Senador quer proibir publicidade de bebidas alcoólicas

A Comissão de Assuntos Sociais do Senado vai debater em audiências públicas a serem agendadas para as próximas semanas três projetos que se relacionam com a publicidade de bebidas alcoólicas e a mudanças nos rótulos.

Os três projetos estão sob a guarda do senador Styvenson Valentim (Podemos-RN), que, em relatório apresentado ao colegiado, propôs estender ao máximo o escopo das restrições propostas e vedar a propaganda comercial de bebida alcoólica em todos os meios de comunicação (rádio, TV, jornais e revistas, sites de internet, outdoors…).

A publicidade de bebidas alcoólicas seria liberada apenas na parte interna dos locais de consumo, por meio de “pôsteres, painéis e cartazes” e não poderia “induzir as pessoas ao consumo”.

Nem todas as bebidas alcoólicas seriam afetadas pelas propostas, caso elas fossem aprovadas com a redação atual. A cachaça e outros destilados sofreriam as restrições, enquanto boa parte dos vinhos, as bebidas tipo ice e as cervejas em geral estariam livres de restrições. Isso porque o projeto que institui a proibição da publicidade (PLC 83/2015) remete à Lei 9294, de julho de 1996, na qual são consideradas bebidas alcoólicas apenas aquelas com mais de 13º GL.

O senador Styvenson, no entanto, em seu relatório para a comissão defendeu que as restrições sejam extendidas a qualquer bebida com teor acima de 0,5º GL.

Veto a publicidade de bebidas alcoólicas e mudanças em rótulos

Além da proibição da publicidade de bebidas alcoólicas, o PL 83, do deputado federal João Pizzolatti (PP/SC) institui o Dia Nacional de Prevenção e de Combate ao Alcoolismo e às Drogas, a ser celebrado anualmente no dia 17 de janeiro e no qual seriam realizadas campanhas educativas de prevenção e combate ao alcoolismo e o uso de drogas.

O PL 443/2015, do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), determina que “a embalagem, o rótulo e a propaganda de bebidas alcoólicas exibirão advertência sobre os malefícios decorrentes do consumo por gestante”.

Já o PL 323, do senador Donizetti Nogueira (PT-TO), obriga as empresas a incluírem no rótulo, em destaque, as expressões “Se beber não dirija” e “Proibido para menores de 18 anos”.

O senador Styvenson relatou pela aprovação dos projetos e propôs em seu relatório um prazo de 120 dias para que as empresas adotem as restrições e façam as mudanças previstas nos rótulos.

Agora, o parlamentar vai promover as audiências públicas antes que o seu relatório seja votado pela comissão. O Ibrac (Instituto Brasileiro da Cachaça) será convocado para as audiências.

Caso aprovado, o projeto ainda deverá passar por outras comissões da Casa até chegar ao plenário.

Lei Seca

Policial militar, Styvenson Valentim fez fama pelo rigor com que aplicou a Operação Lei Seca no Rio Grande do Norte, a qual coordenou por quase três anos. Ele foi afastado em 2016 após ter feito críticas a delegados da polícia civil. Logo depois, entrou para a política e se elegeu senador pela Rede, trocando a seguir o partido pelo Podemos.

No ano passado, o senador, que se refere a si mesmo como “capitão”, apresentou um projeto (PL 2157/2019) criando a Política Nacional de Prevenção ao Uso de Álcool e Tabaco e Outras Drogas nas Escolas.

Por Dirley Fernandes

Para o carnaval, vá de caipirinha, cachaça Julep e drink de tapioca

Carnaval bombando, época de pular, dançar e ir atrás dos trio e dos bloquinhos de frevo. Pra curtir a Festa de Momo de uma forma bem refrescante, eu selecionei alguns drinks super legais, que vão da tradicional caipirinha, às bebidas com Gim, indo até o drink de tapioca, veja só:

Caipirinha perfeita

Júlia Rodrigues

Foto: Júlia Rodrigues

Veja como preparar o drinque nacional sem errar. Os ingredientes são apenas três: cachaça, limão e açúcar.
Seguindo essa receita, você não vai mais errar na caipirinha. Nada de amargor, excesso de bagaço, açúcar sobrando no fundo. A boa caipirinha é equilibrada, fácil de beber.
O principal é: corte o limão em fatias finas e macere levemente com o açúcar. Nada de esmagar demais, nem de bater na coqueteleira, por favor.

Modo de preparo

Corte o limão ao meio e, depois, em fatias meia-lua finas.
Macere (esmague) levemente as fatias de limão com o açúcar em um copo baixo (macerar demais deixa o drinque amargo).
Encha o copo com gelo e coloque a cachaça. Misture e finalize com fatias de limão.

DICAS

● Vai preparar caipirinha para muita gente? Basta se lembrar da regra dos terços: 1/3 do copo ou jarra de fatias de limão, 1/3 parte de gelo e 1/3 de cachaça.

● A regra é real: quanto melhor a cachaça, melhor a caipirinha.

● Pode cachaça envelhecida na caipirinha? Pode! Só lembre que isso vai levar uma nova camada de sabor para o drinque.

Cachaça Julep

Foto: Divulgação

E tome cachaça!!!!   Em uma festa 100% brasileira, como o carnaval, nada melhor, portanto, que um drink feito com a mais brasileira das bebidas, a cachaça.

  • 8 Folhas de hortelã
  • 15 ml. Xarope de açúcar demerara
  • 60 ml. Cachaça

Modo de preparo:
Em um copo Rocks coloque as folhas de hortelã, o xarope de açúcar e macere levemente. Preencha o copo com gelo bem quebrado, coloque a cachaça e misture bem com uma colher de bar. Complete o copo com mais gelo bem quebrado, guarneça com o ramo de hortelã e polvilhe açúcar impalpável sobre ele.

Iara

Foto: Divulgação

No folclore brasileiro a lenda da Iara retrata uma linda sereia, de cabelos longos e negros. Esta bebida leva suco de cupuaçu, vermut e wisque.

Ingredientes:

  • 50ml – Wisque
  • 35ml – Suco de cupuaçu
  • 15ml – Vermut
  • 10ml – Melaço

Modo de preparo:
Bater com gelo na coqueteleira, coar duplamente e servir em taça Martini

Drink com Tapioca

A goma da tapioca é uma comida muito versátil e vai bem além das tapioquinhas com côco. Energia é palavra de ordem para quem vai seguir bloco, carro alegórico e os amigos durante a festa. Com tapioca, a receita da alegria é certa para o carnaval.

Cocoberry Milk
  • 30ml de Polpa de Amora
  • 10ml de licor de coco
  • 30ml Licor de limão
  • 40 ml de leite
  • 30g de Tapioca

Modo de preparo
Em um copo coloque a tapioca no fundo, adicione a polpa de amora, o licor de coco, o licor de limão e o leite, misture. Decore com amoras frescas e raspas de coco.

Gin Gengibre

 Foto: Divulgação

O Gin caiu no gosto de muitas pessoas. Aqui uma receita refrescante de gim com campari e espuma de gengibre.

Ingredientes

  • 50ml do gin de preferência
  • 30ml de suco de limão
  • 10 ml de campari
  • 20ml de melaço
  • Espuma de Gengibre

Modo de preparo

Em um copo baixo “on the rocks” adicione gelo em cubos. Na coqueteleira acrescente o gin, o melaço e o suco de limão e bata. Coe no copo com gelo e finalize com a espuma de gengibre (caso prefira, o drink pode ser feito sem a espuma de gengibre).

 

Saúde e bom carnaval!

 

Fonte secundária: jornaldebrasilia.com.br

Gregório, a cachaça do Papa, é produzida na Paraíba

 

Alexandre Lemos, degustando de suas criações

Por MAURÍCIO CARNEIRO

Cachaça paraibana, há séculos, homenageia o Papa Gregório XVI

Brejo de algodão, rapadura e cachaça

O Engenho Gregório está situado no município de Alagoa Grande- PB, na Região do Brejo da Paraíba. Integrava o município de Areia-PB até meados do século XIX, quando se tornou independente como cidade. O ano de 1864 é considerado como o ano de sua fundação, mas em 1847 já havia passado de povoado a distrito. Foi emancipada politicamente em 21 de outubro de 1864, sendo instalada, como vila, em 1865. Em 27 de março de 1908, Alagoa Grande foi elevada à categoria de cidade.

Vista parcial de Alagoa Grande. Fonte: PMAG

Segundo estudos de Emília de Rodat Moreira, em seu trabalhoProcesso de Ocupação do Espaço Agrário Paraibano“, o algodão foi a primeira cultura realmente importante na região do Brejo Paraibano. Sua produção teve início na primeira década do século XIX e constituía, já em 1817, a base econômica da região. Com o declínio da atividade algodoeira, outras culturas a sucederam, originando os ciclos da cana-de-açúcar, do café e do sisal.

No final do Século XIX, a cana-de-açúcar, antes voltada para a produção do açúcar mascavo, de auto-consumo, passou a ser utilizada como matéria-prima da rapadura e da aguardente, fabricadas pelos engenhos da região.

Celeiro do Sertão

A rapadura produzida na região brejeira era vendida para os sertões da Paraíba e do Rio Grande do Norte. Tropeiros vinham ao Brejo em comboios de burros, para comprar e vender produtos. Para se alimentar durante a viagem e também para vender, eles traziam a carne seca de bode. As tropas partiam da região carregadas de rapadura e de aguardente. Os cereais lá produzidos: feijão, fava, milho e a farinha de mandioca também eram disputados pelos comerciantes. O Brejo tornara-se um verdadeiro “celeiro do Sertão”.

Por muito tempo a rapadura foi a base da economia brejeira. Foto: Maurício Carneiro

De acordo com Horácio de Almeida, em seu livro, “Brejo de Areia: memórias de um município”, no início do século XX, os altos tributos impostos pela Assembléia da Paraíba à rapadura que saía do estado, resultou na perda do mercado do Rio Grande do Norte. A construção de açudes na região semi-árida, consumidora tradicional da rapadura, permitiu o desenvolvimento da cana-de-açúcar e a instalação de engenhos. Logo o Sertão passou a fabricar seus próprios produtos. De consumidora a região sertaneja transformou-se em produtora da rapadura, passando a prover parte do seu abastecimento. Ao mesmo tempo, uma doença (gomose), atingiu duramente os canaviais brejeiros, destruindo grande parte deles. Diante disso, os engenhos do Brejo passaram a produzir, quase que exclusivamente, a cachaça em substituição à rapadura.

A cachaça do Papa

Com a chegada da família Lemos à cidade de Alagoa Grande, por volta dos anos 1860, o Sr. Manoel Lemos adquiriu as terras do Engenho Gregório. Católico fervoroso, manteve a propriedade rural com o mesmo nome, em homenagem ao Papa Gregório XVI, cujo papado durou de 1831 a 1846. O engenho já produzia cachaça e rapadura, com cana-de-açúcar própria. Anos mais tarde, com a morte do velho Manoel Lemos, seu filho, Fenelon Lemos, herdou a propriedade e continuou com o fabrico da cachaça. A qualidade da aguardente era conhecida nas redondezas e pelos sertões afora. Chamavam-na de cachaça “do Gregório” ou cachaça “do Papa”. Assim atravessou todo o Século XX, sendo vendida a granel, mas nunca descuidando da qualidade que a tornou famosa.

Fogo morto

Alexandre Lemos, integrante da 5ª geração da Família Lemos, hoje toca a administração do engenho, juntamente com um grupo de sócios. Ele nos conta que o engenho permaneceu um período de “fogo morto” para produção da cachaça. Durante a época do Programa Proálcool, iniciado em 1975, os engenhos atuavam apenas  como fornecedores da cana-de-açúcar para as usinas produtoras do álcool combustível. Assim permaneceu até o ano de 2007, com o fim do programa. Nessa época as atividades cachaceiras do engenho foram retomadas.

A qualidade sempre foi um padrão na produção. Foto: Maurício Carneiro

A cachaça Gregório era comercializada a granel, porem, mesmo sem o registro do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) ela era submetida a análises físico-químicas. Isso nos mesmos laboratórios que faziam as análises das cachaças registradas. “Sempre estávamos enquadrados nas especificações exigidas para as cachaças registradas”, declara Alexandre Lemos. Por conta desse apuro a Gregório era muito respeitada e largamente consumida dentro e fora do estado da Paraíba.

Tudo parecia tranquilo e ajustado, como se abençoado pelo Papa, foi quando uma mudança brusca ocorreu: num ambiente de grande competitividade em que está inserido o negócio da cachaça na Paraíba, o fato de um produto ou engenho se sobressair diante dos demais causa motivação para uns e desconforto para outros. Assim, em 2012, o engenho recebeu a visita dos fiscais do Mapa, motivo: foram alertados sobre a produção de cachaça clandestina no engenho. Determinaram que, partir daquele momento, o engenho não poderia mais comercializar o produto até que houvesse a sua regularização. Para tristeza de Alexandre Lemos, dos seus sócios e de milhares de fieis consumidores, os reservatórios da Cachaça do Papa foram lacrados.

Atiraram na manga e acertaram na casa do marimbondo

Detalhe de Alambique do Eng. Gregório. Foto: Maurício Carneiro

Diante do dilema de fechar as portas e partir para outro negócio ou se manter firme na tradição da família, Alexandre Lemos e seus sócios optaram pela segunda alternativa: resolveram se legalizar. Trabalharam por todo o ano de 2012 e parte de 2013  na regularização do negócio. Investiram tempo, dinheiro e fé, até que em  junho de 2013 conseguiram toda a documentação que  garantia o título de produtor formalmente legalizado junto ao Mapa. Nascia assim a Cachaça Gregório registrada. Seu primeiro lote foi para as prateleiras dos estabelecimentos comerciais em janeiro de 2014. Um produto que, certamente, agradaria até o Papa que lhe deu o nome. O produtor diz: “essa foi a melhor coisa que me aconteceu. Não fosse essa abençoada denúncia talvez eu estivesse até hoje fabricando clandestinamente. Atiraram na manga e acertaram na casa do marimbondo”, arremata ele com bom humor.

Reconhecimento nacional

Com qualidade já reconhecida, mesmo antes da formalização, as cachaças do Gregório logo conquistaram copos e paladar dos amantes da boa cachaça. São apresentadas, nas versões branca, em embalagens de 275 ml e 700 ml, as de carvalho, são embaladas apenas em garrafas de 700 ml.

As cachaças paraibanas se caracterizam por sua potência alcoólica, associada ao frescor e baixa acidez, assim, a Gregório atesta sua origem no pujante, porém comportado, teor alcoólico de 45%.

Mesmo com pouco tempo no mercado, o reconhecimento da qualidade não tardou. Já no primeiro concurso que participou (o 17º Concurso de Vinhos e destilados do Brasil, São Paulo) a Gregório Premium (carvalho)  conquistou a medalha de prata na categoria “Cachaça Envelhecida em Carvalho”. Isso demonstra que muita coisa boa ainda vem por aí.

Planos para  o futuro

O Engenho centenário possui modernos equipamentos de produção. Ampliou e melhorou suas áreas de armazenamento e envelhecimento e planeja, para este ano de 2020, alçar vôos mais ousados.

Sala de destilação do engenho. Foto: Maurício Carneiro

Instalado numa bela e preservada área verde de Alagoa Grande, os sócios planejam explorar o turismo rural e etílico. Segundo Alexandre Lemos, existem projetos de recepção de visitas guiadas às áreas internas e externas do engenho. Um ponto de venda e degustação também será instalado, além de um espaço para cursos e palestras.

Hoje, o apreciador das cachaças premium não se atêm ao simples degustar do líquido. Observa-se que esse consumo caminha para a conjunção entre elementos de diferentes setores econômicos. Por um lado a experiência sensorial proporcionada nas degustações, aliada à gastronomia local (possibilitando excelentes oportunidades de harmonização com a cozinha regional) e, por outro, o enriquecimento dessa experiência, com o turismo nas localidades de produção das bebidas. Temos, assim, um ciclo virtuoso, onde todos ganham.

Unindo qualidade, apuro técnico, respeito e cuidado com o meio-ambiente e disseminação de conhecimento, a Gregório (Cachaça do Papa) cria sua identidade própria, que vai muito além da simples cachaça e agrega à sua marca conceitos absolutamente caros e indispensáveis aos novos tempos e aos novos consumidores.

Um grande e abençoado brinde a mais essa joia paraibana!

Álcool e Carnaval: os perigos e armadilhas do consumo de bebidas nas festas carnavalescas

 

Na coluna Confraria do Copo de sexta-feira (14/02) falo sobre os perigos e as armadilhas que existem quando se mistura álcool com carnaval.

Algumas bebidas podem ser prazerosas e reforçar a tua alegria, outras podem te deixar extremamente embriagado, te levar ao coma alcoólico e até te matar.

Ouça o áudio aqui

 

Produtores paraibanos investem na cachaça orgânica, um mercado em expansão

 

Por MAURÍCIO CARNEIRO

No universo da cachaça de alambique, além das tradicionais, existem variedades que atendem a públicos específicos, tais como as cachaças com certificação kosher (produzida de acordo com as leis alimentares judaicas);  cachaças biodinâmicas (feitas sob processos que mantêm o solo equilibrado, sem causar impactos ou prejuízos derivados de produtos químicos) e as cachaças orgânicas. É sobre a cachaça orgânica que falaremos hoje.

O que é uma cachaça orgânica

Do açúcar ao café, do algodão à camiseta, tudo o que advém da produção agrícola pode ser certificado como produto orgânico, recebendo selos que atestam internacionalmente essa qualidade. Com a cachaça não é diferente.

Selo oficial de produto orgânico

O processo de produção da cachaça de alambique já é sustentável em sua essência. A cabeça, a calda, os bagaços ou o vinhoto, quase tudo se reaproveita e a geração de resíduos é mínima. Isso faz com que a certificação de produtos orgânicos para a cachaça seja facilitada, em relação a outros produtos.

A cachaça orgânica, basicamente, é aquela que não utiliza agrotóxicos, adubos químicos, herbicidas, pesticidas ou qualquer substância sintética na produção da cana que dará origem à bebida.  A produção desse tipo de cachaça é ambientalmente responsável e ecologicamente sustentável. Assim, o esterco para as plantações; o solo; o preparo da terra; o controle de pragas; a água; o processo de fermentação e todas as práticas agrícolas e produtivas têm que estar, comprovadamente, isentas de químicos artificiais.

A legislação

O caráter artesanal da produção da cachaça se adéqua perfeitamente às regras da agricultura orgânica, com pequenas adaptações. Porém, engana-se quem pensa que obter um selo de certificação é simples. Não basta apenas banir fertilizantes químicos e agrotóxicos: é necessário que toda a operação agrícola, industrial e comercial obedeça a rígidos critérios e padrões de sustentabilidade.

Não existe uma norma específica para a cachaça orgânica. A legislação é totalmente abrangente e se aplica a toda e qualquer produção orgânica. Esta é regulamentada pela Lei 10.831 de 23 de dezembro de 2003, que inclui a produção, o armazenamento, a rotulagem, o transporte, a certificação, a comercialização e a fiscalização dos produtos.

Obtenção do selo orgânico

O processo se inicia com a definição da empresa que fará a certificação e atestará que a produção está adequada à legislação orgânica do Brasil (veja aqui as certificadoras credenciadas). Após isso é solicitado o preenchimento do Plano de Manejo Orgânico (PMO). No PMO é feito um diagnóstico inicial e são determinadas responsabilidades, previsão de recursos necessários, técnica e treinamento de colaboradores, práticas para manter e/ou incrementar a biodiversidade, entre outros. Esse documento será a base para a futura auditoria de certificação.

A adequação das práticas da propriedade às exigências do PMO pode ser orientada por uma consultoria externa. Após a certeza de que todos os requisitos estão atendidos, a certificadora é acionada para realizar a auditoria que atestará que a produção é orgânica, com a emissão do selo de Produto Orgânico. Caso o produtor não atenda às especificações exigidas, ele entrará na chamada Fase de Transição Agroecológica (da agricultura convencional para a orgânica). Essa fase não tem prazo definido e varia de acordo com a complexidade dos problemas encontrados ( pode levar de três meses, um ano, seis anos, etc. ).

Família orgânica

O mercado nos oferece bons exemplos de cachaças orgânicas, como a Cachaça Sanhaçu, de Chã Grande em Pernambuco; primeira cachaça com certificação orgânica no estado. Segundo o administrador do Engenho Sanhaçu, Oto Barreto Silva,  a propriedade já produzia hortaliças orgânicas desde 2007 e foi rápida a adequação à produção de cachaça.

Oto Barreto (ao fundo) e a Família Sanhaçu

Certificada em 2011, a Cachaça Sanhaçu foi uma das pioneiras no segmento a receber o título de Produto Orgânico. “O selo de orgânico nos proporcionou um diferencial gigantesco, pois eram poucas as cachaças com essa distinção, isso, num primeiro momento, foi determinante para o crescimento da nossa marca no mercado”, afirma Oto Barreto.

A filosofia orgânica trouxe outros benefícios para o negócio, como a facilitação da certificação de carbono compensado, que reconhece o plantio de árvores para neutralizar as próprias emissões. Isso foi determinante para fechar as primeiras exportações. Hoje Bélgica, Luxemburgo e Suíça já conhecem as delícias fabricadas no Engenho Sanhaçu.

Oto Barreto também revela que seu principal diferencial competitivo é, justamente, trabalhar para o consumo responsável. Essa diretriz ultrapassa as rotinas de preparo da cachaça e faz parte do dia-a-dia da sua família, que vive no engenho e consome, prioritariamente, produtos orgânicos. ”O grande orgulho da Sanhaçu não é ser uma cachaça orgânica e sim o fruto da união da família”, complementa.

Exemplo paraibano

Nessa linha do carbono compensado, temos outro bom exemplo, que vem da Cachaça Serra Limpa, de Duas Estradas, na Paraíba. Além da certificação de produção orgânica, a Serra Limpa possui projetos de reflorestamento por meio de uma reserva particular e chega ao extremo de utilizar somente carros de boi para o transporte da cana da lavoura até o alambique.

O produtor da Cachaça Serra Limpa, Antônio Inácio, revela que os cuidados com a fertilidade do solo, o controle biológico de pragas e o transporte em carro de boi da cana colhida manualmente contribuem para a qualidade do produto final bem como os processos de fermentação natural e destilação em alambiques de cobre.

Além da Serra Limpa, a Paraíba possui outra cachaça orgânica: a Pai Vovô. Produzida na cidade de São Domingos, no Alto Sertão paraibano, essa bebida alçou a produção orgânica a um altíssimo nível de qualidade. Resultado: um produto absolutamente diferenciado que fez da Pai Vovô uma das cachaças mais premiadas no Brasil em 2019.

Boas práticas de fabricação

Para o empresário Sandro Coutinho, proprietário da Vale do Sol Orgânicos, de Siqueira Campos-PR, o processo de certificação também não exigiu grandes esforços. Desde 2009, a empresa já estava certificada na produção orgânica de rapadura e melado, por isso foi fácil, para ele, adequar a Cachaça Vale do Sol ao processo orgânico; o selo foi obtido em 2015.

Sandro Coutinho, o Catequista Orgânico

“A certificação na plantação não foi nada complicada, mas tivemos que nos adequar às boas práticas de fabricação e foram auditados 182 pontos. Os controles foram bem abrangentes e tiveram que ser implementados em todos os processos: moagem, decantação, filtragem, padronização, fermentação, destilação, armazenamento, engarrafamento e depósito”, complementa Sandro Coutinho.

O empresário ainda revela que ser orgânico é uma filosofia de vida, por isso passa a ser algo natural no comportamento de todos.  Ações como a  vistoria de casas do sítio, controle de circulação de animais pela propriedade e isolamento de áreas e de vizinhos não orgânicos, passaram a ser rotinas que se incorporaram  ao cotidiano da propriedade.

Valorização do produto

Hoje, o apreciador das cachaças premium não se atêm ao simples degustar do líquido. Observa-se que esse consumo caminha para a conjugação entre elementos de diferentes setores econômicos: a experiência sensorial proporcionada nas degustações, aliada à gastronomia local (possibilitando excelentes oportunidades de harmonização com a cozinha regional) e enriquecida pelo turismo nas localidades de produção das bebidas, tudo isso permeado pelo respeito à responsabilidade social e às boas práticas ambientais.

O mercado de cachaças orgânicas está em franca expansão no Brasil.  Segundo Oto Barreto, no entanto, esse não é mais um diferencial tão relevante, haja vista que já existem várias dezenas de cachaças orgânicas no mercado. “Precisamos agregar valor de outras formas e trabalhar com a conscientização do publico consumidor, para aumentarmos nossa base de clientes”, conclui.

Sandro Coutinho, por sua vez, nos revela que os preços da sua cachaça orgânica já são bem parecidos com o da convencional, o que melhora a capacidade competitiva. “Na Expocachaça 2019, em Belo Horizonte, dos 265 expositores apenas cinco eram orgânicos. Meu trabalho foi o de convencimento e conscientização do público sobre o diferencial da nossa cachaça. Eu me tornei um ‘catequista’ do produto orgânico”, arremata com humor.

Divulgada lista das 50 cachaças finalistas do IV Ranking Cúpula da Cachaça

Ontem, 05/02 foi divulgada a lista das das 50 melhores cachaças do IV Ranking Cúpula da Cachaça – as finalistas que irão para a degustação às cegas. Algumas surpresas: cachaças que moram em nosso coração que não ficaram entre as 50 favoritas dos especialistas e outras que não costumam estar entre as top do Brasil e agradaram em cheio aos jurados. E isso é muito bom. No todo, uma lista linda, que representa a produção brasileira, com cachaças de 11 estados e dos mais variados sabores.

Sem mais delongas, aí está a Seleção dos Especialistas, com as 50 melhores cachaças do ano.

50 Cachaças finalistas do IV Ranking Cúpula da Cachaça

1000 MONTES 3 AOBFaria Lemos-MG
AMADADias D’Ávila – BA
ANÍSIO SANTIAGO/ HAVANASalinas – MG
BEM ME QUER OUROPitangui – MG
BEM ME QUER PRATAPitangui – MG
CAIALUA PRATAFormosa – GO
CANARINHASalinas – MG
CARAÇUIPE EXTRA PREMIUMCampo Alegre – AL
CASA BUCCO EXTRA PREMIUM VIBento Gonçalves – RS
CLAUDIONORJanuária – MG
COLOMBINA 10 ANOSAlvinópolis – MG
COLOMBINA CRISTALAlvinópolis – MG
COMPANHEIRA ENVELHECIDA 8 ANOSJandaia do Sul – PR
COQUEIRO PRATAParaty – RJ
DO ANJOSanta Rita de Caldas/ MG
DOM BRÉ PREMIUM AMBURANAGuarani – MG
DOM BRÉ EXTRA PREMIUM CARVALHOGuarani – MG
ENGENHO SÃO LUIZ AMENDOIMLençóis Paulistas – SP
ENGENHO SÃO LUIZ PREMIUM CARVALHOLençóis Paulistas – SP
GOGÓ DA EMA SUBLIMESão Sebastião – AL
LEANDRO BATISTAIvoti – RS
LEBLON SIGNATURE MERLETPatos – MG
MAGNÍFICA RESERVA SOLEIRAMiguel Pereira – RJ
MATO DENTRO PRATASão Luiz do Paraitinga – SP
MATRIARCA BLEND 4 MADEIRASCaravelas – BA
MATRIARCA JAQUEIRACaravelas – BA
MIDDAS RESERVA DOS PROPRIETÁRIOSAdamantina – SP
MINEIRIANA CARVALHO 40%Itabira – MG
PARDIN 3 MADEIRASNatividade da Serra – SP
PRINCESA ISABEL AQUARELALinhares – ES
PRINCESA ISABEL OUROLinhares – ES
PRINCESA ISABEL PRATALinhares – ES
SANHAÇU FREIJÓChã Grande – PE
SANHAÇU ORIGEMChã Grande – PE
SANTO GRAU CORONEL XAVIER CHAVESCel. Xavier Chaves – MG
SANTO GRAU P.X.Itirapuã – SP
SAPUCAIA 18 ANOSPirassununga – SP
SEBASTIANA 2 BARRICASAmérico Brasiliense – SP
SEBASTIANA CARVALHO SINGLE BARRELAmérico Brasiliense – SP
SEBASTIANA CASTANHEIRAAmérico Brasiliense – SP
SÉCULO XVIII (RÓTULO AZUL)Cel. Xavier Chaves – MG
SOLEDADE IPÊNova Friburgo – RJ
TIÊ PRATAAiuruoca – MG
UNNASalinas – MG
VECCHIO ALBANO EXTRA PREMIUMTorrinha – SP
VOLÚPIA DIAMANTEAlagoa Grande – PB
WEBER HAUS 7 MADEIRASIvoti – RS
WEBER HAUS EXTRA PREMIUM 6 ANOSIvoti – RS
WERNECK RESERVA ESPECIALRio das Flores – RJ
WIBA! BLEND DE CARVALHOSTorre de Pedra – SP

 

Agora, as 50 cachaças da Seleção dos Especialistas serão degustadas pelos 12 integrantes da Cúpula da Cachaça do dia 6 a 8 de março. A novidade dessa edição é a divisão da premiação em três categorias:

a) cachaças que não passam por madeira;

b) cachaças armazenadas e envelhecidas

c) cachaças premium e extra-premium.

As 50 melhores cachaças do ano serão divididas pelas categorias e ranqueadas dentro do seu conjunto. A cachaça que receber maior pontuação, independente da categoria, receberá o título de Cachaça do Ano.

Blend: tendência para a cachaça do Século XXI

Cachaças em processo de descanso/envelhecimento

O blend ou mistura, é um processo utilizado para quem deseja ter uma cachaça diferenciada e com uma identidade própria. Através dele consegue-se buscar a plena harmonia na cachaça.

O wisque, a tequila e o rum são destilados mundiais, envelhecidos no carvalho, e apenas no carvalho. A cachaça pode ser descansada ou envelhecida em mais de 30 madeiras catalogadas, além do carvalho, que não é madeira brasileira. Isso dá uma enorme complexidade sensorial à bebida. São tantos tipos e marcas de cachaça no mercado que fica difícil escolher. Existem  cachaças para todos os gostos e bolsos. Elas podem mudar tanto em relação ao aroma quanto ao sabor e à cor. Há aquelas brancas simples, ou com sabor mais adocicado, cores translúcidas ou douradas, outras com sabor mais suave, algumas apresentam baunilha, aromas de torrado, claras, escuras, sabor de canela, salgado…são milhares de possibilidades.

Mas, além dessa variedade grande de sabores, aromas e cores, vem um novo fator, que, cada vez mais, ganha corpo no mundo da cachaça, o blend.

 

O que é o blend de cachaças?

Os blends de cachaça são bebidas resultantes da mistura, em partes precisas e não necessariamente iguais, de duas ou mais cachaças originais – por exemplo, uma cachaça envelhecida três anos em barris de bálsamo com uma envelhecida cinco anos em carvalho americano. A proposta sempre é usar um pouco das características positivas de cada madeira, resultando em um produto com virtudes de equilíbrio e alguma originalidade. Como sabemos, o processo é adotado em larguíssima escala na produção dos wisques.

Fenômeno recente no negócio da cachaça, os blends não são “a moda do momento”. O que se vislumbra é que esta seja uma evolução da bebida, um novo patamar.

Mistura de madeiras

Existem aquelas madeiras mais fáceis de trabalhar como a amburana e o carvalho, que são as mais usadas. Elas transferem naturalmente paladares adocicados, já outras necessitam de um maior cuidado como a castanheira, bálsamo, jatobá, ipê e o jequitibá que se for muito novo pode transferir um paladar amargo.

Dito isso, quem faz o blend (o master blender) não pode ficar restrito a algumas madeiras apenas e sim misturar os diversos tipos de madeiras que são trabalhadas na maturação das cachaças. Isso vai gerar sabores que criarão uma bebida com personalidade, provocando sensações diferentes no consumidor, especialmente entre aqueles que estão em busca de novas experiências em relação à cachaça. É claro que as misturas das bebidas não pode ser aleatória, há que se cuidar do equilíbrio, evidenciar alguns sabores e suavizar outros, melhorando sempre alguns aspectos que o master blender quer dar à cachaça.

O blend é mais um diferencial

Produzir com qualidade é requisito básico, não conta como diferencial no atual estágio da cachaça. Cachaças de alto nível se contam às centenas e em quase todos os estados brasileiros. Diante disso os produtores procuram formas de se destacar entre os iguais – embalagens diferenciadas, ações de reforço da imagem, degustações em feiras e eventos. Partir para os blends de cachaça é mais um diferencial que, paulatinamente, vai tomando conta do setor e se tornando, muito mais do que uma simples tendência, um movimento unificado que tende a levar e elevar a cachaça a níveis muito superiores dos que vivenciados atualmente, é algo que veio para ficar.

Desafios

Cachaça Pai Vovô

Um dos principais desafios desse processo é a necessidade de padronizar o produto para que ele sempre apresente as mesmas características sensoriais em todos os seus lotes. Além de ajustar o paladar, aroma e equilíbrio, para não ficar muito alcoólico ou muito amadeirado. Com o blend também trabalha-se o padrão de qualidade da cachaça. Se o produtor oferece uma cachaça aos seus clientes, é preciso que esse produto seja repetido em outros lotes, pois o consumidor criará uma expectativa em relação à sua marca que precisa ser cumprida.

Como cada barril terá uma cachaça dessemelhante, se o produtor cria uma “fórmula” com percentuais de barris diversos e a repete, terá, teoricamente, uma cachaça padronizada ao longo de uma safra.

Blends paraibanos

Arretada Mandacaru

A Paraíba já possui suas cachaças blendadas, e são excelentes bebidas. Uma delas é a cachaça Arretada Mandacaru. Um blend paraibano de cachaças em carvalho francês e carvalho americano. O mais legal dessa cachaça é o terroir paraibano. A acidez delicada, mas presente, faz com que ela mantenha o frescor característico das lindas cachaças produzidas em nosso estado. Produzida pelo Engenho Nobre, ela conquistou a primeira premiação internacional de uma cachaça paraibana. Recebeu medalha de prata num dos maiores concursos de destilados dos EUA, a World Spirits Competition 2019 (SFWSC), em São Francisco, na Califórnia.

Outro blend paraibano é a Cachaça Pai Vovô , nascida na aridez do Sertão paraibano. Esta foi, em 2019, uma das cachaças mais premiadas do Brasil, tendo conquistado duplo ouro no 17° Concurso de Vinhos e Destilados do Brasil (SP) e o título de Superior Taste Award, no International Taste Institute, em Bruxelas, Bélgica. Além desses dois prêmios somam-se outros em nível nacional e internacional. As madeiras utilizadas são o carvalho francês, o carvalho americano e a umburana, cada um com suas características e quantidades precisas. A soma das contribuições de cada madeira é maior do que se fossem produzidas individualmente, gerando uma bebida única e totalmente diferenciada.

Mais uma vez fica provado que a Paraíba nunca será coadjuvante no cenário nacional, quando o assunto for cachaça, e temos muito do que nos orgulhar por viver em um Estado tão fértil desse que é o nosso Destilado Nacional.

Cachaças paraibanas participam de grande festival gastronômico

Por Maurício Carneiro

Foto: Divulgação

 

O Festival Terroá vai destacar o trabalho de chefs renomados, nos dias 25 e 26 de janeiro, na Praia do Jacaré, em Cabedelo, Grande João Pessoa.

A cachaça é um destilado flexível que proporciona uma infinidade de opções para se sentir o seu sabor. A bebida, que pode ser descansada em mais de 30 tipos de madeiras, oferece liberdade para descobertas e combinações surpreendentes.

Quando envelhecida a cachaça traz o aroma e sabor amadeirado e fica perfeito para os doces caseiros como as compotas, trufas de chocolate ou cremes mais densos. Já a cachaça prata, ou branca, é perfeita para ser degustada com pratos leves e pouco temperados, como os frutos do mar, caldos e frutas em geral.

Por esse motivo a cachaça vem conquistando espaço, cada dia mais, nos corações e paladares de consumidores em geral e dos chefs de cozinha, em particular. Participando de festivais gastronômicos, feiras, simpósios e diversas outras iniciativas que buscam levar a experiência do consumo da cachaça a um novo e exclusivo patamar.

O Festival

Uma grande oportunidade para o público fazer algumas experimentações com a cachaça e diversos tipos de comidas diferentes é o Festival Gastronômico Terroá.

“Terroir é uma palavra francesa, sem tradução, que identifica um conjunto de características de um determinado território, que faz com que tudo que for produzido ali tenha características únicas. É o ponto de partida da identidade gastronômica de um lugar”, explica Marina Sá, idealizadora do Projeto Terroá. “As pessoas querem se nutrir de corpo e alma. Entender de onde o alimento está vindo, entender a cultura por trás de cada ideia apresentada pelos chefs. As pessoas gostam de estar na rua, comer e se divertir. E cada vez mais buscam experiências diferentes e explorar novos espaços. É isso que acreditamos”, complementa Marina Sá.

 

 Cachaça Presente

Faz falta

Como não poderia deixar de ser, as cachaças paraibanas estarão presentes no Festival. As Cachaças Baraúna e Matuta ocuparão os stands destinados ao nosso destilado nacional. “Estamos muito animados, pois será uma grande oportunidade de mostrarmos ao público as possibilidades de harmonização da cachaça com diversos pratos e comidas diferentes, indo além do que normalmente se pensa e se usa quando o assunto é a junção de cachaça com comida”, afirma Alexandre Rodrigues, Diretor Industrial da Cachaça Baraúna.

Os organizadores esperam que mais de três mil pessoas participem do Festival. O evento gastronômico traz sabores do mundo para nossa região e destaca o que temos de único e característico. Estão confirmadas mais de 30 marcas nesse evento contemporâneo, moderno e que coloca a Paraíba no cenário nacional de grandes projetos gastronômicos. Os melhores chefs da Paraíba e do Nordeste vão trazer técnicas e sabores criados especialmente para o Terroá.

A tudo isso somasse a excelente cachaça produzida por essas bandas e o resultado será uma completa e agradável surpresa.

2019: um ótimo ano para o negócio da cachaça na Paraíba

 

Cachaças paraibanas: destaque em 2019

Como tem ocorrido nos últimos tempos, estamos fechando mais um ano com muito boas notícias para o negócio da cachaça no Estado.

O reconhecimento do nosso produto, outrora restrito a uma ou duas marcas de cachaças brancas, hoje é evidenciado pelo país afora. São diversos rótulos, premiados em vários concursos nacionais e internacionais. Cachaças brancas, descansadas ou envelhecidas demonstram a maturidade, a diversidade e a qualidade de nosso destilado, dentro e fora do pais.

Premiações

Cachaça Pai Vovô, a mais premiada do Brasil

Em abril a Cachaça Nobre Mandacaru recebeu medalha de prata no Concurso Internacional de Destilados, em São Francisco,Califórnia.

Na Expocachaça, em junho, as cachaças Ipueira e Matuta foram agraciadas com medalhas de prata e ouro, respectivamente.

Em julho, no Concurso de Vinhos e Destilados do Brasil, as cachaças Gregório, Baraúna Premium Carvalho,  Cobiçada e Pai Vovô, também receberam medalhas de prata, ouro  e duplo ouro.

Na Cúpula da Cachaça 2019/2020, das 250 cachaças eleitas como as m,ais queridas do Brasil, pelo voto popular, 18 delas são paraibanas. 50 serão selecionadas para a seleção final, em março de 2020.

Destaque do ano

Como grande destaque do ano eu aponto a Cachaça Pai Vovô, produzida em Sousa, no sertão Paraibano. Além do duplo ouro no já citado Concurso de Vinhos e Destilados do Brasil, ela venceu com duplo ouro  a Competição Internacional de Vinhos e Destilados na Inglaterra (abril). Duplo ouro no no Spirit Selection 2019, na China (junho). Medalha de ouro, em junho, no Superior Taste Award 2019, em Bruxelas.

Ipueira Carvalho na Expocachaça 2019

Essa foi, sem dúvida, a cachaça mais premiada da Paraíba em 2019 e estou certo de que foi, também, a mais premiada do Brasil.

 

Eventos

Além das premiações, os produtores paraibanos começam a se abrir para o resto do país, participando de feiras, eventos e exposições, o que aumenta a visibilidade das suas cachaças e abre espaço para negócios fora do Estado.

Assim, a Paraíba esteve presente, em 2019 , na Expocachaça (MG), além disso, participou do Salão Nacional da Cachaça, em Vitório (ES) e do Concurso de Vinhos e Destilados do Brasil (SP). Nesses eventos foram  vários produtores, que, numa nova forma de trabalhar o negócio da cachaça, estão se unindo em associações ou em uniões independentes, com o objetivo de alavancar, divulgar e mostrar a boa cachaça produzida por essas bandas.

Saiba tudo sobre o mundo da cachaça na Paraíba acompanhando nosso Blog e a coluna Confraria do Copo, na Rádio CBN, toda 6a feira ás 10h15.
Perguntas para a coluna, no instagram: @mauriciocarneiro083