Projeto pode legalizar produtores informais de cachaça da Paraíba

 

O Projeto de Lei 6348/19 estabelece critérios para produção, fiscalização, controle e comercialização da cachaça artesanal. O texto define como cachaça artesanal a aguardente elaborada dentro das características e singularidades culturais, históricas e de cunho social, específicas à sua produção, desenvolvida em propriedades rurais familiares.

 

Cachaça artesanal

A iniciativa, de autoria do deputado Vilson da Fetaemg (PSB-MG) surgiu a partir de uma fiscalização do Instituto Mineiro de Agricultura. Essa fiscalização lacrou 12 alambiques no distrito de Abreus, no município de Alto do Rio Doce (MG).  A partir de então os produtores locais reivindicaram a criação de uma nova categoria legal no âmbito da legislação que regula a produção de cachaça: a “cachaça artesanal”.

Segundo esses produtores informais, seria impossível para eles se enquadrar nas exigências da legislação atual. Sob essa legislação trabalham os 1,4 mil produtores de todos os portes registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

A proposta, estabelece que a cachaça artesanal deva ser elaborada com, no mínimo, 75% da cana-de-açúcar produzida na propriedade rural familiar de origem e na quantidade máxima de 25.000 litros anuais.

Formalização dos pequenos produtores paraibanos

Pelas características dos produtores artesanais paraibanos, esse projeto pode ser muito benéfico. Praticamente todos os pequenos produtores não registrados podem se  enquadrar nos requisitos definidos no Projeto Lei e sair da informalidade. Hoje, a cachaça informal dos pequenos alambiques clandestinos inundam o mercado de cachaça ilegal.

Os números da cachaça produzida sem o registro ou o controle do Ministério da Agricultura são imprecisos, mas, segundo estudos, eles variam entre 25% e 40% de tudo o que é produzido de forma legal. Assim sendo, para cada 100 litros de cachaça comercializados legalmente, outros 25 a 40  são vendidos no mercado ilegal, em feiras livres, vendas e pequenos comércios Brasil a fora. Na Paraíba isso não é diferente, basta ir à Feira Central de Campina Grande ou nos mercados de João Pessoa que isso pode ser constatado quase que imediatamente.

Cachaça clandestina vendida nas feiras livres

Pelo projeto, a comercialização da cachaça artesanal será realizada diretamente ao consumidor final do produto, na sede das propriedades rurais familiares, mercados locais e regionais ou em estabelecimentos mantidos por associações de produtores. No produto, deve constar necessariamente informações como origem, número da inscrição no programa nacional de agricultura familiar, características básicas, entre outros.

O texto prevê que o controle de qualidade seja realizado na propriedade rural familiar, mediante responsabilidade técnica de profissional legalmente habilitado.

Papel do Ministério da Agricultura

A proposição determina que cabe ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento a autorização e registro da propriedade rural familiar para produção da cachaça artesanal; a realização anual da análise química básica de amostras da cachaça artesanal, e a fiscalização e controle na elaboração, envase e comercialização da cachaça artesanal.

O autor do projeto afirma que o objetivo é formatar uma lei que abarque a importância da cachaça artesanal em todos os seus aspectos e dimensões.

“A cachaça está associada à brasilidade, ao povo brasileiro, à nossa cultura. Podemos afirmar que ela é um produto genuinamente brasileiro e esse reconhecimento é verificado no transcurso da nossa história”, diz o parlamentar.

Tramitação

O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços; de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

 

 

Veja a íntegra do projeto aqui.

Cachaças paraibanas participam de grande festival gastronômico

Por Maurício Carneiro

Foto: Divulgação

 

O Festival Terroá vai destacar o trabalho de chefs renomados, nos dias 25 e 26 de janeiro, na Praia do Jacaré, em Cabedelo, Grande João Pessoa.

A cachaça é um destilado flexível que proporciona uma infinidade de opções para se sentir o seu sabor. A bebida, que pode ser descansada em mais de 30 tipos de madeiras, oferece liberdade para descobertas e combinações surpreendentes.

Quando envelhecida a cachaça traz o aroma e sabor amadeirado e fica perfeito para os doces caseiros como as compotas, trufas de chocolate ou cremes mais densos. Já a cachaça prata, ou branca, é perfeita para ser degustada com pratos leves e pouco temperados, como os frutos do mar, caldos e frutas em geral.

Por esse motivo a cachaça vem conquistando espaço, cada dia mais, nos corações e paladares de consumidores em geral e dos chefs de cozinha, em particular. Participando de festivais gastronômicos, feiras, simpósios e diversas outras iniciativas que buscam levar a experiência do consumo da cachaça a um novo e exclusivo patamar.

O Festival

Uma grande oportunidade para o público fazer algumas experimentações com a cachaça e diversos tipos de comidas diferentes é o Festival Gastronômico Terroá.

“Terroir é uma palavra francesa, sem tradução, que identifica um conjunto de características de um determinado território, que faz com que tudo que for produzido ali tenha características únicas. É o ponto de partida da identidade gastronômica de um lugar”, explica Marina Sá, idealizadora do Projeto Terroá. “As pessoas querem se nutrir de corpo e alma. Entender de onde o alimento está vindo, entender a cultura por trás de cada ideia apresentada pelos chefs. As pessoas gostam de estar na rua, comer e se divertir. E cada vez mais buscam experiências diferentes e explorar novos espaços. É isso que acreditamos”, complementa Marina Sá.

 

 Cachaça Presente

Faz falta

Como não poderia deixar de ser, as cachaças paraibanas estarão presentes no Festival. As Cachaças Baraúna e Matuta ocuparão os stands destinados ao nosso destilado nacional. “Estamos muito animados, pois será uma grande oportunidade de mostrarmos ao público as possibilidades de harmonização da cachaça com diversos pratos e comidas diferentes, indo além do que normalmente se pensa e se usa quando o assunto é a junção de cachaça com comida”, afirma Alexandre Rodrigues, Diretor Industrial da Cachaça Baraúna.

Os organizadores esperam que mais de três mil pessoas participem do Festival. O evento gastronômico traz sabores do mundo para nossa região e destaca o que temos de único e característico. Estão confirmadas mais de 30 marcas nesse evento contemporâneo, moderno e que coloca a Paraíba no cenário nacional de grandes projetos gastronômicos. Os melhores chefs da Paraíba e do Nordeste vão trazer técnicas e sabores criados especialmente para o Terroá.

A tudo isso somasse a excelente cachaça produzida por essas bandas e o resultado será uma completa e agradável surpresa.

Inovação: na Paraíba, engenho de cachaça utiliza técnicas de bioconstrução

Murilo Coelho explicando o processo de fechamento de uma das cúpulas do seu engenho

Por Maurício Carneiro

A Bioconstrução engloba técnicas da arquitetura próprias da região. Suas características são o uso de materiais do próprio local como a terra e pedras, impactando minimamente o meio-ambiente e gerando conforto térmico e qualidade de vida.

 

A construção se destaca na paisagem dominada pelo rio Paraíba e por canaviais. É composta por estruturas diferentes, arredondadas, com teto em forma de cúpula e uma arquitetura que lembra os iglus dos esquimós. A curiosidade de quem passa é instantânea e dá espaço para diálogos do tipo:

– Rapaz, que danado é aquilo ali?

– Me falaram que é um engenho de cachaça.

– Oxente! Engenho de cachaça?

– Pois é, e parece que as paredes são de terra e areia.

– Danou-se, agora deu a mulesta! O dono num tá vendo que quando chover vai ficar só a lama?

– É, meu amigo, esse povo inventa cada coisa!

 

Apesar da descrença de alguns, Murilo Coelho, proprietário do Engenho Nobre, “inventou” de produzir sua cachaça sob uma estrutura de terra e areia. Seu objetivo era construir um empreendimento sustentável, ecologicamente correto e original, mas adequado à produção e divulgação da cachaça.

 

Nasce a ideia

Por questões comerciais e mercadológicas o Engenho Nobre teve que se transferir, em 2019, de sua antiga sede, no município de Sobrado – PB, para uma nova área recém-adquirida, na zona rural da cidade de Cruz do Espírito Santo, Região Metropolitana de João Pessoa-PB.

Segundo Murilo (que é engenheiro civil de formação), já existia a preocupação com os aspectos ambientais e de responsabilidade social para a construção; o que faltava era definir qual técnica construtiva seria utilizada. Após algumas pesquisas e consultas com técnicos em bioconstrução, ele definiu que sua obra seria erguida utilizando-se o processo chamado “hiperadobe”. Seria um diferencial para a marca e atenderia muito bem a todas as necessidades exigidas para a produção da cachaça.

Bioconstrução

O conceito de bioconstrução engloba diversas técnicas da arquitetura regional dos países, tendo como característica a preferência por materiais do local, como a terra e pedras, diminuindo gastos com fabricação e transporte, construindo habitações com custo reduzido e que ofereçam excelente conforto térmico. A construção com terra ensacada é um dos tipos de bioconstrução.

Quem popularizou a construção com terra ensacada foi o arquiteto iraniano Nader Khalili. Em 1984 a NASA provocou arquitetos e engenheiros para que apresentassem propostas de projetos habitacionais para futuros assentamentos humanos na Lua e em Marte. Khalili sugeriu criar cúpulas, utilizando o solo da própria Lua para encher tubos de sacos de plástico e assim formar as habitações.

Sua técnica foi denominada de “superadobe”. Em 1995 o superadobe foi utilizado para criar 15 refúgios em forma de cúpula no Irã, como parte do Programa das Nações Unidas para os refugiados da Guerra do Golfo.

Nessa técnica utilizam-se sacos de ráfia (sacos brancos de polipropileno, muito usados para embalar farinha de trigo). A estabilidade das paredes é assegurada com a aplicação de arame farpado entre as camadas. Hoje o superadobe é largamente utilizado na África e na Ásia.

Hiperabobe

No início dos anos 2000, uma evolução da técnica do superadobe foi desenvolvida pelo engenheiro brasileiro Fernando Pacheco, chamada “hiperadobe”.  A principal diferença é o uso do saco raschel em substituição ao de polipropileno.

Hiperadobe é uma técnica de bioconstrução, onde sacos são preenchidos com terra e, por meio de compactação manual, as camadas se estabilizam umas sobre as outras, formando uma estrutura estável, pesada e muito segura.

Detalhe da construção com os sacos raschel preenchidos

Os sacos raschel (você já deve ter visto vários deles, pois são os mesmos sacos que embalam laranjas, cebolas, batatas, etc) tem uma malha mais aberta do que os sacos de ráfia. Essa particularidade dispensa a necessidade de arame farpado entre as camadas, pois a terra atravessa o saco, criando uma união entre uma camada e outra (o que não ocorre com os sacos de ráfia). Isso também ajuda na aplicação e na adesão do reboco do acabamento. Foi justamente essa a técnica eleita para ser empregada na construção do novo Engenho Nobre.

Benefícios

A forma de construção com terra ensacada gera vários benefícios, tanto para uso comercial como residencial.

Como as paredes de terra “respiram”, elas podem absorver e reter os vapores de água dentro de sua estrutura quando os níveis de umidade do ambiente estão altos, liberando-os de volta quando os níveis de umidade caem. Sendo assim, mantêm a umidade relativa do ar entre 40% e 70%, que é o nível mais saudável para o ser humano, além de proporcionar  excelente conforto térmico.

As paredes das construções de hiperadobe são muito grossas. A espessura final, junto com o reboco, ficou em torno dos 45 cm, o que proporciona uma inércia térmica muito grande e permite manter a constância da temperatura interna. Em algumas situações, a diferença entre a temperatura interna e externa pode chegar aos 12°C.

Influencia na cachaça

No processo de envelhecimento, naturalmente, a cachaça já evapora. O ambiente do local em que o barril está armazenado pode acelerar ou retardar esse processo, influenciando no resultado final. Assim, o controle desses dois fatores (temperatura e umidade relativa do ar) são extremamente importantes na maturação da cachaça: caso o barril esteja em condições climáticas de baixa umidade ou alta temperatura a água irá evaporar, e em alta umidade o álcool evapora.

Paredes de 45cm garantem controle da umidade e  temperatura

Os tonéis de madeira, quando armazenados em salas como as de hiperadobe, não sofrem tanto com as variações externas do clima, o que melhora seu desempenho no envelhecimento das cachaças e diminui a perda do líquido para o ambiente, através de evaporação (cota dos anjos). Outro ponto importante com o controle da umidade é o aumento no tempo de vida útil das madeiras dos barris.

 

Economia e sustentabilidade

O hiperadobe não necessita de vigas, colunas ou amarrações em ferro, isso barateia em muito o custo do material da obra e a torna mais sustentável ambientalmente. A terra do Projeto Nobre foi obtida do próprio local. Os sacos tubulares de rechel, utilizados na confecção das paredes, foram adquiridos por empresa especializada e custaram aproximadamente R$ 1,00 por metro linear. A mistura dos componentes foi de 10 partes de terra (70% areia e 30% argila) para uma parte de cimento. Mais uma vez, ponto para a economia e para a sustentabilidade ambiental.

Detalhe da elevação das paredes do Engenho

O valor de mão de obra foi mais elevado, se comparado com a construção convencional. Como é um trabalho pesado, exige a presença de pelo menos quatro pessoas para as paredes baixas. À proporção em que vai subindo a altura das paredes é necessário adicionar mais pessoas para ajudar no levantamento e compactação do material. Os trabalhadores envolvidos foram os moradores da região e o treinamento feito na própria obra.

Outra grande vantagem dessa técnica é a rapidez da construção (uma equipe de quatro pessoas consegue fazer perto de 80 a 100 metros lineares de parede por dia), além da maior liberdade de forma da planta (curvas, ondulações, etc).

Incentivo governamental

A área coberta total foi de 225 m², envolvendo as área de recepção às visitas, área de venda e degustação, armazém, área de envelhecimento, expedição, estoque e engarrafamento. Ainda em construção estão a cúpula geodésica (área para palestras e apresentações) e aguarda-se, para até o fim do mês de janeiro, a instalação do alambique e áreas de fermentação.

O projeto contou com a assessoria da Fundação de Apoio à Pesquisa da Paraíba (Fapesq), que adequou o Engenho Nobre às exigências estabelecidas e viabilizou a captação de financiamento através do Programa Empreender Paraíba. Apesar do valor financiado representar apenas uma parte do montante global investido, esse programa foi uma importante base de capitalização do empresário, pois é voltado, exclusivamente, para o apoio ao empreendedorismo no Estado e foi de ajuda imprescindível para o êxito da empreitada.

O fortalecimento do Arranjo Produtivo da Cachaça é uma das diretrizes do Governo do Estado da Paraíba. “O Programa Empreender facilita muito. Eu vou ter uma carência de seis meses para começar a pagar as 30 parcelas mensais, com um juro de 0,65% ao mês. Dessa forma terei fôlego para poder investir em equipamentos e preparar uma estrutura diferenciada no engenho”, explica Murilo Coelho.

Disseminando saberes e sabores

Vista parcial. No primeiro plano a futura cúpula geodésica.

Indo além da simples produção de cachaça, o Engenho Nobre se prestará a uma série de outras atividades educativas e turísticas. É o que adianta Murilo: “Aqui eu vou poder receber estudantes do Ensino Médio e de nível superior (engenheiros,  arquitetos, tecnólogos, etc), para apresentar os conceitos da bioconstrução; explicar  a importância da cachaça na história da Paraíba e do Brasil; seu papel na economia do nosso estado; fazer palestras para promover o consumo consciente, dentre outros projetos”.

Para os iniciados no mundo do consumo da cachaça, e para os que querem se aprofundar, Murilo tem um projeto chamado “Experiência Nobre”. Ele detalhou seu objetivo: “Estou firmando parcerias com restaurantes e chefs de cozinha e a ideia é trazer regularmente para o engenho, um seleto grupo de pessoas para que conheçam mais a fundo os processos de envelhecimento da cachaça. O chef  vai preparar um prato especial e faremos a harmonização da comida com os vários tipos de cachaça que serão postas à mesa. Isso elevará o consumo a um outro patamar e propiciará aos participantes uma verdadeira “Experiência Nobre”, ressalta o empresário.

 

Cachaça das 15h

Conforme acertos com guias e receptivos turísticos, já no mês de fevereiro próximo começarão a ser formados grupos de visitantes  para o engenho, onde terão uma exposição sobre os processos de produção, uma sessão de degustação e poderão comprar produtos na loja. Outra atração será a “Cachaça das 15h”. Durante todas as semanas do ano, da quarta-feira ao sábado, os turistas e visitantes que chegarem ao engenho poderão acompanhar uma alambicada sendo feita e vão provar a cachaça saída diretamente da bica do alambique. “Certamente será uma experiência única para quem nunca viu como se faz uma cachaça”, afirmou o entusiasmado Murilo Coelho.

Produtos premiados

Criador com suas premiadas criaturas na sala de degustação

Murilo é uma pessoa cuidadosa no que faz e esmera-se para fazer bem feito. Seus produtos e blends são exaustivamente testados e aprimorados antes de irem ao mercado. O resultado são as premiações conquistadas ao longo dos quatro anos, desde que lançou sua primeira cachaça: World Spirits San Francisco em 2019 – The Tasting Alliance;  12ª Melhor Cachaça do Brasil – Categoria Branca – III Cúpula da Cachaça 2018; Ouro Spirits no Concours Mondial de Bruxelles em 2018; Prata Spirits no Concours Mondial de Bruxelles em 2017.

 

Criando uma identidade

Hoje, o apreciador das cachaças premium não se atêm ao simples degustar do líquido. Observa-se que esse consumo caminha para a conjugação entre elementos de diferentes setores econômicos: a experiência sensorial proporcionada nas degustações, aliada à gastronomia local (possibilitando excelentes oportunidades de harmonização com a cozinha regional) e enriquecida pelo turismo nas localidades de produção das bebidas. Temos, assim, um ciclo virtuoso, onde todos ganham.

É importante salientar, ainda, um cuidado maior do consumidor, que, nessa busca por experiências sensoriais diferentes, e maior qualidade, passou a observar melhor e diferenciar as características da bebida, seus modos de preparo, a responsabilidade social de empresas e produtores e os aspectos relacionados aos cuidados com o meio-ambiente.

A tudo isso o Engenho Nobre adiciona o diferencial arquitetônico e todas as características a isso associadas, o que cria uma identidade conceitual única e o diferencia dos demais, fazendo com que as pessoas que o conhecem, visitam e degustam seus produtos, vivenciem, de fato, uma “Experiência Nobre”.