Cachaça paraibana premiada nos EUA será lançada em JP

 

Por MAURÍCIO CARNEIRO

A Cachaça Arretada Mandacaru conquista medalha de prata em concurso realizado em São Francisco, na Califórnia (EUA), e torna-se a primeira cachaça paraibana premiada internacionalmente.

Esta semana tive a satisfação e a honra de receber das mãos do Murilo Coelho, proprietário do Engenho Nobre, a unidade 02 da edição limitada de 1500 garrafas da maravilhosa cachaça Arretada Mandacaru, um incrível blend de carvalho francês com carvalho americano, envelhecida por dois anos.
Essa cachaça é, simplesmente, uma das melhores do Brasil. Prova disso é que conquistou a primeira premiação internacional de uma cachaça paraibana. Ela recebeu medalha de prata num dos maiores concursos de destilados dos EUA, a World Spirits Competition 2019 (SFWSC), em São Francisco, na Califórnia.

San Francisco World Spirits Competition

Iniciada  em 2000, a SFWSC é uma das competições mais antigas do gênero e das mais respeitadas dos Estados Unidos e do mundo. Com quase duas décadas de experiência, combina paixão e profissionalismo. Um dos fatores que fizeram com que a SFWSC se tornasse um dos eventos do gênero mais respeitados é o seu seleto corpo de jurados, formado pelos melhores chefs e degustadores, escolhidos através de rígidos critérios de seleção. Cada um com sua história distinta e um paladar extremamente aguçado.

Todo o processo de julgamento é realizado às cegas, o que garante  a integridade e a imparcialidade do concurso. Isso  assegura que cada bebida seja avaliada de forma individualizada, justa e com igual consideração.

Nessa competição de 2019 foram inscritos mais de 5.000 destilados do munto inteiro e a cachaça Arretada Mandacaru, do Engenho Nobre, obteve medalha de prata, no quesito “cachaça”. Isso a habilita a ostentar a medalha de premiação em seu rótulo, atestando sua excelência química e sensorial.

A medalha de prata confirma a qualidade superior da produção paraibana e eleva o nível do nosso destilado. Segundo o produtor Murilo Coelho, “a Paraíba, há muitos anos, é reconhecida como um centro de excelência na produção de cachaças brancas. Se nós fazemos tão boas cachaças brancas, por que não produzimos as envelhecidas com igual qualidade, já que a branca é a base da envelhecida?”.

Esse observação confirma uma tendência na produção estadual, pois, dentre as premiações de cachaças conquistadas pela Paraíba no ano de 2019, todas foram de cachaças que passaram por madeira.

A Cachaça

A Arretada Mandacaru, tem produção limitada de 1.500 garrafas. É uma cachaça envelhecida nas madeiras carvalho francês e americano. Isso lhe confere traços aromáticos suaves, baixíssima acidez e um toque especial das melhores bebidas premium.

“Essas madeiras enriquecem a bebida com novos componentes, agregando complexidade sensorial e permitem que reações físicas e químicas, específicas, aconteçam. Os barris de carvalho não só agregam aromas e taninos à cachaça, mas também, por conta de sua porosidade, permitem que a bebida respire, desenvolva-se e amadureça”, atesta Murilo Coelho.

A cachaça agrega todas as qualidades das duas madeiras, percebe-se, no nariz, a presença de amêndoas, coco intenso, baunilha e especiarias. Na boca, um aveludado ímpar, apesar de toda a potência dos seus 43% de teor alcoólico. No retrogosto traz o adocicado do carvalho  americano. O complemento fica por conta das notas finais de chocolate e baunilha,  que persistem por um longo período.

Uma ótima harmonização para essa cachaça é o café expresso e o chocolate meio amargo, por ser um meio termo entre o doce e o amargo. Eu a harmonizei com sorvete de chocolate e foi uma experiência incrível.

O lançamento

Como é muito comum no negócio das bebidas, os produtores procuram atestar a qualidade de suas criações em concursos nacionais e internacionais, antes de colocarem suas bebidas no mercado. Assim, agregam toda a força do marketing da premiação no lançamento, alavancando suas vendas e intensificando o reconhecimento da excelência da bebida. Isso foi o que fez Murilo.

A cachaça já estava engarrafada e pronta para ser comercializada, mas faltava o principal: a medalha. Após esperar várias semanas pelos selos oficiais da premiação no concurso, finalmente o público paraibano poderá conhecer e se deliciar com essa verdadeira joia da indústria da cachaça da Paraíba.

O lançamento oficial será na próxima quinta feira, dia 21 de novembro, na Casa de Cultura Livre Olho Dágua (R. Dep. Barreto Sobrinho, 344, Tambiá, J. Pessoa), às 20h, com entrada franca.

Além do conteúdo eu chamo atenção para o belo rótulo que estampa a garrafa, uma verdadeira obra de arte. Criação exclusiva da designer Valéria Antunes . A arte retrata de forma esplêndida todo o colorido de nossa nordestinidade, mais um atrativo dessa cachaça, que nos cativa pelo ofato, paladar e visão.

Na ocasião haverá uma apresentação da cachaça pelo Murilo Coelho e uma degustação para os presentes. Aconselho que os leitores não percam essa oportunidade de ter contato com a excelência da produção cachaceira da Paraíba e do Brasil.

Vai começar o maior concurso de cachaças do planeta

O maior concurso de cachaças do planeta, o Ranking Cúpula da Cachaça, já tem data para começar. É no Dia Nacional da Cachaça, no próximo 13 de setembro.

A Cúpula da Cachaça é formada por 11 especialistas dedicados a iniciativas em prol do destilado nacional, focados em  temas importantes e relevantes para colaborar na luta pelo desenvolvimento de toda a cadeia produtiva da cachaça.

O Ranking (que é feito a cada dois anos), como sempre, começa com a Votação Popular, fase mais divertida do certame, já que mobiliza todo o mundo da cachaça, com as campanhas via redes sociais. Essa fase vai até 28 de novembro.

Esse ano, o concurso vem com novidades pontuais, mas repete a fórmula que deu certo nas três edições anteriores.

Mais uma vez, o certame de cachaças mais abrangente do país terá três fases. A primeira fase – que mobilizou mais de 43 mil votantes na última edição – é a do Voto Popular, na qual os devotos em geral poderão escolher, entre os 4 mil rótulos à disposição no mercado, a sua cachaça favorita. Os votos são feitos pelo site da Cúpula.

As mais votadas entre os apreciadores comporão a lista das 250 Cachaças Mais Queridas do Brasil.

A segunda fase é a Seleção dos Especialistas. Um painel, que esse ano será ampliado para até 50 especialistas, elegerá as cachaças que vão para a Degustação às Cegas. Os membros da Cúpula não farão parte do painel da segunda fase. Nas edições anteriores, apenas cúpulos que poderiam ter conflitos de interesse se abstinham de votar. Dessa vez, a seleção ficará completamente a cargo dos convidados, cujos nomes serão divulgados em novembro.

Serão os especialistas que definirão as cachaças a serem ranqueadas. Só aí entram os cúpulos.

Esses profissionais farão seções de degustação às cegas com os 50 rótulos durante três dias na Cachaçaria Macaúva, em Analândia (SP), em março de 2020 e darão notas às cachaças, seguindo critérios que levam em conta visual, aroma, sabor e personalidade de cada bebida.

O Ranqueamento

Foto: Mateus Verzola

Nesta edição, pela primeira vez as cachaças serão divididas em três categorias no Ranking:

a) cachaças que não passam por madeira;

b) cachaças armazenadas e envelhecidas

c) cachaças premium e extra-premium.

Lembrando que segundo a IN13, que regula os parâmetros da cachaça, envelhecidas são aquelas que “contêm, no mínimo, 50% (cinqüenta por cento) de Cachaça ou Aguardente de Cana envelhecidas em recipiente de madeira apropriado, com capacidade máxima de 700 (setecentos) litros, por um período não inferior a 1 (um) ano”.

Cachaças premium são as que contêm 100% de cachaça envelhecida em madeira por mais de um ano. E extra-premium as que contêm 100% de cachaça envelhecida em madeira por mais de três anos.

A Cachaça do ano

A cachaça mais bem avaliada das três categorias será considerada a Cachaça do Ano. Esse posto, no III Ranking, foi ocupado pela Cachaça Vale Verde 12 Anos.

Como sempre, as notas conferidas pelos jurados nos vários quesitos passará por tratamento estatístico e o resultado será divulgado pela imprensa.

Atendendo a um pedido de muitos produtores, a Cúpula anunciou que vai criar um selo específico para o Ranking, que poderá ser usado pelas cachaças finalistas.

O desempenho da Paraíba

Esse é o quarto ranking da Cúpula da Cachaça e, historicamente, a Paraíba sempre foi muito bem representada pelas cachaças brancas. Em 2018 as cachaças paraibanas obtiveram, dentre todas as concorrentes da categoria Cachaça Branca, o 5° lugar com a Volúpia, 8° lugar com a Serra Limpa e a cachaça Nobre ficou em 14° lugar. A Paraíba ficou empatada com o Rio de Janeiro e São Paulo, como o estado estado melhor ranqueado nessa categoria.

A Paraíba passa a se destacar, também, com as cachaças envelhecidas.

A se conformar uma tendência observada nos últimos dois anos, existe uma expectativa de que algumas cachaças envelhecidas, do nosso estado, também passem a figurar no ranking das que passam por madeira, como as premium e  extra-premium. Isso por que nos últimos concursos nacionais e internacionais, o destaque da Paraíba tem sido maior justamente nas cachaças envelhecidas. Podemos citar, só nesse ano, os concursos de São Francisco, nos EUA, onde a cachaça Nobre Umburana recebeu medalha de prata; a Expocachaça 2019 obtivemos medalha de ouro com a Matuta Umburana, medalha de prata para a Ipueira Carvalho Francês. E no Concurso Nacional de Vinhos e Destilados do Brasil (julho), a Paraíba foi o estado do Nordeste com mais premiações, ficando, na classificação nacional, em quinto lugar no número de medalhas, atrás de São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Os produtores premiados foram: Prata para a Gregório Premium  (Alagoa Grande). Ouro para Baraúna Carvalho (Alhandra) e Cobiçada Umburana  (Serraria) e Duplo Ouro ou Grande Ouro para a Pai Vovô, de São Domingos.

Por isso, é de esperar que mais premiações venham, agora tanto nas cachaças brancas como nas envelhecidas.

 

Leia mais sobre as regras aqui: https://bit.ly/2KJaOjr

Recorde as cachaças premiadas no III Ranking Cúpula da Cachaça clicando aqui.

Superior Taste Award: Cachaça paraibana ganha certificação de qualidade na Europa

A paraibana Pai Vovô, ainda a ser lançada no mercado, recebe mais uma premiação, dessa vez, internacional. 

Oito cachaças foram certificadas pelo ‘Superior Taste Award 2019’, ocorrido em Bruxelas.  A premiação é responsabilidade do The International Taste Institute (anteriormente iTQi), empresa que, desde 2005, realiza anualmente, com a ajuda de experts europeus, a avaliação e certificação do sabor de produtos de consumo.

No International Taste, as avaliações de sabor são feitas por especialistas independentes . Os produtos são testados por grandes painéis entre os mais de 200 Chefs e Sommeliers das mais prestigiadas associações culinárias europeias. Os membros do júri são selecionados por sua experiência comprovada em degustação e em fornecer feedback construtivo. Seus especialistas são reconhecidos em competições Chef & Sommelier ou por instituições renomadas como Le Guide Michelin ou Gault & Millau.

Painel de degustação

O Instituto Brasileiro da Cachaça – IBRAC apoiou o evento no Brasil, ajudando a mobilizar a cadeia produtiva da Cachaça para a participação. “Trata-se de um resultado muito relevante para o fortalecimento da Cachaça no mercado internacional, e consequência da qualidade, diferenciação e versatilidade de nosso produto”, acredita Carlos Lima, diretor executivo do IBRAC.

De acordo com o International Taste Institute, cerca de 15 mil produtos já foram avaliados pela instituição. Neste ano, 1.885 itens do setor de alimentos e bebidas foram certificados e premiados.

Degustação em Bruxelas

Os produtos foram analisados ​​e pontuados de acordo com uma metodologia de teste às cegas. Agora, poderão usar o selo do International Taste Institute por três anos em suas embalagens.

A cachaça Pai Vovô, de São Domingos, no Sertão Paraibano, foi uma das oito premiadas. Está em processo de lançamento e se posiciona como orgânica. Foi premiada recentemente no Concurso de Vinhos e Destilados do Brasil 2019. Tem no seu time o renomado consultor Leandro Marelli, instalações de altíssimo nível e excelente capacidade logística.

O Blog recebeu algumas amostras para degustação e a impressão foi a melhor possível. Trata-se de um produto diferenciado, que justifica plenamente todo o investimento feito. Vamos aguardar seu lançamento para podermos emitir nossa avaliação sensorial. Certamente, fará barulho no mercado e elevará ainda mais o nome e a qualidade da cachaça paraibana.

As cachaças premiadas com o Superior Taste Award 2019 foram:

Cachaça 51

51 Carvalho Americano

Reserva 51 Única

Reserva 51 Rara

Cachaça Tellura Prata

Cachaça Tellula Carvalho

Cachaça Pai Vovô Ouro

Cachaça Da Quinta Prata

 

Post feito com adição de informações do site devotosdacachaça.com.br

Acordo  UE–Mercosul  deverá abrir as portas da Europa à cachaça brasileira

Acordo foi firmado ontem (28) e deverá facilitar a entrada da cachaça em território europeu

O acordo bilateral assinado entre a União Europeia e o Mercosul traz em seu bojo a abertura dos países europeus que compõem o bloco para a cachaça brasileira. O resumo do acordo, emitido ontem pela governo brasileiro, destaca:

Em propriedade intelectual, destacam-se os compromissos logrados em indicações geográficas que beneficiam produtores e consumidores da UE e do MERCOSUL. As indicações geográficas de produtos agrícolas brasileiros, como as de cachaça, vinho e café, serão reconhecidas e protegidas no território europeu

Será que, finalmente, a cachaça ganhará o mundo?

Um grande mercado aberto à cachaça

Pelo tratado, as tarifas impostas à exportação de bebidas alcoólicas  dos países do Mercosul serão reduzidas, através de um regime de quotas. Isso beneficiará diretamente, por exemplo, os vinhos argentinos e a nossa cachaça. A avaliação do Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC) é de que o reconhecimento e proteção da Indicação Geográfica da Cachaça pelo bloco europeu, que é um dos maiores mercados de exportação do destilado brasileiro, resultará no aumento das vendas externas para a Europa.

Em comunicado oficial, o diretor executivo da IBRAC, Carlos Lima, aponta que a exportação da cachaça para a União Européia fica bem abaixo do potencial, se considerado o montante que o bloco importa de outras bebidas que também são provenientes da cana, a exemplo do rum. Em 2018 a UE importou US$ 1,22 bilhão em bebidas produzidas a partir da cana-de-açúcar. No mesmo ano a exportação de cachaça para o bloco foi de apenas US$ 7,84 milhões.

Outro ponto importante a ser destacado, segundo Carlos Lima, foi a posição do governo brasileiro em relação ao tema da proteção de Indicações Geográficas. Isso  permitirá um avanço nas negociações para que outros países também reconheçam a bebida como tipicamente brasileira. A cachaça é a primeira Indicação Geográfica do Brasil, protegida através do Decreto 4.062/2001. Até o momento, os países que reconhecem a cachaça e a  protegem são: Estados Unidos, México, Colômbia e, mais recentemente,  Argentina.

Ainda, segundo Lima, o acordo vai assegurar que apenas os produtores brasileiros possam fazer uso da denominação Cachaça na União Europeia, o maior mercado consumidor de destilados do mundo.

É importante frisar que o acordo, como um todo, ainda passará pelo crivo do Congresso brasileiro.

O outro lado

Em entrevista ao portal UOL, o ex  Ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, avalia que o acordo veio em momento ruim, pois os  dois principais negociadores do grupo – Brasil e Argentina – estão fragilizados política e economicamente. Ele atribui a isso a pressa europeia em fechar o pacto. Ainda, segundo Amorim, é muito provável que alguns itens tragam flagrante desvantagem ao Brasil. O documento final ainda não foi divulgado, há que esperar para ter acesso ao texto formatado pelas partes, para embasarmos melhor nossas opiniões.

Pelo princípio da bilateralidade no acordo, todos os incentivos e benesses para as exportações brasileiras também  terão que ser concedidas às exportações do Bloco Europeu para o Brasil. Assim, para o caso das bebidas alcoólicas, teremos  um mercado com  grandes marcas internacionais entrando no Brasil (vinhos, destilados, cervejas, etc). Como as tarifas serão zeradas ou reduzidas, haverá uma briga forte pelo consumidor brasileiro, o que levará a uma concorrência direta com a cachaça e demais bebidas alcoólicas fabricadas aqui.

Outro ponto a ser salientado é a possível necessidade de maior esforço de adequação dos produtores a eventuais exigências químico-sanitárias dos países europeus, que pode ser imposta à cachaça. Isso levaria a alterações nas especificações do MAPA para a bebida. Cito como exemplo o controle maior do carbanato de etila e dos metais pesados, cujos índices já foram questionados por importadores alemães.

 

Mercado informal

Consultado por este blog, o analista técnico em comércio exterior Marcus Baronni pontuou que é muito provável que uma das contrapartidas que os destiladores europeus deverão impor ao Mercosul será uma maior fiscalização e controle sobre o mercado informal, particularmente das cachaças no Brasil. A informalidade no Brasil hoje gira em torno de 40% e seu combate sempre foi uma luta histórica e inglória dos produtores brasileiros.

Segundo Baronni, os europeus conhecem o mercado brasileiro de destilados e, logicamente, querem aumentar sua base de potenciais consumidores. A extinção da informalidade, ou seu maior controle, beneficiaria diretamente toda a cadeia produtiva da cachaça e, indiretamente, abriria maior mercado aos produtos importados.

 

Só nos resta esperar para ver e entender sobre mais esse capítulo da história de nossa amada CACHAÇA.

Coluna Confraria do Copo: Premiações da Paraíba na Expocachaça 2019

Na coluna de hoje a gente falou sobre a participação e premiação das cachaças paraibanas na Expocachaça

 

Como eu falei algumas colunas atrás, aconteceu neste final de semana, do dia 06 à 09 de junho, o maior evento de cachaça em nível nacional, foi a 29° EXPOCACHAÇA,  em Belo Horizonte MG. Além da exposição e degustação dos produtos, houve também um concurso com as cachaças participantes, foram mais de 200.

A Paraíba foi representada pela APCA  (Associação dos Produtores de Cachaça de Areia), e teve as suas cachaças submetidas à avaliação dos jurados.

 

Como funciona

A organização do evento passa em cada stand coletando uma amostra de cada marca interessada em participar .

As cachaças são avaliadas por  22 jurados e eles fazem a degustação às cegas dessas cachaças, ou seja, eles não sabem qual a marca estão degustando e assim atribuem uma nota para cada uma. São 9 categorias (branca pura, descansada, carvalho francês, carvalho americano, madeiras brasileiras, blends de madeiras, outros destilados produzidos no Brasil, etc.)  Para cada categoria é dada a premiação de ouro, prata ou bronze.

Para a premiação ouro é necessário obter mais de 90 pontos, Prata de 80 a 89 e Bronze de 70 a 79.

Matuta é ouro

Imagem relacionada

A Cachaçaria Matuta trouxe ouro este ano

No ano Passado a cachaça Matuta Cristal ganhou medalha de prata, na categoria Branca Pura e este ano, voltou a vencer, dessa vez com medalha de Ouro, só que na categoria Madeiras Brasileiras –foram 5 cachaças que obtiveram pontuação para Ouro. Mas….. essa cachaça ainda não está no mercado.

Fizeram uma produção limitada com a embalagem e rótulo para o concurso, mas só será lançada oficialmente na segunda quinzena de junho deste ano, na Cidade de  Areia. Essa é uma prática comum entre os produtores: testar sua cachaça nos concursos e depois fazer o lançamento, reforçando a qualidade e a premiação, então, é uma cachaça que já vai nascer premiada e eu não estou autorizado a dar maiores detalhes. Por uma questão mercadológica e de marketing a empresa me pediu que eu não fizesse nenhuma divulgação além do que eu estou falando aqui. De qualquer modo, os “matuteiros” de plantão têm muito o que comemorar, e todos os paraibanos também.

Ipueira Carvalho: medalha de prata com brilho de ouro

Ipueira: A melhor em sua categoria

Seguindo com os premiados, na categoria Carvalho Francês, a Cachaça Ipueira também de Areia, ganhou a medalha de Prata –foram 9 cachaças que obtiveram pontuação para a prata e a Ipueira foi a melhor colocada dentre todas as concorrentes. Não houve premiação com medalha de ouro para essa categoria.

Esta é a primeira edição da Cachaça Ipueira em carvalho francês, é uma edição limitada, armazenada por 5 anos. Ela vem numa bela garrafa quadrada e com um rótulo também muito bonito. Uma ótima opção para presente e claro, pra se deliciar. Pena que a gente só encontra no comércio de Areia ou na lojinha do engenho Ipueira.

Um excelente produto que demonstra e bem representa o refinamento da produção cachaceira da Paraíba.

Areia Representa a Paraíba na Expocachaça 2019

Produtores de cachaça da Cidade de Areia participam, pelo segundo ano consecutivo, da Expocachaça, em Belo Horizonte, MG.

 

De Areia para o Brasil

De 06 a 09 de junho de 2019, acontecerá em Belo Horizonte, Minas Gerais, a 29ª Expochaça , no Expominas, a mais conceituada vitrine mundial da cadeia produtiva da cachaça.

 

Todas as grandes marcas estarão presentes, incluindo as da Paraíba.

Como não poderia deixar de ser, a Paraíba estará presente ao evento. A Associação dos Produtores de Cachaça de Areia (APCA), com o apoio do Prefeitura da Cidade e do SEBRAE, fará,  pelo segundo ano consecutivo, a exposição e degustação das cachaças feitas nessa tradicional e histórica região produtora do nosso estado.

A associação é composta por 10 marcas associadas, sendo elas: Aroma da Serra, Cristal de Areia, Elite, Ipueira, Matuta, Princesa do Brejo, Serra de Areia, Triunfo, Turmalina da Serra e Vitória.  A finalidade da APCA é a obtenção do reconhecimento da Indicação Geográfica (IG) para a cachaça produzida na cidade de Areia. Além disso buscam o aprimoramento do processo produtivo e busca de novos mercados.  Sendo assim, a participação nesse evento é importante para mostrar e consolidar o conceito de que a cidade de Areia tem um produto diferenciado devido à sua localização, seu clima e sua cultura.

 

Apoio indispensável

Com a finalidade de dar subsídios ao setor da cadeira produtiva da cachaça no Estado, o Sebrae está apoiando a APCA com 50% do valor do estande e 50 % de passagens aéreas.  A prefeitura de Areia também contribuiu franqueando a ornamentação do estande. Outra ação da prefeitura é enviar,  junto com os produtores, o seu secretário de Turismo. A finalidade é buscar “know-how” e iniciar um projeto que visa trazer para Areia um evento nos mesmos moldes dessa exposição. Foi agendada uma reunião entre APCA, o secretário municipal de turismo de Areia e o diretor da Expocachaça para estudarem uma forma de parceria.

 

Na Edição 2018 a cachaça Matura trouxe prata para a Paraíba

 

Qualidade premiada

Além das exposições e espaços de prova e venda de produtos, a Expocachaça  tem um concurso de degustação às cegas onde as cachaças com maior pontuação são premiadas. Na edição de 2018 participaram da exposição cerca de 650 cachaças de 20 estados do Brasil.  A Cachaça Matuta (fabricada em Areia)  conquistou uma medalha de prata na degustação de cachaças brancas.

Nas degustações de cachaças os jurados dão notas de acordo com critérios como sabor, aroma e tempo de armazenagem nos barris. Do Nordeste, só a Cachaça Matuta e a cachaça Sanhaçú Freijó, de Pernambuco, conseguiram medalhas. Para este ano, no entanto, a expectativa entre os expositores é que consigam superar os resultados do ano passado, tanto nos negócios fechados durante a feira como nas premiações.

 

O ponto alto da exposição é a avaliação das cachaças

 

Constância de propósito

A APCA busca, constantemente, elevar e divulgar a qualidade das cachaças da região, em particular, e da Paraíba, como um todo. O objetivo para esse evento é utilizar a força e o pioneirismo da feira e a sua posição de maior e mais conceituada exposição de cachaça do mundo, visando fomentar negócios, promover e divulgar as marcas paraibanas. Como meta geral eles buscam promover, ainda, ações estratégicas de modo a ter influência nos ambientes politico, institucional da mídia e do mercado, gerando impactos significativos nas tomadas de decisões em prol da promoção, divulgação e desenvolvimento do setor no Estado e no Brasil.

ENTÃO, BOM EVENTO E TODA  SORTE DO MUNDO PARA AS CACHAÇAS DE AREIA E DA PARAÍBA

Cachaças da Paraíba em Busca de Maior Reconhecimento Nacional

O Concurso Vinhos e Destilados do Brasil, antigo Concurso Mundial de Bruxelas – Brasil, terá sua 17ª edição entre 15 e 18 de julho, em São Paulo.

Em um movimento inédito entre os produtores paraibanos, seis casas produtoras se uniram para enviar, em conjunto, um total de 13 marcas para participar do concurso esse ano.

O Concurso, promovido pela revista Vinho Magazine, premia cachaças em duas categorias: sem amadurecimento em madeira e com amadurecimento em madeira. As premiações serão Duplo Ouro, Ouro e Prata, de acordo com a pontuação alcançada por cada bebida.

Para concorrer, os destilados, assim como os vinhos, precisam ser produzidos no Brasil e ter registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O corpo de jurados é formado por especialistas, apreciadores e compradores de grandes redes varejistas, Entre os nomes já confirmados pelo Concurso Vinhos e Destilados do Brasil, estão Carlos Cabral, do Grupo Pão de Açúcar, e o sommelier Dionísio Chaves.

A Paraíba estará fortemente representada por esse grupo de seis engenhos: Baraúna (com duas marcas), Cobiçada (com duas marcas), Gregório (com duas marcas), Nobre (com três marcas), Turmalina da Serra (com 2 marcas) e Triunfo (com 2 marcas), totalizando 13 marcas.

Independentemente de qualquer associação formal, esse grupo, também integrado pelos engenhos fabricantes das cachaças Sedutora e Marimbondo (que optaram por não enviar seus produtos esse ano), fechou um acordo entre si com os objetivos de: divulgar e abrir novos mercados para os destilados do grupo, sem desmerecer  nenhuma  marca e sim enaltecer as qualidades da cachaça paraibana; qualificar e buscar novos consumidores para as cachaças da Paraíba, em particular entre os apreciadores de cervejas, vinhos e outros destilados; participar de concursos nacionais e internacionais para dar mais visibilidade à cachaça produzida na Paraíba, dentre outros.

Pelo que conhecemos da qualidade e seriedade desses produtores, em breve estaremos aqui divulgando qual metal precioso cada cachaça conseguiu trazer para o nosso estado.

A Paraíba na EXPOCACHAÇA 2019

 

A EXPOCACHAÇA 2019

De 06 a 09 de junho de 2019, acontecerá em Belo Horizonte, Minas Gerais, a 29ª Expochaça e a 13ª Brasilbier, no Expominas, a maior e mais importante e conceituada vitrine mundial da cadeia produtiva e de valor da cachaça. O evento  nasceu em Minas Gerais em 1998, ha 21 anos, e ganhou a liderança no Brasil e visibilidade mundial.

A Feira será realizada em conjunto com a 13ª Brasilbier unindo as duas cadeias produtivas de bebidas artesanais  a cachaça e as cervejas artesanais.

A Expocachaça foi a principal responsável pela visibilidade atingida e pelo status de destilado nobre retirando a cachaça do gueto a que esteve relegada por muitos anos, dando promoção e divulgação à bebida nos mercados interno e externo.

Como não poderia deixar de ser, a Paraíba estará presente ao evento. A Associação dos Produtores de Cachaça de Areia, com o apoio do Prefeitura de Areia e do SEBRAE, fará, pelo segundo ano consecutivo, a exposição e degustação das cachaças produzidas nessa tradicional região produtora de cachaças da Paraíba.

O objetivo específico dos expositores paraibanos é utilizar a força e o pioneirismo do evento e a sua posição de maior e mais conceituada Feira e vitrine da cadeia produtiva da cachaça do mundo, para fomentar negócios, promover e divulgar as marcas paraibanas. Como meta geral eles buscam promover ações estratégicas de modo a ter influência nos ambientes politico, institucional da mídia e do mercado, gerando impactos significativos nas tomadas de decisões em prol da promoção, divulgação e desenvolvimento do setor.