Projeto pode legalizar produtores informais de cachaça da Paraíba

 

O Projeto de Lei 6348/19 estabelece critérios para produção, fiscalização, controle e comercialização da cachaça artesanal. O texto define como cachaça artesanal a aguardente elaborada dentro das características e singularidades culturais, históricas e de cunho social, específicas à sua produção, desenvolvida em propriedades rurais familiares.

 

Cachaça artesanal

A iniciativa, de autoria do deputado Vilson da Fetaemg (PSB-MG) surgiu a partir de uma fiscalização do Instituto Mineiro de Agricultura. Essa fiscalização lacrou 12 alambiques no distrito de Abreus, no município de Alto do Rio Doce (MG).  A partir de então os produtores locais reivindicaram a criação de uma nova categoria legal no âmbito da legislação que regula a produção de cachaça: a “cachaça artesanal”.

Segundo esses produtores informais, seria impossível para eles se enquadrar nas exigências da legislação atual. Sob essa legislação trabalham os 1,4 mil produtores de todos os portes registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

A proposta, estabelece que a cachaça artesanal deva ser elaborada com, no mínimo, 75% da cana-de-açúcar produzida na propriedade rural familiar de origem e na quantidade máxima de 25.000 litros anuais.

Formalização dos pequenos produtores paraibanos

Pelas características dos produtores artesanais paraibanos, esse projeto pode ser muito benéfico. Praticamente todos os pequenos produtores não registrados podem se  enquadrar nos requisitos definidos no Projeto Lei e sair da informalidade. Hoje, a cachaça informal dos pequenos alambiques clandestinos inundam o mercado de cachaça ilegal.

Os números da cachaça produzida sem o registro ou o controle do Ministério da Agricultura são imprecisos, mas, segundo estudos, eles variam entre 25% e 40% de tudo o que é produzido de forma legal. Assim sendo, para cada 100 litros de cachaça comercializados legalmente, outros 25 a 40  são vendidos no mercado ilegal, em feiras livres, vendas e pequenos comércios Brasil a fora. Na Paraíba isso não é diferente, basta ir à Feira Central de Campina Grande ou nos mercados de João Pessoa que isso pode ser constatado quase que imediatamente.

Cachaça clandestina vendida nas feiras livres

Pelo projeto, a comercialização da cachaça artesanal será realizada diretamente ao consumidor final do produto, na sede das propriedades rurais familiares, mercados locais e regionais ou em estabelecimentos mantidos por associações de produtores. No produto, deve constar necessariamente informações como origem, número da inscrição no programa nacional de agricultura familiar, características básicas, entre outros.

O texto prevê que o controle de qualidade seja realizado na propriedade rural familiar, mediante responsabilidade técnica de profissional legalmente habilitado.

Papel do Ministério da Agricultura

A proposição determina que cabe ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento a autorização e registro da propriedade rural familiar para produção da cachaça artesanal; a realização anual da análise química básica de amostras da cachaça artesanal, e a fiscalização e controle na elaboração, envase e comercialização da cachaça artesanal.

O autor do projeto afirma que o objetivo é formatar uma lei que abarque a importância da cachaça artesanal em todos os seus aspectos e dimensões.

“A cachaça está associada à brasilidade, ao povo brasileiro, à nossa cultura. Podemos afirmar que ela é um produto genuinamente brasileiro e esse reconhecimento é verificado no transcurso da nossa história”, diz o parlamentar.

Tramitação

O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços; de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

 

 

Veja a íntegra do projeto aqui.

Patrimônio Histórico, Areia busca selo de Indicação Geográfica para suas cachaças

Areia-PB. Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Foto: Marco Pimentel)

 

Por MAURÍCIO CARNEIRO

A Indicação Geográfica (IG) é um diferencial para os produtos característicos de uma região específica, o que lhes atribui reputação e identidade próprias, além de os distinguir em relação aos seus similares encontrados no mercado

A surpresa e a sensação de que se está entrando num lugar especial vêm logo no início: postes, calçadas, janelas e praças estão enfeitadas. São jardins e vasos de flores que ladeiam ambos os lados da avenida que dá entrada à cidade. A ação é uma iniciativa dos moradores, como forma de dar as boas-vindas a turistas e visitantes. Estamos em Areia, na região do Brejo paraibano! Ela nos recebe com flores, história, alegria e cachaça… muita cachaça!

A partir de agora, você vai conhecer um pouco mais sobre essa bela cidade e saber como a possível conquista do chamado Indicador Geográfico deve atrair mais investimentos e turistas à região. Venha comigo nesse passeio!

Cidade especial

Detalhe do Centro da Cidade (Foto: ferias.tur.br)

A bela e histórica cidade de Areia (1846), berço do pintor Pedro Américo e do escritor José Américo de Almeida, tem seu centro histórico tombado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) desde 2006. Isso garante que os prédios são protegidos por lei federal específica e assegura sua preservação contra danos ou reformas indevidas, impedindo a descaracterização dos imóveis. Para conceder tal distinção, o Iphan baseou-se no valor histórico, urbanístico e paisagístico atribuído ao conjunto e na ativa participação da cidade nas revoluções ocorridas no século XIX. Na área tombada, existem cerca de 420 imóveis.

Situada na microrregião do Brejo paraibano, a cidade fica no topo da Serra da Borborema, a 618 metros de altitude em relação ao nível do mar, com uma população estimada em 22.940 habitantes (IBGE-2016).

Teatro Minerva, inaugurado em 1858 (Foto: Maurício Carneiro)

Dentre suas jóias arquitetônicas, destacam-se o Teatro Minerva, inaugurado em 1858, o Museu da Rapadura e o Museu Casa de Pedro Américo.  Além disso, o visitante pode conhecer a antiga Igreja de Nossa Senhora do Livramento, construída em 1861.

O centro histórico exala um clima bucólico que ameniza as tensões e o estresse da corrida vida das cidades grandes. À primeira vista, pode até passar despercebido aos desavisados, mas essa pacata cidade guarda, em seus casarões coloniais, nas suas ruas de paralelepípedo e nos seus engenhos de cachaça, seculares histórias de superação, paixão e orgulho.

Prepare os sentidos e as taças de degustação, afinal, estamos em Areia: Capital Nordestina da Cachaça!

O café preservou a cachaça

Parte do casario histórico de Areia, tombado pelo IPHAN (Foto: Tinho Santos)

A beleza arquitetônica da cidade foi construída desde o século XIX até os últimos anos da década de 1920. Os responsáveis foram os emergentes barões paraibanos do café, cuja cultura desenvolveu economicamente toda a região do Brejo da Paraíba na época.

Segundo o historiador Celso Mariz, no livro “Apanhados Históricos da Paraíba”, em 1919 a região do Brejo chegou a ter seis milhões de pés de café; a cidade vizinha de Bananeiras, sozinha, produziu 2.250 toneladas de café cereja em 1920. Assim, o vigor da cultura cafeeira protegeu as terras brejeiras contra a avidez da nascente classe dos usineiros que, no início do século XX, começou a expandir seus domínios e comprar muitas propriedades para a plantação da cana-de-açúcar em larga escala, para satisfazer a fome das usinas de açúcar, dizimando a cultura dos pequenos engenhos, que produziam o açúcar mascavo, a cachaça e a rapadura.

Felizmente, a Paraíba não teve o mesmo destino do vizinho estado de Pernambuco. A historiadora Maria de Lourdes Baptista Rodrigues, em seu trabalho, “Engenhos de Pernambuco”, nos esclarece que, neste Estado, entre o final do século XIX e início do século XX, os usineiros reduziram centenas dos pequenos engenhos a escombros, em favor das vastas plantações de cana, impondo, dessa forma, o domínio das usinas de açúcar sobre as antigas formas de produção.

Segundo Emília de Rodat Moreira, no estudo “Processo de Ocupação do Espaço Agrário Paraibano”, essa “proteção” do café também preservou a cultura da cachaça, da rapadura e do mel dos antigos engenhos, que coexistiam pacificamente com a cafeicultura.

Essa barreira protetora não foi totalmente efetiva, mas retardou em muito o império das usinas no Brejo paraibano, tanto é que, apenas em 1930, após o fim do ciclo do café, houve a implantação da primeira usina na região, a Usina Santa Maria. Isso deu tempo para o fortalecimento das pequenas propriedades e, apesar do fechamento de dezenas de engenhos, vários resistiram e sobreviveram.

Esses elementos históricos e a dinâmica dos ciclos e microciclos econômicos, experimentados na região, explicam o vigor e a diversidade hoje vivida pela indústria cachaceira do Brejo, se comparados com o desempenho de outas regiões da Paraíba e do restante do Nordeste.

Assim, Areia colocou o DNA da cachaça de forma definitiva no seu perfil econômico, o que a diferencia hoje de qualquer outra do Nordeste brasileiro.

Necessidade de unir forças

Em 2017, conforme o Censo Agropecuário, foram identificados 61 engenhos nas nove cidades do Brejo paraibano (entre os legalizados, os em fase de legalização e os clandestinos). Ao observar a falta de união entre produtores de cachaça do restante do Estado, os proprietários dos engenhos de Areia resolveram se unir, com o objetivo de buscar formas eficientes de agregar valor, poder de barganha e visibilidade às cachaças da região.

Thiago Baracho, Presidente da APCA – PB. (Foto: Engenho Triunfo)

Assim nasceu a Associação dos Produtores de Cachaça de Areia (APCA-PB), cujo presidente, Thiago Baracho, é, também, o responsável técnico da Cachaça Triunfo. “A proposta da associação baseia-se no esforço unificado de um grupo de produtores para alcançar benefícios comuns que atendam às demandas e necessidades do negócio da cachaça na região e da própria cidade de Areia”, explica Thiago.

APCA e a Indicação Geográfica

Areia é a quarta cidade do Brasil com maior número de estabelecimentos produtores de cachaça (Anuário da cachaça 2019). Para os especialistas, técnicos e degustadores, as cachaças produzidas na região do Brejo paraibano possuem características únicas, seja pelo clima e topografia (região de altitude média-alta, com clima variando entre 12°C e 31°C ao longo do ano), seja pelos elementos químicos e orgânicos que compõem o solo, ou ainda pela variedade de cana-de-açúcar ou mesmo pelos processos e peculiaridades na fabricação.

 

Outra característica diferenciada é a importância da cachaça como elemento sócio-cultural. A dinâmica de vida dos areienses, literalmente, sempre se entrecruza com a aguardente, nos mais diversos aspectos cotidianos. Tanto é que, na Paraíba, o fato de alguém dizer que vai visitar Areia, sempre traz o significado, nas entrelinhas, que essa pessoa vai beber ou comprar cachaça (e os pedidos de encomendas são inevitáveis). Areia tornou-se sinônimo de cachaça – da boa.

Tudo isso habilitou, os produtores de Areia, que pleiteassem uma Indicação Geográfica (IG) para as suas cachaças.

A IG é conferida a produtos que são característicos do seu local de origem, o que lhes atribui reputação, valor intrínseco e identidade própria, além de os distinguirem em relação aos seus similares disponíveis no mercado. São produtos que apresentam uma qualidade única em função de recursos naturais como solo, vegetação, clima e saber fazer (know-how ou savoir-faire). O Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (Inpi), órgão do Governo Federal, é o responsável por emitir os registros da IG. No Brasil, apenas três regiões possuem IG para a cachaça: Paraty (RJ), Salinas (MG) e Abaíra (BA).

Unindo forças

Thiago Baracho explica que a APCA foi fundada em 2017, tendo como um dos seus objetivos principais justamente o reconhecimento de uma Indicação Geográfica para a cachaça produzida exclusivamente na cidade de Areia, salientando sua diferenciação técnica, geográfica e sensorial das demais presentes no mercado.

Segundo ele, “na composição da associação estão dez engenhos: Aroma da Serra, Cristal de Areia, Elite, Ipueira, Matuta, Princesa do Brejo, Serra de Areia, Triunfo, Turmalina da Serra e Vitória. Todos registrados junto ao Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa)”.

O processo para que todos os requisitos do Inpi fossem atendidos demandaram mais de dois anos de trabalho, num esforço conjunto da APCA e do Instituto Federal da Paraíba (IFPB), Campus Areia.

Docente do IFPB, a pesquisadora Maria Cláudia Rodrigues Brandão (doutora em Ciências com habilitação em Química Orgânica) foi a responsável pelo desenvolvimento e adequação de toda a documentação referente ao pedido de IG, além de ter elaborado o levantamento histórico relativo à produção de cachaça na cidade.

A documentação será enviada ainda neste mês de dezembro para o Inpi. Serão necessários até sete meses para a conclusão de todo o processo. Isso nos faz crer que, em 2020, os produtores associados poderão ostentar nos rótulos de suas cachaças o selo de produto com Indicação Geográfica de Areia/PB, sendo a quarta região cachaceira do Brasil a conseguir tal feito e o segundo IG da Paraíba – o primeiro foi do algodão colorido, em 2012.

Dinamismo econômico

A produção cachaceira de Areia é responsável por uma grande parcela da produção da bebida no Estado; de fato, é a maior força econômica da cidade. Segundo dados da Receita Estadual, as cachaças da cidade respondem por 45% da arrecadação de ICMS sobre o produto na Paraíba e um dos associados, a Cachaça Matuta, figura entre os 100 maiores pagadores desse imposto no estado, ano de 2018.

Coleta da cachaça ao final da destilação (Foto: Maurício Carneiro)

De acordo com Thiago Baracho, os dez associados da APCA produziram cerca de 5 milhões de litros de cachaça na safra 2018/2019, aquecendo e sustentando a economia da região. Juntos, os engenhos ofertam 200 empregos diretos, número que sobe para 500 na época da safra, nas atividades de corte, moagem, destilação, engarrafamento etc. “Os empregos indiretos contabilizados chegam a mais de 2.000”, destaca o presidente da APCA.

 

O que muda com o selo de Indicação Geográfica?

Legalmente, o principal efeito do reconhecimento de uma Indicação Geográfica pelo Inpi é a não diluição do nome geográfico. Isso impede o seu uso por terceiros, como marca ou expressão de propaganda, bem como dificulta que o mesmo se torne nome comum e designativo da própria coisa. Por exemplo: o termo “carne de sol de Picuí” (produto evocativo de uma cidade paraibana famosa por sua carne de sol), que hoje é utilizado em todo o Brasil, consiste em uma designação genérica da carne de sol. Ou seja, Picuí perdeu sua identidade geográfica. O mesmo ocorre com a cachaça, produto genérico que pode ser fabricado em qualquer lugar do país.

Com a IG, o consumidor terá a certeza de que estará consumindo um produto específico e legítimo, produzido na Capital Nordestina da Cachaça (como sempre insisto em chamar): Areia/PB.

A IG poderá, ainda, ser utilizada pelos seus titulares como um instrumento de competitividade no mercado, estabelecendo estratégias coletivas de divulgação e controle, buscando a fidelização do consumidor e uma diferenciação ante os produtos similares.

 

Fórmula vencedora

Além de ser uma cidade com vários atrativos naturais e Patrimônio Histórico Cultural Nacional, Areia, com a IG, terá um maior vigor econômico, nos empreendimentos impulsionados pelo negócio da cachaça, tais como o turismo rural, turismo etílico, eventos, bares e restaurantes, empreendimentos imobiliários, hotelaria, dentre outros. Isso em decorrência de uma nova visão e comportamento do consumidor com relação à cachaça, visão esta que abrange não apenas o líquido em si, mas todo um conjunto de aspectos multifacetados.

Os novos consumidores da cachaça buscam mais que o simples líquido (Foto: Maurício Carneiro)

Observa-se que o consumo da cachaça caminha para a conjugação entre elementos de diferentes setores econômicos: a experiência sensorial proporcionada nas degustações, aliada à gastronomia local (possibilitando excelentes oportunidades de harmonização com a cozinha regional) e enriquecida pelo turismo nas localidades de produção das bebidas. Temos, assim, um ciclo virtuoso, onde todos ganham.

É importante salientar, ainda, um cuidado maior do consumidor, que, nessa busca por experiências sensoriais diferentes, e maior qualidade, passou a observar melhor e diferenciar as características da bebida, seus modos de preparo, a responsabilidade social de empresas e produtores e os aspectos relacionados aos cuidados com o meio-ambiente. Itens que os produtos e os produtores de Areia já atendem naturalmente.

A tudo isso podemos somar as qualidades únicas de Areia (seu clima, sua arquitetura, sua cultura, sua brejeirice) e teremos, ao final, uma fórmula vencedora, um verdadeiro caso de sucesso, cuja história eu me orgulho de estar agora, vivenciando, contando e propagando.

Um brinde à cachaça e ao povo de Areia!!!

João Pessoa ganha espaço de arte, cultura, lazer e cachaça

Por MAURÍCIO CARNEIRO

A Casa de Cultura Livre Olho d’Água, em Tambiá, é um espaço que agrega manifestações culturais com deliciosas cachaças paraibanas.

 

A Casa

Idealizada pelo casal Givanildo Silva e Larissa Arvelos, a Casa de Cultura Livre Olho D’água é um espaço de cultura, bar, petiscaria e cachaçaria, com a proposta de contribuir para valorizar as diversas manifestações artísticas e culturais da cidade de João Pessoa, além de aprimorar as relações humanas.

Foi com base nessas ideias e valores que o casal iniciou o projeto de estruturação do espaço, que tem como elemento motor as diversas formas de produção artística e cultural. Dividida em vários ambientes, são oferecidas músicas, saraus, teatro, cinema, exposições, encontros, rodas de conversas e debates. Com esta gama de atividades a Casa contribui fortemente com a ampliação e fortalecimento do acesso à cultura na cidade de João Pessoa.

Segundo Givanildo, “o nome Casa de Cultura Livre Olho D’água, foi criado com o propósito de fazer uma homenagem aos povos indígenas da região. Tambiá  vem do tupi Tambuja, que em português significa Olho D’água. Olho D’Água é o local onde brota a vida, é o local onde nascem as águas que possibilitam o florescer e a sobrevivência dos povos. Tambiá também é o nome do bairro que nos acolhe, por isso faz homenagem ao local onde estabelecemos e a esta terra que desenvolvemos nossos projetos”.

Givanildo complementa dizendo que “a incorporação da palavra Livre ao nome da casa diz respeito não apenas a uma valoração da liberdade enquanto um caminho a ser buscado na construção das relações em nossa sociedade. A palavra livre se relaciona a uma concepção de Casa de Cultura, que se constrói como espaço amplo onde as mais variadas manifestações artísticas podem se desenvolver. Estimulamos e respeitamos a pluralidade do pensamento e das formas de se fazer arte, sempre respeitando o que há de melhor nos valores humanos”.

 

A Cachaçaria

A Cachaçaria foi escolhida para ser a principal atividade econômica de manutenção do espaço. A carta de cachaças conta com 18 marcas, escolhidas dentre as mais representativas da produção cachaceira da Paraíba.

Além do produto em si, os degustadores das cachaças têm acesso às informações que lhes permitem conhecer as suas historias, origem, como são concebidas e produzidas, sua composição, teor alcoólico e o modo correto de beber. Desse modo, segundo Givanildo, “formamos verdadeiros apreciadores da bebida e lhes ofertamos uma experiência etílica completa”.

“Apesar de sermos os maiores consumidores da tradicional bebida brasileira, a cachaça, não a conhecemos em todas as suas nuances. Existe a necessidade de defender e melhorar o entendimento geral sobre ela, superando visões distorcidas e ultrapassadas. A Paraíba atualmente esta no topo da melhor produção da cachaça brasileira e uma das propostas da Casa de Cultura Livre Olho D’Água é se inserir nessa produção tradicional local, construindo e mantendo um espaço de referencia para a boa cachaça paraibana”.

Givanildo Silva

 

Rede Pessoense de Cultura

Além do projeto em si, o compromisso da Casa de Cultura Livre Olho d’Água com a cultura local também se observa na agregação solidária com outros espaços que também possuem o mesmo caráter cultural. Dentre outros, podemos citar:  “Cherinbom Comidas Regionais” que se situa no bairro dos Bancários; “Fruta Café Casa de Cultura”, no Castelo Branco e “Cafundó Casa de Cultura”, no Bessa.

O objetivo é fazer da construção da “Rede de Casas de Cultura Livre de João Pessoa” a consolidação de atividades alternativas de lazer na cidade, potencializando uma relação de troca e apoio mútuo, bem como uma ampliação do acesso à cultura por meio do fomento a diversas manifestações artísticas.

 

Cachaça e Atividades Culturais

Os proprietários entendem que a forma de relação com a bebida deve ser qualificada, por isso criaram um espaço de conversa permanente sobre a cachaça (Papo de Cachaça), com especialistas, produtores e pessoas interessadas em compreender melhor os atributos essenciais da bebida. Outra iniciativa para valorizar a bebida é entrecruzar algumas das atividades culturais com a referência da cachaça (Cachaça Filosófica, Cachaça Musicológica, Futebol e Birita e Cine Etílico), o que desperta também nos curiosos, o desejo de entender mais sobre ela.

 

Conheça a Casa de Cultura Livre Olho d’Água, participe das atividades e tenha o prazer de conhecer essas magníficas cachaças paraibanas.

Rua Deputado Barreto Sobrinho, 344 – Tambiá. O horário de funcionamento é de terça-feira a sábado, abrindo de terça a sexta 17h e aos sábados, varia conforme a atividade, abrindo as 15 ou 16h.

 

Cana-de-açúcar transgênica já é uma realidade. Como isso afeta a cachaça?

Por Maurício Carneiro

Apesar das dúvidas e riscos, a CTNBio coloca no mercado uma variedade de cana aguardada por ruralistas e usineiros. Especialistas apontam falta de estudos sobre os impactos ambientais e à saúde.

Cana Bt

 

Plantas transgênicas têm ajudado a aumentar a produção nos campos brasileiros e no mundo. A primeira cana-de-açúcar geneticamente modificada e comercializada é de origem brasileira. A cana CTC 20 Bt foi desenvolvida pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) e passou por avaliação da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) que a considerou segura sob os aspectos ambiental, de saúde humana e animal. Sua aprovação ocorreu no segundo semestre de 2017 e a comercialização no início de 2019.  “A comercialização desta cana brasileira é um marco que reforça o potencial e a qualidade da pesquisa nacional e coloca o país na vanguarda das pesquisas com biotecnologia de plantas”, enfatiza o diretor de Etanol Celulósico e Assuntos Corporativos do CTC, Viler Janeiro.

A cana geneticamente modificada (GM) permite o controle mais eficiente e a redução das perdas em virtude do ataque de pragas, resultando em aumento de produtividade, redução de custo e melhoria da qualidade na indústria. O uso da cana transgênica ainda pode viabilizar a expansão da cultura em áreas onde a broca da cana é uma condição limitante, contribuindo para o aumento da competitividade do Brasil na produção de açúcar e etanol.

 

O que é a cana Bt

A cana Bt é a cana-de-açúcar que recebeu um gene da bactéria Bacillus thuringiensis. Daí a denominação Bt.

Esse microrganismo encontrado no solo produz proteínas inseticidas tóxicas para alguns insetos – tais como: borboletas e mariposas (Lepidoptera), moscas e mosquitos (Diptera), besouros (Coleoptera) e vespas, abelhas e formigas (Hymenoptera) – mas sem qualquer efeito sobre outros organismos e sobre o homem. Desenvolvida pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), a variedade é resistente à broca-da-cana.

Segundo Viler Janeiro, o processo de introdução da nova variedade tem sido muito positivo, Desde outubro de 2017, cerca 400 hectares de mudas da variedade geneticamente modificada foram plantados nas principais usinas e fornecedores da região Centro-Sul do Brasil.

O diretor complementa que o crescimento da área com a CTC 20 Bt será gradual, uma vez que as novas plantas serão replantadas para expandir a área cultivada e não usadas para a produção de açúcar e etanol. “Este processo já ocorre na introdução de variedades convencionais e está alinhado com o cronograma de obtenção das aprovações internacionais do açúcar produzido a partir da cana geneticamente modificada”, explica.

Recentemente, a Health Canada, responsável por avaliar a segurança e o valor nutricional de alimentos no Canadá, aprovou o açúcar produzido a partir da CTC 20 Bt. Assim, de acordo com o órgão canadense, o açúcar proveniente da cana é tão seguro e nutritivo quanto os provenientes das variedades convencionais.

 

Pesquisas continuam

O Centro de Tecnologia Canavieira ainda continua as pesquisas. O CTC ainda deve disponibilizar para o mercado outras variedades transgênicas resistentes à broca, principal praga que ataca a cultura no Brasil e causa prejuízos estimados em R$ 5 bilhões anuais ao setor sucroenergético. Viler explica que adicionalmente, o Centro trabalha no desenvolvimento de variedades resistente ao Sphenophorus levis  – bicudo da cana-de-açúcar -, além de espécies tolerantes a herbicidas e com projetos de desenvolvimento de uma cana-de-açúcar tolerante à seca. “Esses produtos estão em diferentes estágios de pesquisa e passarão pelos processos aprovação, de acordo com a legislação vigente, tão logo cheguem nesta fase”, conclui.

Outra empresa focada no desenvolvimento da transgenia em cana de açúcar é a Embrapa Agroenergia. Atualmente quatro projetos merecem destaque e seguem a mesma linha do CTC. Iniciado em 2008, a Embrapa desenvolve a variedade tolerante a déficit hídrico, que já foi a campo em duas localidades para testes– em Quirinópolis (GO) e em Valparaiso (SP)-, com o objetivo de avaliar a performance agronômica e parâmetros fisiológicos em condições reais de campo. Em parceria com o CTC, o Centro Internacional Japonês para Pesquisas em Ciências Agrícolas (Jircas), a Embrapa Agroenergia avaliou o potencial com o gene de tolerância a seca na cana, que já foi testado em outras culturas de plantas, como soja, amendoim, trigo, arroz e outras.

Os resultados em situação real de campo mostrou que o material tem uma característica interessante, tanto para a tonelada de cana por hectare (TCH) quanto o açúcar (TPH). “Mesmo passando pela seca, essas materiais conseguiram manter o TCH e a o TPH, também houve manutenção da biomassa e do açúcar em ambos os locais”.

Próximas gerações de cana-de-açúcar transgênica

Após ter desenvolvido variedades de cana-de-açúcar transgênica resistentes à broca, cujo açúcar foi aprovado por organismos internacionais como o FDA, dos Estados Unidos, o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) mira agora duas novas gerações da planta, uma delas com o objetivo de resistir a uma praga que gera prejuízos estimados em R$ 4 bilhões por safra ao setor sucroenergético.

O CTC iniciou a segunda geração dessas canas, que terá de 8 a 10 variedades, não só resistentes à broca (mariposa que se alimenta dos canaviais), mas também tolerantes a herbicidas.

E já projeta a terceira geração, ainda em fase preliminar, que tem como objetivo combater o besouro Sphenophorus levis, conhecido como bicudo, que causa danos na cana em desenvolvimento e reduz a vida útil dos canaviais.

“O besouro gera R$ 4 bilhões de prejuízo por safra e, se perguntar a qualquer usina, ela dirá que tem mais medo dele que da broca. A broca é homeopática, enquanto o Sphenophorus é uma pancada gigantesca onde atinge. Ou seja, ao mesmo tempo desenvolvemos variedades para inserir genes cada vez mais resistentes a doenças, para que possamos inserir nas melhores variedades possíveis”, diz o presidente do CTC, Gustavo Leite.

 

Falhas

Apesar da liberação, houve discordâncias de três entidades representadas. Os três votos contrários são de um representante do Ministério do Meio Ambiente e de especialistas em meio ambiente e agricultura familiar, que analisam os estudos apresentados pelo CTC desde o final de dezembro de 2015, quando foi protocolado o pedido de liberação. Eles chegaram à conclusão de que, a exemplo de todos os demais organismos geneticamente modificados (OGMs) aprovados na comissão, as pesquisas com a cana são cheias de falhas. E estão muito longe de atender às próprias regras do órgão criado para auxiliar o governo federal nas questões de biossegurança dos transgênicos.

No caso da cana, há lacunas quanto aos potenciais efeitos sobre organismos que não são o alvo das toxinas da planta modificada, aos animais e humanos que consumirem a cana in natura, e o risco de essas novas espécies virem a prevalecer sobre as espécies silvestres a partir dos cruzamentos entre ambas. Como a maioria das cachaças e o popular caldo de cana são obtidos com essas variedades silvestres, num cenário assim essas bebidas também poderiam vir a ser contaminadas.

Professor do Departamento de Ecologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e integrante da CTNBio, Valério De Patta Pillar apresentou parecer em que pede diligência da comissão para correção das deficiências em experimentos de avaliação do risco ambiental e ausência de testes estatísticos, de avaliações dos efeitos do consumo da variedade de cana de açúcar por animais domésticos e por humanos.

 

Movimento pela cachaça orgânica

Vários produtores do Brasil todo foram consultados por este colunista, nos grupos de debates e nenhum afirmou que utiliza ou pretende utilizar essa variedade de cana transgênica.  Pelo contrário, observamos uma tendência forte no posicionamento da cachaça orgânica.

Na contramão da transgenia, há um movimento crescente, entre os produtores de cachaça, pela produção orgânica. O diferencial da cachaça orgânica está no modo de produção, sendo que a bebida orgânica dispensa toda e qualquer interferência química em sua produção. A cana-de-açúcar deve ser produzida organicamente e, em determinadas regiões, o adubo utilizado na plantação de cana também deve ter como origem o gado orgânico.

A cana-de-açúcar deve ser colhida sem a prática de queimadas e, durante a fermentação, o uso do ácido sintético é substituído por suco de limão orgânico. Essas ações fazem com que a organicidade da bebida final seja 100%, produzindo uma cachaça orgânica e sustentável, enquanto suas concorrentes, carregam em suas composições, grandes quantidades de insumos e compostos químicos, extremamente prejudiciais à saúde.

cachaça orgânica : alambique de cobre

Benefícios

Ao consumir a cachaça orgânica você estará apoiando um sistema de cultivo orgânico no qual a sustentabilidade está sempre em primeiro lugar. Além disso, o consumo orgânico é ideal para quem busca uma alimentação saudável e livre de produtos químicos, onde os alimentos são ricos em nutrientes naturais e não há risco de surgimento de doenças ou complicações em longo prazo.

A cachaça orgânica também é mais saborosa e mais intensa que as demais cachaças, agradando paladares mais refinados e sendo uma excelente escolha para o uso culinário doméstico e em restaurantes.

Felizmente, por hora, a transgenia ainda não frequenta as doses da nossa querida cachaça.

IBOPE e SPC-Brasil criam o “Índice da Cachaça”

 

Pesquisa  mostra que o brasileiro está consumindo mais cachaça para tentar esquecer a crise.

 

Quem diria que a economia teria fortes ligações com o consumo e venda da cachaça? Pois tem! Para esquecer da crise, o brasileiro está bebendo mais…cachaça, especificamente. Isso é o que aponta um estudo do PeopleScope, divulgado em  maio passado, pelo Ibope DTM, unidade do IBOPE Inteligência e do SPC Brasil. Nesse estudo encontrou-se uma correlação que foi batizada de “Índice da Cachaça”. Na correlação, quando a expectativa a respeito da economia cai, o consumo de cachaça dispara.

É isso mesmo! Quanto menor a expectativa do consumidor, medida mensalmente pelo IBOPE ( Índice Nacional de Expectativa do Consumidor  -INEC), mais garrafas de cachaça são vendidas em 3 redes varejistas monitoradas no Sudeste.

Só bebendo para esquecer

Em dezembro de 2015, quando o INEC acumulava queda de 11,8% em relação ao mesmo período de 2014 e estava 12,2% abaixo de sua média histórica, as vendas de garrafa de cachaça chegaram ao seu maior nível.

O PeopleScope dividiu a população brasileira em 13 macrosegmentos e 42 segmentos e encontrou o “efeito cachaça” em todos e independente de classe, mas em diferentes intensidades.

“As pessoas trocaram o lazer externo pelo interno”, diz Bernardo Canedo, presidente executivo do Ibope DTM. Ele diz que o efeito é maior com a cachaça mas também foi visto em outras bebidas.

De 7 categorias de produtos vendidos no mercado, a que engloba bebidas, frutas, legumes e verduras foi a única cujos gastos subiram em 2015 na comparação com o ano anterior.

Enquanto a quantidade de itens comprados caiu 4,6%, o valor médio gasto com alcoólicos subiu 1,1% e a ida ao mercado para comprá-los aumentou 4,4%.

“O aperto financeiro nos últimos anos no país obrigou o brasileiro a ajustar seus gastos, mas alguns itens quase sempre observam um aumento na média, ajustado pela inflação no período, a cachaça é um deles”, diz Roque Pellizzaro, presidente do SPC Brasil.

Lançada cachaça em homenagem aos 100 anos de Jackson do Pandeiro

Na esteira das homenagens aos 100 anos de Jackson do Pandeiro, a Cachaça Matuta presta a sua reverência ao Rei do Ritmo, dessa vez em forma de uma bela latinha de cachaça.

Mantendo a tradição, que vem desde 2017, de lançar latinhas temáticas na época do São João, a Matuta este ano traz Jackson no seu rótulo da Matutinha de 270 ml.

O trabalho artístico teve layout de Arthur Póvoas e desenho de Sócrates Gonçalves. A edição é limitada e foi lançada oficialmente nesta sexta-feira ( 7 ), pelo “Instagram”.  Confira a ação de lançamento aqui.

Segundo François Pietro, Analista de Logística e Negócios Internacionais da empresa, a Matuta inova todos os anos, tanto na busca da qualidade de seus produtos, como na apresentação. Foi nesse sentido que lançou, em 2016, a primeira cachaça de alambique em lata, a “Matutinha 270”, e no ano seguinte vieram as cachaças com latas temáticas: 2017, homenagem ao São João (eleita uma das latas mais bonitas do Brasil no Premio Alterosa da Lata Brasileira);  2018, Copa do Mundo e agora trouxeram o Mestre Jackson.

Uma outra novidade nessa versão 2019 é a possibilidade de se ter a experiência de realidade aumentada. A tecnologia permite que seja dado som e movimento ao desenho na tela do celular, após ser baixado o aplicativo da Matuta no “play store” e apontada a câmera para o “QR-Code” da lata. É a cachaça e a tecnologia caminhando de mãos dadas.

O engenho produz a cachaça  cristal (armazenada por um ano em inox) e a umburana (descansada na madeira). A Matuta em lata é envasada na versão inox, que não descansa em madeira. Ótima opção para colecionadores e, claro, para uma boa caipirinha, explorando o que há de melhor na cachaça de alambique: o poder sensorial da bebida!

 

Argentina reconhece a cachaça como produto genuinamente brasileiro

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Comitiva liderada por Bolsonaro é recebida pelo governo argentino na Casa Rosada – AR

 

A Argentina reconheceu a identidade geográfica da cachaça como produto genuinamente brasileiro, anunciou a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), nesta quinta-feira (6), em Buenos Aires, onde acompanha a visita do presidente Jair Bolsonaro ao governo argentino.

“O reconhecimento da cachaça brasileira era um pleito antigo. É pequeno, é simbólico, mas mostra a boa vontade, a parceria que Brasil e Argentina têm agora para vários temas de interesse comum”, disse a ministra, citando também questões como a aduana integrada e a integração dos certificados sanitários que estão sendo avaliadas por ambas as partes.

De acordo com Tereza, o reconhecimento da cachaça brasileiro era um dos 19 assuntos que estavam na pauta de negociações entre os dois países. Desses, acrescentou, o Brasil já cedeu em nove e a Argentina, em quatro.

“Eles nos prometeram que nos próximos três ou quatro meses resolvem os outros problemas, como a exportação de tripa, de farinhas e de comida de PET. Enfim, o Brasil começa agora uma nova era de integração com a Argentina”, disse a ministra, em transmissão ao vivo pelas redes sociais ao lado de Bolsonaro e dos ministros Paulo Guedes (Economia) e Bento Albuquerque (Minas e Energia).

Reunião Ampliada

Na Casa Rosada, sede do governo argentino, Tereza Cristina participou de reunião ampliada entre as equipes dos dois presidentes. A ministra também teve reunião com o secretário da Agroindústria da Argentina, Luis Etchevehere.

Ao deixar a Casa Rosada, o presidente Bolsonaro informou que vinhos e produtos lácteos também estão na mesa de negociação.

Brasil e Argentina se preparam para assinar em breve o acordo de comércio Mercosul- União Europeia. Conforme Paulo Guedes, isso deverá ocorrer em Bruxelas, daqui a cerca de quatro semanas.

Tereza Cristina deverá ir à Bélgica para participar das negociações que envolvem produtos agrícolas e industrializados, além de serviços.

Além de Tereza Cristina, de Paulo Guedes e de Bento Albuquerque, integram a comitiva os ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Fernando Azevedo e Silva (Defesa), Marcos Pontes (Ciência) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional).

A comitiva embarca de volta para o Brasil na manhã da sexta-feira (7).

 

*Do Mapa, com informações do Palácio do Planalto