Lançada cachaça em homenagem aos 100 anos de Jackson do Pandeiro

Na esteira das homenagens aos 100 anos de Jackson do Pandeiro, a Cachaça Matuta presta a sua reverência ao Rei do Ritmo, dessa vez em forma de uma bela latinha de cachaça.

Mantendo a tradição, que vem desde 2017, de lançar latinhas temáticas na época do São João, a Matuta este ano traz Jackson no seu rótulo da Matutinha de 270 ml.

O trabalho artístico teve layout de Arthur Póvoas e desenho de Sócrates Gonçalves. A edição é limitada e foi lançada oficialmente nesta sexta-feira ( 7 ), pelo “Instagram”.  Confira a ação de lançamento aqui.

Segundo François Pietro, Analista de Logística e Negócios Internacionais da empresa, a Matuta inova todos os anos, tanto na busca da qualidade de seus produtos, como na apresentação. Foi nesse sentido que lançou, em 2016, a primeira cachaça de alambique em lata, a “Matutinha 270”, e no ano seguinte vieram as cachaças com latas temáticas: 2017, homenagem ao São João (eleita uma das latas mais bonitas do Brasil no Premio Alterosa da Lata Brasileira);  2018, Copa do Mundo e agora trouxeram o Mestre Jackson.

Uma outra novidade nessa versão 2019 é a possibilidade de se ter a experiência de realidade aumentada. A tecnologia permite que seja dado som e movimento ao desenho na tela do celular, após ser baixado o aplicativo da Matuta no “play store” e apontada a câmera para o “QR-Code” da lata. É a cachaça e a tecnologia caminhando de mãos dadas.

O engenho produz a cachaça  cristal (armazenada por um ano em inox) e a umburana (descansada na madeira). A Matuta em lata é envasada na versão inox, que não descansa em madeira. Ótima opção para colecionadores e, claro, para uma boa caipirinha, explorando o que há de melhor na cachaça de alambique: o poder sensorial da bebida!

 

Argentina reconhece a cachaça como produto genuinamente brasileiro

bolsonaro tereza cristina argentina.jpg

Comitiva liderada por Bolsonaro é recebida pelo governo argentino na Casa Rosada – AR

 

A Argentina reconheceu a identidade geográfica da cachaça como produto genuinamente brasileiro, anunciou a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), nesta quinta-feira (6), em Buenos Aires, onde acompanha a visita do presidente Jair Bolsonaro ao governo argentino.

“O reconhecimento da cachaça brasileira era um pleito antigo. É pequeno, é simbólico, mas mostra a boa vontade, a parceria que Brasil e Argentina têm agora para vários temas de interesse comum”, disse a ministra, citando também questões como a aduana integrada e a integração dos certificados sanitários que estão sendo avaliadas por ambas as partes.

De acordo com Tereza, o reconhecimento da cachaça brasileiro era um dos 19 assuntos que estavam na pauta de negociações entre os dois países. Desses, acrescentou, o Brasil já cedeu em nove e a Argentina, em quatro.

“Eles nos prometeram que nos próximos três ou quatro meses resolvem os outros problemas, como a exportação de tripa, de farinhas e de comida de PET. Enfim, o Brasil começa agora uma nova era de integração com a Argentina”, disse a ministra, em transmissão ao vivo pelas redes sociais ao lado de Bolsonaro e dos ministros Paulo Guedes (Economia) e Bento Albuquerque (Minas e Energia).

Reunião Ampliada

Na Casa Rosada, sede do governo argentino, Tereza Cristina participou de reunião ampliada entre as equipes dos dois presidentes. A ministra também teve reunião com o secretário da Agroindústria da Argentina, Luis Etchevehere.

Ao deixar a Casa Rosada, o presidente Bolsonaro informou que vinhos e produtos lácteos também estão na mesa de negociação.

Brasil e Argentina se preparam para assinar em breve o acordo de comércio Mercosul- União Europeia. Conforme Paulo Guedes, isso deverá ocorrer em Bruxelas, daqui a cerca de quatro semanas.

Tereza Cristina deverá ir à Bélgica para participar das negociações que envolvem produtos agrícolas e industrializados, além de serviços.

Além de Tereza Cristina, de Paulo Guedes e de Bento Albuquerque, integram a comitiva os ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Fernando Azevedo e Silva (Defesa), Marcos Pontes (Ciência) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional).

A comitiva embarca de volta para o Brasil na manhã da sexta-feira (7).

 

*Do Mapa, com informações do Palácio do Planalto

 

Você sabe a diferença entre cachaça, pinga e aguardente?

Se a resposta for não, preste bastante atenção nos detalhes desta postagem.

Toda cachaça é uma aguardente, porém nem toda aguardente pode ser chamada de cachaça

 

Vamos aos esclarecimentos:

A cachaça

A definição da cachaça foi dada pelo Decreto Federal de no 4.851, de 2/10/2003, no artigo 92.

Cachaça é denominação típica e exclusiva da aguardente de cana produzida no Brasil, com graduação alcoólica de 38 a 48% em volume, a 20ºC, obtida pela destilação do mosto fermentado de cana-de-açúcar com características sensoriais peculiares, podendo ser adicionada de açúcares até seis gramas por litro, expressos em sacarose.

Assim sendo, a cachaça é o destilado fabricado no Brasil, derivado exclusivamente da cana-de-açúcar. Qualquer outro destilado não proveniente da cana ou produzido em outro país não pode levar esse nome. Um destilado de banana é uma aguardente de banana. Se adicionarmos ervas, frutas, especiarias ou outros ingredientes na cachaça não poderemos mais denominá-la como cachaça, mas sim como uma aguardente adoçada, composta ou bebida mista.

Uso inadequado do termo “cachaça”. Se não for de cana não pode ser cachaça

Aguardente é o nome genérico dado a qualquer bebida obtida a partir da fermentação e destilação de vegetais doces. O uísque é uma aguardente de cereais. A tequila é uma aguardente de agave, a tiquira é uma aguardente de mandioca, a cachaça é uma aguardente de cana. Conhaque, bagaceira e grapa, semelhantemente, são aguardentes de uva.

Aguardente de cana

No mesmo decreto que conceitua a cachaça, a aguardente de cana é definida no Brasil como

a bebida com graduação alcoólica de 38 a 54% em volume a vinte graus Celsius, obtida de destilado alcoólico simples de cana-de-açúcar ou pela destilação do mosto fermentado de cana-de-açúcar, podendo ser adicionada de açúcares até seis gramas por litro.

Então, conforme afirmamos acima: toda cachaça é uma aguardente, porém, nem toda aguardente pode ser chamada de cachaça.

Exemplos práticos

A Rainha, produzida na Paraíba e uma das mais famosas aguardentes do Brasil, não pode ser chamada de cachaça, pois apresenta teor alcoólico de 50%, o que é superior ao limite máximo definido pela lei, que é de 48%.

Do mesmo modo, a aguardente Pitú não pode ostentar cachaça em seu rótulo, devido aos 24% de açúcar dissolvidos em cada litro, quando a lei limita em 6% a quantidade máxima de açúcar. Por isso leva o nome de “aguardente de cana adoçada”.

Ocorre o mesmo com o rum (que também é feito da cana-de- açúcar). Ele não pode ser classificado como cachaça por dois motivos: o primeiro pelo fato de não ser fabricado no Brasil (para os importados) e o segundo é por ser obtido a partir do melaço (mel de engenho) e não do caldo fresco da cana de açúcar, como é o caso da cachaça.

 

A Pinga

Apesar de ninguém ter certeza da sua origem, circula pela internet uma “história” mentirosa. Diz essa lenda que a cachaça ganhou esse apelido dos escravos, que quando ferviam o caldo da cana-de-açúcar nos engenhos, o vapor condensava no teto e pingava sobre eles. Pura balela. O primeiro registro da palavra “pinga” foi em 1813, segundo Câmara Cascudo, era a destilação, depois da fervura e evaporação do caldo fermentado, que “pingava” na bica do alambique.

A pinga, nada mais é do que mais um nome vulgar da cachaça, assim como centenas que existem Brasil afora, tais como: cana, abrideira, danada, amarelinha, parati, dona branca, branquinha, mé, papuda, água-que-passarinho-não-bebe, birita, meropéia, caeba, do-santo, canjibrina, danada, limpa-goela, santa, branquinha, três-dedos, etc.

 

Acompanhe nosso blog, a cada dois ou três dias temos sempre novidades e informações sobre o mundo da cachaça.

Regularização de alambiques de cachaça: Comitê Técnico vai elaborar cartilha sobre regularização de alambiques

Cartilha sobre regularização de alambiques será aplicada  a todos os produtores de cachaça do Brasil, visando atender à legislação vigente.

Na última edição do Jornal Informativo da AMPAQ (n° 59 de 2019), foi divulgada a reunião realizada no início de abril deste ano, no Sebrae MG, com a participação de representantes da Anpaq (Associação Nacional de Produtores de Cachaça de Qualidade). Nesta reunião foi criado um Comitê Técnico para elaboração de uma cartilha para a cachaça, visando regularizar produtos e processos produtivos.

A cartilha trará informações sobre rotulagem, regularização de alambiques e todas as exigências legais para produção e comercialização.

 

O grupo terá a participação de representantes do Sebrae, Ministério da Agricultura, Sindbebidas, ANPAQ e SENAI, em parceria com Faemg (Federação dos Agricultores de Minas Gerais), Corpo de Bombeiros e Ibrac (Instituto Brasileiro da Cachaça).

A Cartilha, com aplicabilidade nacional, abordará temas como rotulagem, responsável técnico, registro, embalagem, licenciamento ambiental, manual de boas práticas, entre outros assuntos de interesse da cadeia produtiva da cachaça. Seu objetivo é apresentar aos produtores um manual de procedimentos operacionais com vistas à rotulagem da bebida. Os membros do Comitê estudam a possibilidade da realização de um seminário, ainda este ano, em Belo Horizonte, para o lançamento da cartilha.

Essa notícia é de grande importância para toda a cadeia produtiva da cachaça, principalmente aqui na Paraíba, onde o negócio da cachaça é um forte motor tanto da economia como de eventos turísticos e culturais. Com esse documento orientativo, muitos produtores, que ainda trabalham na clandestinidade, terão subsídios para formalizar seu produto e sua produção.

Acompanhe nosso blog, pois traremos sempre notícias relevantes sobre o mundo da cachaça.

Consumo de bebidas alcoólicas: mitos e verdades

O Maior São João do Mundo vai começar .

Entramos no mês de junho, festas, forró, confraternizações com amigos, encontros com a família, etc. Esses e diversos outros eventos têm uma característica comum: quase sempre envolvem álcool. Mas beber apenas nestas ocasiões não causa nenhum problema para a saúde, certo? Confira os mitos e verdades sobre o consumo de álcool:

 

UMA CANECA DE CHOPP É MAIS “FRACA” DO QUE UMA DOSE DE CACHAÇA.

Uma lata de cerveja de 475ml tem em torno de 25g de álcool (a  5%).    Uma dose padrão de cachaça, de 50 ml  tem  19g (a 38%) e um cálice de 200 ml de vinho tem 28g de álcool (a 14%).  Então, não é porque a bebida é mais “fraca” que ela não vai comprometer a sua sobriedade, o problema não é o tipo de bebida que você está tomando e sim a quantidade.

 

MISTURAR CERVEJA COM CACHAÇA POTENCIALIZA A EMBRIAGUEZ?

A pessoa se empolga, toma uma, duas, três cervejas.   Depois pede uma cana  e volta pra cerveja e fica alternando.   No dia seguinte, tem uma  ressaca arretada  e diz que foi porque misturou cachaça com cerveja.   Isso é balela. Quando se consome uma bebida com maior teor alcoólico, a tendência é não perceber o aumento do consumo de bebidas com mais baixo teor. Neste caso, a cerveja passa a ser tomada em doses maiores e mais freqüentes e você perde a referência do quanto bebeu.

AS MULHERES SÃO MAIS SUSCETÍVEIS AOS EFEITOS DO ÁLCOOL DO QUE OS HOMENS.

  Nesse caso, tamanho é documento.   O corpo feminino é, em média, menor do que o corpo masculino. Por isso, a concentração de álcool acaba sendo maior no corpo das mulheres por dois fatores: o corpo feminino tem menor quantidade de líquidos  (sangue e fluidos), para o álcool ser dissolvido  e o fígado da mulher é menor para processar o álcool ingerido.  Então, os efeitos do álcool são perceptíveis mais rapidamente nas mulheres, como também em adolescentes, pessoas magras, pessoas idosas ou com défict de peso.

INGERIR BEBIDAS ALCOÓLICAS PODE CORTAR O EFEITO DE MEDICAMENTOS.

 Tanto o álcool como os remédios são metabolizados pelo mesmo órgão, que é o fígado. Com o excesso de álcool ele pode ficar  sobrecarregado, tendo que processar o álcool e o medicamento ao mesmo tempo. Isso pode causar a intensificação ou retardamento do efeito do medicamento do organismo.

AS BEBIDAS ALCOÓLICAS AJUDAM A NOS AQUECER EM DIAS FRIOS:

Apesar da sensação de aquecimento, na verdade o consumo de bebidas alcoólicas diminui nossa temperatura corporal e pode ser perigoso durante os invernos severos. O álcool causa a dilatação dos vasos sanguíneos, fazendo o sangue fluir pelas artérias e acelerando a perda de calor nos órgãos.

INGERIR BEBIDAS ALCOÓLICAS JUNTAMENTE COM COMIDA RETARDA OS EFEITOS DO ÁLCOOL.

É uma excelente ideia comer antes e durante o consumo de bebidas alcoólicas. O alimento desacelera o ritmo de absorção do álcool na corrente sanguinea, dando mais tempo para o corpo processar o álcool ingerido.

Beber de barriga vazia ou virar “doses” muito rapidamente, resulta numa sobrecarga de álcool no corpo acelerando os efeitos da bebida no organismo.

A melhor dica de todas pra retardar o efeito do álcool e acordar bem no dia seguinte é intercalar o consumo de água entre cada copo de bebida.  O consumo de álcool faz com que o corpo perca água, causando desidratação – por isso a sede, as dores de cabeça,  a vontade de morrer e outros sintomas típicos de ressaca.

BEBER CAFÉ, TOMAR UM BANHO GELADO OU FAZER EXERCÍCIOS NO DIA SEGUINTE PRA SUAR, COMBATE  OS EFEITOS DA RESSACA

  Do total de álcool que ingerimos, apenas 5% costuma ser eliminado pelo suor, pelo hálito ou pela urina. Os 95%  restantes são absorvidos pelo corpo.

O fígado é o órgão responsável por metabolizar o álcool. Mas a sua capacidade é limitada, um fígado saudável consegue processar de 10 a 12 gramas de álcool por hora. Mas, quando bebemos em excesso, o fígado não consegue metabolizar toda a quantidade de álcool ingerida. E o excesso cai na corrente sanguínea e indo para o cérebro, daí vem a embriaguez, causando confusão mental, alterando o senso de equilíbrio e turvando a visão.

A ressaca NUNCA não pode ser curada!!   O organismo precisa de tempo para metabolizar o álcool que foi ingerido e que caiu na corrente sanguínea.  Apesar das pessoas acharem que uma xícara de café forte ou um banho gelado

A bebida alcoólica só é prejudicial para o fígado

O consumo de bebida alcoólica afeta o funcionamento de todo o organismo, e quando utilizada em excesso pode trazer graves danos.

O álcool ataca o coração, altera a pressão arterial, pode causar problemas psiquiátricos, danos neurológicos, estimula a obesidade, o acúmulo de gordura e diversos outros malefícios. “Além disso, existe uma doença chamada cardiopatia alcoólica, em que o coração aumenta de tamanho por causa do consumo em excesso de álcool por muito tempo, e há também a síndrome do coração festivo, que causa fibrilação arterial”, explica Bruno Valdigem, doutor em cardiologia pela Universidade Federal de São Paulo.