graças ao convênio da Instituição com a Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (Fapesq), em um investimento de R$ 187 mil na unidade.

Um exemplo a ser seguido

O anseio dos que atuam na cadeia produtiva da cachaça na Paraíba é que esse tipo de iniciativa da UEPB seja replicado às outras instituições.  Assim, poderá ser oferecido o suporte técnico necessário à produção de qualidade das cachaças, incitando os produtores informais a legalizarem seus produtos por meio de diminuição de custos e acessibilidade das tecnologias.

Um exemplo que pode ser seguido é o da Universidade Federal de Lavras (UFLA). Lá foi criado o Laboratório de Análises de Qualidade de Aguardente (LAQA). Esse laboratório realiza análises, pesquisas e cursos voltados à aguardente, vende seus serviços à iniciativa privada e se autossustenta com isso.

As análises realizadas no Laboratório seguem os procedimentos estabelecidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em que constam todas as análises exigidas, sendo os laudos emitidos de acordo com os parâmetros estabelecidos pela legislação brasileira, atestando a qualidade do produto comercializado.

Então, parabéns à UEPB e que outras  boas notícias como essa venham em breve, a Paraíba e suas deliciosas cachaças agradecem.

Engenho da Paraíba utiliza sequenciamento genético na sua produção de cachaça

Se você tem acompanhado a coluna Confraria do Copo, na Rádio CBN Paraíba, já sabe que a cachaça é produzida por meio da destilação do mosto fermentado da cana-de açúcar. Agora, o que pouca gente sabe é que uma empresa paraibana de cachaça decidiu investir em alta tecnologia, para melhorar o processo produtivo de fermentação do seu mosto, que é o caldo da cana diluído em água.

Localizado no Litoral  paraibano, o Engenho Baraúna refinou a sua produção graças à utilização da tecnologia de sequenciamento do DNA, para a seleção da levedura utilizada no mosto.

O trabalho teve a colaboração de uma das mais prestigiadas instituições do Nordeste, a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A divulgação foi feita por meio de dois estudos científicos: uma dissertação de mestrado voltada à produção de álcool e outra focada na produção de cachaças, ambas na área de biotecnologia e genética.

Mosto fermentado

As leveduras (fermentos) são organismos unicelulares microscópicos, classificados no reino dos fungos, tal como o mofo e os cogumelos.

Como dito acima, a cachaça é produzida pela destilação do mosto fermentado da cana-de-açúcar. A fermentação é realizada com a adição das leveduras ao mosto, elas transformam todo o açúcar da mistura em álcool e gás carbônico. Ao final da fermentação obtêm-se o “mosto fermentado”, também chamado de “vinho da cana”. Esse “vinho” é o produto que posteriormente será colocado para destilação. O tipo de fermento e o processo de fermentação vão definir diretamente na qualidade final de sabor e aroma da cachaça.

 

Mosto fermentando: nessa fase, a levedura transforma o açúcar em álcool e gás carbônico

Seleção do perfil genético

Por meio de uma parceria entre o Departamento de Bioquímica da UFPE (professores Marcos Moraes e Diogo Simões), o Grupo Japungu de Santa Rita-PB e o Engenho Baraúna de Alhandra-PB, foram desenvolvidos estudos sobre a genética das leveduras.

Segundo Alexandre Rodrigues, diretor Industrial do Engenho, durante os estudos, os pesquisadores realizaram o sequenciamento genético de vários tipos de leveduras encontradas no caldo da cana. Foram, então, identificadas e classificadas as que possuíam perfil mais adequado tanto para a indústria do álcool, como para a produção da cachaça.

Um dos resultados do trabalho foi o desenvolvimento de uma técnica eficiente e barata para seleção das leveduras, por meio do controle do perfil do DNA. Este controle é realizado nos  laboratórios da Usina Japungu.

Obtendo a levedura ideal

O mosto fermentado com a Dekkera b. propicia ao destilado a formação do “rosário” e da “lágrima da cachaça”

Com todas as leveduras mapeadas e caracterizadas, foi identificada para a cachaça uma levedura especial, a Dekkera bruxellensis.  Ela apresenta maior capacidade de produzir componentes desejáveis no destilado, como o aroma floral e frutado e o glicerol, que propicia a  formação da textura da bebida (lágrimas da cachaça) e do bouquet (rosário ou colar).

Ainda de acordo com Alexandre Rodrigues, para inserir a Dekkera b. no processo de fermentação, foram feitos vários testes e ensaios sobre a quantidade populacional adequada frente às outras leveduras, ditas selvagens, que já habitam naturalmente o caldo da cana.

Após as avaliações, chegou-se à conclusão de que o número ótimo da Dekkera b. no volume a ser fermentado seria de 20%.

Antes do início da safra, a Usina Japungu envia relatórios com o percentual das leveduras obtido. Quando o percentual chega ao nível ideal (20%), são coletados cerca de 1.000 litros para iniciar o processo de moagem. Após iniciada a fermentação, são então mantidos os controles de qualidade da produção e da quantidade de leveduras, priorizando-se a qualidade do aroma e o sabor da cachaça.

O produto final

Ao final desse processo, obtêm-se a Cachaça Baraúna, que consegue unir a tradição paraibana em produzir excelentes cachaças brancas com a alta tecnologia da engenharia genética, aplicada à produção de destilados.

De fato, por experiência própria, a Baraúna apresenta uma excelente estrutura de viscosidade (lágrimas) e entrega à boca a sensação aveludada de uma bebida com baixíssima acidez, apesar dos seus 42% de teor alcoólico. No olfato temos a presença da cana-de-açúcar, do mel de engenho e dos aromas frutados, dando à bebida uma grande complexidade sensorial.

A única ressalva que posso fazer não é com relação ao conteúdo, mas quanto à apresentação, pois, apesar do belo rótulo com fonte em art nouveau, a Baraúna merece uma garrafa mais condizente com tanta qualidade e tecnologias embarcadas.

 

 

 

IBOPE e SPC-Brasil criam o “Índice da Cachaça”

 

Pesquisa  mostra que o brasileiro está consumindo mais cachaça para tentar esquecer a crise.

 

Quem diria que a economia teria fortes ligações com o consumo e venda da cachaça? Pois tem! Para esquecer da crise, o brasileiro está bebendo mais…cachaça, especificamente. Isso é o que aponta um estudo do PeopleScope, divulgado em  maio passado, pelo Ibope DTM, unidade do IBOPE Inteligência e do SPC Brasil. Nesse estudo encontrou-se uma correlação que foi batizada de “Índice da Cachaça”. Na correlação, quando a expectativa a respeito da economia cai, o consumo de cachaça dispara.

É isso mesmo! Quanto menor a expectativa do consumidor, medida mensalmente pelo IBOPE ( Índice Nacional de Expectativa do Consumidor  -INEC), mais garrafas de cachaça são vendidas em 3 redes varejistas monitoradas no Sudeste.

Só bebendo para esquecer

Em dezembro de 2015, quando o INEC acumulava queda de 11,8% em relação ao mesmo período de 2014 e estava 12,2% abaixo de sua média histórica, as vendas de garrafa de cachaça chegaram ao seu maior nível.

O PeopleScope dividiu a população brasileira em 13 macrosegmentos e 42 segmentos e encontrou o “efeito cachaça” em todos e independente de classe, mas em diferentes intensidades.

“As pessoas trocaram o lazer externo pelo interno”, diz Bernardo Canedo, presidente executivo do Ibope DTM. Ele diz que o efeito é maior com a cachaça mas também foi visto em outras bebidas.

De 7 categorias de produtos vendidos no mercado, a que engloba bebidas, frutas, legumes e verduras foi a única cujos gastos subiram em 2015 na comparação com o ano anterior.

Enquanto a quantidade de itens comprados caiu 4,6%, o valor médio gasto com alcoólicos subiu 1,1% e a ida ao mercado para comprá-los aumentou 4,4%.

“O aperto financeiro nos últimos anos no país obrigou o brasileiro a ajustar seus gastos, mas alguns itens quase sempre observam um aumento na média, ajustado pela inflação no período, a cachaça é um deles”, diz Roque Pellizzaro, presidente do SPC Brasil.

Lançada cachaça em homenagem aos 100 anos de Jackson do Pandeiro

Na esteira das homenagens aos 100 anos de Jackson do Pandeiro, a Cachaça Matuta presta a sua reverência ao Rei do Ritmo, dessa vez em forma de uma bela latinha de cachaça.

Mantendo a tradição, que vem desde 2017, de lançar latinhas temáticas na época do São João, a Matuta este ano traz Jackson no seu rótulo da Matutinha de 270 ml.

O trabalho artístico teve layout de Arthur Póvoas e desenho de Sócrates Gonçalves. A edição é limitada e foi lançada oficialmente nesta sexta-feira ( 7 ), pelo “Instagram”.  Confira a ação de lançamento aqui.

Segundo François Pietro, Analista de Logística e Negócios Internacionais da empresa, a Matuta inova todos os anos, tanto na busca da qualidade de seus produtos, como na apresentação. Foi nesse sentido que lançou, em 2016, a primeira cachaça de alambique em lata, a “Matutinha 270”, e no ano seguinte vieram as cachaças com latas temáticas: 2017, homenagem ao São João (eleita uma das latas mais bonitas do Brasil no Premio Alterosa da Lata Brasileira);  2018, Copa do Mundo e agora trouxeram o Mestre Jackson.

Uma outra novidade nessa versão 2019 é a possibilidade de se ter a experiência de realidade aumentada. A tecnologia permite que seja dado som e movimento ao desenho na tela do celular, após ser baixado o aplicativo da Matuta no “play store” e apontada a câmera para o “QR-Code” da lata. É a cachaça e a tecnologia caminhando de mãos dadas.

O engenho produz a cachaça  cristal (armazenada por um ano em inox) e a umburana (descansada na madeira). A Matuta em lata é envasada na versão inox, que não descansa em madeira. Ótima opção para colecionadores e, claro, para uma boa caipirinha, explorando o que há de melhor na cachaça de alambique: o poder sensorial da bebida!

 

Argentina reconhece a cachaça como produto genuinamente brasileiro

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Comitiva liderada por Bolsonaro é recebida pelo governo argentino na Casa Rosada – AR

 

A Argentina reconheceu a identidade geográfica da cachaça como produto genuinamente brasileiro, anunciou a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), nesta quinta-feira (6), em Buenos Aires, onde acompanha a visita do presidente Jair Bolsonaro ao governo argentino.

“O reconhecimento da cachaça brasileira era um pleito antigo. É pequeno, é simbólico, mas mostra a boa vontade, a parceria que Brasil e Argentina têm agora para vários temas de interesse comum”, disse a ministra, citando também questões como a aduana integrada e a integração dos certificados sanitários que estão sendo avaliadas por ambas as partes.

De acordo com Tereza, o reconhecimento da cachaça brasileiro era um dos 19 assuntos que estavam na pauta de negociações entre os dois países. Desses, acrescentou, o Brasil já cedeu em nove e a Argentina, em quatro.

“Eles nos prometeram que nos próximos três ou quatro meses resolvem os outros problemas, como a exportação de tripa, de farinhas e de comida de PET. Enfim, o Brasil começa agora uma nova era de integração com a Argentina”, disse a ministra, em transmissão ao vivo pelas redes sociais ao lado de Bolsonaro e dos ministros Paulo Guedes (Economia) e Bento Albuquerque (Minas e Energia).

Reunião Ampliada

Na Casa Rosada, sede do governo argentino, Tereza Cristina participou de reunião ampliada entre as equipes dos dois presidentes. A ministra também teve reunião com o secretário da Agroindústria da Argentina, Luis Etchevehere.

Ao deixar a Casa Rosada, o presidente Bolsonaro informou que vinhos e produtos lácteos também estão na mesa de negociação.

Brasil e Argentina se preparam para assinar em breve o acordo de comércio Mercosul- União Europeia. Conforme Paulo Guedes, isso deverá ocorrer em Bruxelas, daqui a cerca de quatro semanas.

Tereza Cristina deverá ir à Bélgica para participar das negociações que envolvem produtos agrícolas e industrializados, além de serviços.

Além de Tereza Cristina, de Paulo Guedes e de Bento Albuquerque, integram a comitiva os ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Fernando Azevedo e Silva (Defesa), Marcos Pontes (Ciência) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional).

A comitiva embarca de volta para o Brasil na manhã da sexta-feira (7).

 

*Do Mapa, com informações do Palácio do Planalto

 

Você sabe a diferença entre cachaça, pinga e aguardente?

Se a resposta for não, preste bastante atenção nos detalhes desta postagem.

Toda cachaça é uma aguardente, porém nem toda aguardente pode ser chamada de cachaça

 

Vamos aos esclarecimentos:

A cachaça

A definição da cachaça foi dada pelo Decreto Federal de no 4.851, de 2/10/2003, no artigo 92.

Cachaça é denominação típica e exclusiva da aguardente de cana produzida no Brasil, com graduação alcoólica de 38 a 48% em volume, a 20ºC, obtida pela destilação do mosto fermentado de cana-de-açúcar com características sensoriais peculiares, podendo ser adicionada de açúcares até seis gramas por litro, expressos em sacarose.

Assim sendo, a cachaça é o destilado fabricado no Brasil, derivado exclusivamente da cana-de-açúcar. Qualquer outro destilado não proveniente da cana ou produzido em outro país não pode levar esse nome. Um destilado de banana é uma aguardente de banana. Se adicionarmos ervas, frutas, especiarias ou outros ingredientes na cachaça não poderemos mais denominá-la como cachaça, mas sim como uma aguardente adoçada, composta ou bebida mista.

Uso inadequado do termo “cachaça”. Se não for de cana não pode ser cachaça

Aguardente é o nome genérico dado a qualquer bebida obtida a partir da fermentação e destilação de vegetais doces. O uísque é uma aguardente de cereais. A tequila é uma aguardente de agave, a tiquira é uma aguardente de mandioca, a cachaça é uma aguardente de cana. Conhaque, bagaceira e grapa, semelhantemente, são aguardentes de uva.

Aguardente de cana

No mesmo decreto que conceitua a cachaça, a aguardente de cana é definida no Brasil como

a bebida com graduação alcoólica de 38 a 54% em volume a vinte graus Celsius, obtida de destilado alcoólico simples de cana-de-açúcar ou pela destilação do mosto fermentado de cana-de-açúcar, podendo ser adicionada de açúcares até seis gramas por litro.

Então, conforme afirmamos acima: toda cachaça é uma aguardente, porém, nem toda aguardente pode ser chamada de cachaça.

Exemplos práticos

A Rainha, produzida na Paraíba e uma das mais famosas aguardentes do Brasil, não pode ser chamada de cachaça, pois apresenta teor alcoólico de 50%, o que é superior ao limite máximo definido pela lei, que é de 48%.

Do mesmo modo, a aguardente Pitú não pode ostentar cachaça em seu rótulo, devido aos 24% de açúcar dissolvidos em cada litro, quando a lei limita em 6% a quantidade máxima de açúcar. Por isso leva o nome de “aguardente de cana adoçada”.

Ocorre o mesmo com o rum (que também é feito da cana-de- açúcar). Ele não pode ser classificado como cachaça por dois motivos: o primeiro pelo fato de não ser fabricado no Brasil (para os importados) e o segundo é por ser obtido a partir do melaço (mel de engenho) e não do caldo fresco da cana de açúcar, como é o caso da cachaça.

 

A Pinga

Apesar de ninguém ter certeza da sua origem, circula pela internet uma “história” mentirosa. Diz essa lenda que a cachaça ganhou esse apelido dos escravos, que quando ferviam o caldo da cana-de-açúcar nos engenhos, o vapor condensava no teto e pingava sobre eles. Pura balela. O primeiro registro da palavra “pinga” foi em 1813, segundo Câmara Cascudo, era a destilação, depois da fervura e evaporação do caldo fermentado, que “pingava” na bica do alambique.

A pinga, nada mais é do que mais um nome vulgar da cachaça, assim como centenas que existem Brasil afora, tais como: cana, abrideira, danada, amarelinha, parati, dona branca, branquinha, mé, papuda, água-que-passarinho-não-bebe, birita, meropéia, caeba, do-santo, canjibrina, danada, limpa-goela, santa, branquinha, três-dedos, etc.

 

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Regularização de alambiques de cachaça: Comitê Técnico vai elaborar cartilha sobre regularização de alambiques

Cartilha sobre regularização de alambiques será aplicada  a todos os produtores de cachaça do Brasil, visando atender à legislação vigente.

Na última edição do Jornal Informativo da AMPAQ (n° 59 de 2019), foi divulgada a reunião realizada no início de abril deste ano, no Sebrae MG, com a participação de representantes da Anpaq (Associação Nacional de Produtores de Cachaça de Qualidade). Nesta reunião foi criado um Comitê Técnico para elaboração de uma cartilha para a cachaça, visando regularizar produtos e processos produtivos.

A cartilha trará informações sobre rotulagem, regularização de alambiques e todas as exigências legais para produção e comercialização.

 

O grupo terá a participação de representantes do Sebrae, Ministério da Agricultura, Sindbebidas, ANPAQ e SENAI, em parceria com Faemg (Federação dos Agricultores de Minas Gerais), Corpo de Bombeiros e Ibrac (Instituto Brasileiro da Cachaça).

A Cartilha, com aplicabilidade nacional, abordará temas como rotulagem, responsável técnico, registro, embalagem, licenciamento ambiental, manual de boas práticas, entre outros assuntos de interesse da cadeia produtiva da cachaça. Seu objetivo é apresentar aos produtores um manual de procedimentos operacionais com vistas à rotulagem da bebida. Os membros do Comitê estudam a possibilidade da realização de um seminário, ainda este ano, em Belo Horizonte, para o lançamento da cartilha.

Essa notícia é de grande importância para toda a cadeia produtiva da cachaça, principalmente aqui na Paraíba, onde o negócio da cachaça é um forte motor tanto da economia como de eventos turísticos e culturais. Com esse documento orientativo, muitos produtores, que ainda trabalham na clandestinidade, terão subsídios para formalizar seu produto e sua produção.

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Consumo de bebidas alcoólicas: mitos e verdades

O Maior São João do Mundo vai começar .

Entramos no mês de junho, festas, forró, confraternizações com amigos, encontros com a família, etc. Esses e diversos outros eventos têm uma característica comum: quase sempre envolvem álcool. Mas beber apenas nestas ocasiões não causa nenhum problema para a saúde, certo? Confira os mitos e verdades sobre o consumo de álcool:

 

UMA CANECA DE CHOPP É MAIS “FRACA” DO QUE UMA DOSE DE CACHAÇA.

Uma lata de cerveja de 475ml tem em torno de 25g de álcool (a  5%).    Uma dose padrão de cachaça, de 50 ml  tem  19g (a 38%) e um cálice de 200 ml de vinho tem 28g de álcool (a 14%).  Então, não é porque a bebida é mais “fraca” que ela não vai comprometer a sua sobriedade, o problema não é o tipo de bebida que você está tomando e sim a quantidade.

 

MISTURAR CERVEJA COM CACHAÇA POTENCIALIZA A EMBRIAGUEZ?

A pessoa se empolga, toma uma, duas, três cervejas.   Depois pede uma cana  e volta pra cerveja e fica alternando.   No dia seguinte, tem uma  ressaca arretada  e diz que foi porque misturou cachaça com cerveja.   Isso é balela. Quando se consome uma bebida com maior teor alcoólico, a tendência é não perceber o aumento do consumo de bebidas com mais baixo teor. Neste caso, a cerveja passa a ser tomada em doses maiores e mais freqüentes e você perde a referência do quanto bebeu.

AS MULHERES SÃO MAIS SUSCETÍVEIS AOS EFEITOS DO ÁLCOOL DO QUE OS HOMENS.

  Nesse caso, tamanho é documento.   O corpo feminino é, em média, menor do que o corpo masculino. Por isso, a concentração de álcool acaba sendo maior no corpo das mulheres por dois fatores: o corpo feminino tem menor quantidade de líquidos  (sangue e fluidos), para o álcool ser dissolvido  e o fígado da mulher é menor para processar o álcool ingerido.  Então, os efeitos do álcool são perceptíveis mais rapidamente nas mulheres, como também em adolescentes, pessoas magras, pessoas idosas ou com défict de peso.

INGERIR BEBIDAS ALCOÓLICAS PODE CORTAR O EFEITO DE MEDICAMENTOS.

 Tanto o álcool como os remédios são metabolizados pelo mesmo órgão, que é o fígado. Com o excesso de álcool ele pode ficar  sobrecarregado, tendo que processar o álcool e o medicamento ao mesmo tempo. Isso pode causar a intensificação ou retardamento do efeito do medicamento do organismo.

AS BEBIDAS ALCOÓLICAS AJUDAM A NOS AQUECER EM DIAS FRIOS:

Apesar da sensação de aquecimento, na verdade o consumo de bebidas alcoólicas diminui nossa temperatura corporal e pode ser perigoso durante os invernos severos. O álcool causa a dilatação dos vasos sanguíneos, fazendo o sangue fluir pelas artérias e acelerando a perda de calor nos órgãos.

INGERIR BEBIDAS ALCOÓLICAS JUNTAMENTE COM COMIDA RETARDA OS EFEITOS DO ÁLCOOL.

É uma excelente ideia comer antes e durante o consumo de bebidas alcoólicas. O alimento desacelera o ritmo de absorção do álcool na corrente sanguinea, dando mais tempo para o corpo processar o álcool ingerido.

Beber de barriga vazia ou virar “doses” muito rapidamente, resulta numa sobrecarga de álcool no corpo acelerando os efeitos da bebida no organismo.

A melhor dica de todas pra retardar o efeito do álcool e acordar bem no dia seguinte é intercalar o consumo de água entre cada copo de bebida.  O consumo de álcool faz com que o corpo perca água, causando desidratação – por isso a sede, as dores de cabeça,  a vontade de morrer e outros sintomas típicos de ressaca.

BEBER CAFÉ, TOMAR UM BANHO GELADO OU FAZER EXERCÍCIOS NO DIA SEGUINTE PRA SUAR, COMBATE  OS EFEITOS DA RESSACA

  Do total de álcool que ingerimos, apenas 5% costuma ser eliminado pelo suor, pelo hálito ou pela urina. Os 95%  restantes são absorvidos pelo corpo.

O fígado é o órgão responsável por metabolizar o álcool. Mas a sua capacidade é limitada, um fígado saudável consegue processar de 10 a 12 gramas de álcool por hora. Mas, quando bebemos em excesso, o fígado não consegue metabolizar toda a quantidade de álcool ingerida. E o excesso cai na corrente sanguínea e indo para o cérebro, daí vem a embriaguez, causando confusão mental, alterando o senso de equilíbrio e turvando a visão.

A ressaca NUNCA não pode ser curada!!   O organismo precisa de tempo para metabolizar o álcool que foi ingerido e que caiu na corrente sanguínea.  Apesar das pessoas acharem que uma xícara de café forte ou um banho gelado

A bebida alcoólica só é prejudicial para o fígado

O consumo de bebida alcoólica afeta o funcionamento de todo o organismo, e quando utilizada em excesso pode trazer graves danos.

O álcool ataca o coração, altera a pressão arterial, pode causar problemas psiquiátricos, danos neurológicos, estimula a obesidade, o acúmulo de gordura e diversos outros malefícios. “Além disso, existe uma doença chamada cardiopatia alcoólica, em que o coração aumenta de tamanho por causa do consumo em excesso de álcool por muito tempo, e há também a síndrome do coração festivo, que causa fibrilação arterial”, explica Bruno Valdigem, doutor em cardiologia pela Universidade Federal de São Paulo.