IBOPE e SPC-Brasil criam o “Índice da Cachaça”

 

Pesquisa  mostra que o brasileiro está consumindo mais cachaça para tentar esquecer a crise.

 

Quem diria que a economia teria fortes ligações com o consumo e venda da cachaça? Pois tem! Para esquecer da crise, o brasileiro está bebendo mais…cachaça, especificamente. Isso é o que aponta um estudo do PeopleScope, divulgado em  maio passado, pelo Ibope DTM, unidade do IBOPE Inteligência e do SPC Brasil. Nesse estudo encontrou-se uma correlação que foi batizada de “Índice da Cachaça”. Na correlação, quando a expectativa a respeito da economia cai, o consumo de cachaça dispara.

É isso mesmo! Quanto menor a expectativa do consumidor, medida mensalmente pelo IBOPE ( Índice Nacional de Expectativa do Consumidor  -INEC), mais garrafas de cachaça são vendidas em 3 redes varejistas monitoradas no Sudeste.

Só bebendo para esquecer

Em dezembro de 2015, quando o INEC acumulava queda de 11,8% em relação ao mesmo período de 2014 e estava 12,2% abaixo de sua média histórica, as vendas de garrafa de cachaça chegaram ao seu maior nível.

O PeopleScope dividiu a população brasileira em 13 macrosegmentos e 42 segmentos e encontrou o “efeito cachaça” em todos e independente de classe, mas em diferentes intensidades.

“As pessoas trocaram o lazer externo pelo interno”, diz Bernardo Canedo, presidente executivo do Ibope DTM. Ele diz que o efeito é maior com a cachaça mas também foi visto em outras bebidas.

De 7 categorias de produtos vendidos no mercado, a que engloba bebidas, frutas, legumes e verduras foi a única cujos gastos subiram em 2015 na comparação com o ano anterior.

Enquanto a quantidade de itens comprados caiu 4,6%, o valor médio gasto com alcoólicos subiu 1,1% e a ida ao mercado para comprá-los aumentou 4,4%.

“O aperto financeiro nos últimos anos no país obrigou o brasileiro a ajustar seus gastos, mas alguns itens quase sempre observam um aumento na média, ajustado pela inflação no período, a cachaça é um deles”, diz Roque Pellizzaro, presidente do SPC Brasil.

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